A PAZ DO SENHOR!
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O CALVINISMO E A SUA ATUAL INFLUÊNCIA NO PENTECOSTALISMO ASSEMBLEIANO BRASILEIRO

Ao longo da História da Igreja alguns esquemas teológicos foram elaborados com o propósito de sistematizar e preservar a sã doutrina, defendendo-a assim das heresias.

Em se tratando da doutrina da salvação, dois arcabouços teológicos ganham destaque: o arminianismo e o calvinismo.O calvinismo é a tradição teológica da qual o reformador protestante João Calvino (1509-1564) é o proponente mais famoso. Já o arminianismo clássico é oriundo do movimento de oposição à perspectiva de salvação dos reformados calvinistas, que foi iniciado pelo teólogo e pastor Holandês Jacó Armínio (1569-1609).

A doutrina da salvação adotada pelas Assembleias de Deus no Brasil e pelas Igrejas Batistas é basicamente arminiana. O calvinismo é adotado principalmente pelas Igrejas Presbiterianas e Congregacionais.

Nos últimos anos a teologia reformada calvinista ganhou espaço e notoriedade no cenário nacional. Destaco particularmente, dentre tantas, as seguintes razões:

- A Publicação de excelentes livros no campo da teologia em geral (é importante salientar que em vários pontos a teologia reformada calvinista concorda com outros sistemas teológicos)

- A Publicação de diversos livros propagando a teologia reformada calvinista

- A Organização de eventos de grande impacto e público com a participação de teólogos e pastores reformados calvinistas

- A relevância nacional das instituições de ensino superior e teológico das igrejas reformadas

- A propagação do calvinismo nas redes sociais e internet em geral

- O surgimento no Brasil de excelentes expositores da Palavra dentre as igrejas reformadas calvinistas

- A falta de posicionamento da liderança pentecostal assembleiana nacional em relação à teologia reformada calvinista

- A falta de conhecimento entre os pentecostais assembleianos dos fundamentos da teologia arminiana

- A falta de publicação e escassez de obras com conteúdo teológico arminiano

Diante dos fatos aqui exposto, em se tratando da doutrina da salvação (soteriologia), obreiros e irmãos pentecostais assembleianos estão absorvendo e adotando a teologia calvinista. Diversos deles já me confessaram isso pessoalmente, enquanto outros passaram a congregar em igrejas reformadas.

Os órgãos oficiais das Assembleias de Deus no Brasil, juntamente com a liderança nacional e regional da igreja, precisam dar uma resposta diante do atual cenário, para que a razão de ser de nosso sistema doutrinário e teológico seja amplamente conhecido de todos os membros e congregados da denominação.

Em suas publicações literárias, nas Escolas Bíblicas de Obreiros e Jovens, na Escola Bíblica Dominical, nos cultos de ensino regulares, nas Escolas Teológicas, em todos os demais eventos e espaços educativos, nas redes sociais, blogs e sites, o conteúdo e os fundamentos da nossa teologia da salvação precisam ser difundidos.


Tenhamos cuidado com os ventos de doutrina, e sigamos a verdade em amor (Ef 4.11-16).
Por: Altair Germano
Fonte: http://www.altairgermano.net/

SEM O ESPINHO NA CARNE SERÍAMOS UM DEMÔNIO!

Texto base: “... foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar”. – 2 Coríntios 12.7 (AFC)


Qualquer fagulha de orgulho, ainda que tenha aparência de piedade, provém do diabo. Ele é quem incita os homens a entregarem-se as suas paixões pecaminosas. A carne e o mundo andam de mãos dadas. A falsa humildade é muito pior que o orgulho ostentado, visto que, muitas vezes, o próprio satanás se transfigura em anjo de luz.

O apostolado de Paulo foi posto em xeque por alguns irmãos da igreja de corinto. Todavia, Paulo, sabia quem ele era e conhecia muito bem Aquele que o chamou para o ministério. Por esta questão, Paulo resolveu contar uma das suas várias experiências. Ele fora arrebatado (se no corpo ou fora do corpo, isso não sabemos) até o terceiro céu. Lá viu coisas que não pôde dizer aos homens. Devido a excelência da visão, pela misericórdia, Deus colocou em Paulo, um espinho - algo que lhe incomodava. Tal espinho colocava Paulo no prumo quando ele era tentado a gloriar em si e não confiar na força de Deus.

Conosco não é diferente. Todos têm um “calcanhar de Aquiles”. Cada um é tentado na sua cobiça por aquilo que lhe atrai. Ninguém é forte em todas as áreas. Aquele que pensa estar de pé, a Escritura adverte, cuide-se para que não caia. Mas alguns ainda não entenderam isso. As pessoas mais santas - sem hipocrisia, se consideram as mais pecadoras; já as mais pecadoras, com muita hipocrisia - se consideram as mais santas. Deus repreende a quem ama, e açoita a todo aquele que recebe por filho. Não podemos confiar em nós mesmos, mesmo em nossos melhores momentos; também não precisamos se desesperar quando caímos ou tropeçamos nas fraquezas. O importante é prosseguir para o alvo – amando a Deus e odiando o pecado.

A conversão é gradativa porque Deus, que conhece nossa estrutura, sabe que se fôssemos libertos de nossas mazelas todas de uma vez, cairíamos no pior dos pecados, a saber, o orgulho espiritual. Dizer a verdade por dizer, até o diabo faz. Ele usa a lei contra nós. Ele nunca acusa sem fundamento. Todavia, o Senhor é bom e condenou o pecado na carne para cumprir a lei e nos justificar - não por obras, mas pela fé Naquele que morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para a nossa justificação.

Se houvesse um debate teológico entre o “publicano” (que se humilhou diante de Deus) contra o “fariseu” (que se exaltou diante dos homens), não tenho dúvidas de que o fariseu sairia vitorioso e bastante aplaudido do debate devido o seu vasto conhecimento da Torá. Mas em Deus o crivo é diferente. Ele exalta o humilde e abate o soberbo. Existe muito filho de satanás matando os filhos de Deus com a lei. Se a sua 'santidade' te fez um orgulhoso, você deixou de ser santo e passou a ser um demônio.

Por isso precisamos ser constantes na oração; vigiando em todo tempo. O diabo não tem medo de arma! O inferno tem medo de oração! Oração é o reconhecimento de que não somos eficazes e que sem Deus nada podemos fazer. A meditação na Palavra nos ilumina acerca da vontade de Deus; a oração nos dar poder para cumpri-la, como está escrito: Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41). A mente tem a lei de Deus porque nela medita; mas na carne, nos membros, há outra lei que só pode ser amortecida pela satisfação em Deus através da oração. Por isso Nosso Senhor mandou “orar” a vista do perigo da tentação.

Assim, sendo, podemos dizer que, o “espinho na carne”, contrário do que muitos pensam, é um presente de Deus para que nEle confiemos em todo o tempo; até mesmo naqueles momentos que parece não haver mais saída e nem perdão. Este espinho serve para remover nossa autossuficiência e nos leva confiar que somos amados quando estamos fracos e sem justiça alguma.

Que Ele, então, não remova de nós o "espinho" que nos esbofeteia para que, vindo o orgulho, junto dele, venha também este mensageiro para nos abater, trazendo a nossa memória que somos pó.

O espinho na carne me leva para a cruz. A cruz me dá acesso ao Pai. No trono do Pai sou recebido com graça e misericórdia. A graça e a misericórdia imputa justiça em mim. Logo sou declarado justo sem qualquer condenação. A segurança é eterna, pois está escrito: nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor”(Rm 8.39).

Apenas persevere e lance sua confiança, não no seu desempenho espiritual, mas em Cristo, o Qual foi feito justiça perfeita em nosso favor.


Considere este artigo e arrazoe isto em seu coração,


Solus Christus!

Fabio Campos
fabio.solafide@gmail.com

INTEGRIDADE É O MELHOR SEGURO DE VIDA!

Texto base: “Quem anda em integridade anda seguro, mas o que perverte os seus caminhos será conhecido” (Pv 10.9)


O melhor seguro de vida é a integridade; a melhor defesa, a consciência pura. Aqueles que vivem na corda bamba da desonestidade, com o rabo preso na ratoeira da mentira, metidos em toda sorte de corrupção, não andam em paz. Vivem atormentados e desassossegados.

Os desonestos, que torcem a lei, assaltam o direito do inocente, roubam os cofres públicos e ainda assim escapam ilesos da justiça dos homens, esses podem até andar em carros blindados, com coletes à prova de bala, armados até os dentes, com seguranças parrudos dando-lhes escolta, mas não conseguem ter segurança.

A verdadeira segurança procede da consciência limpa, do coração puro e da conduta irrepreensível. Aqueles que, na calada da noite ou nos bastidores do poder, fazem acordos escusos, corrompem e são corrompidos, pensando que ficarão escondidos no manto do anonimato ou impunes diante de seus pérfidos delitos, perceberão que a máscara da mentira não é tão segura assim. Serão descobertos e envergonhados, e sobre eles cairão o opróbrio e a vergonha.

A blindagem do dinheiro, do prestigio e do sucesso não os pode proteger da execração pública nem do reto e justo juízo de Deus. Permanece o alerto divino: “Quem anda em integridade anda seguro, mas o que perverte os seus caminhos será conhecido” (Pv 10.9)



Texto extraído do livro: “Gota de sabedoria para alma”; LOPES, Hernandes Dias; Ed. Hagnos. P. 17

DEVEMOS RESSUSCITAR A ESCOLA DOMINICAL?


Duas notícias vindas do Reino Unido me chamaram muita atenção, pois sei que em breve influenciarão a nossa sociedade. A primeira é referente ao anuncio da nova diretriz escolar que diz que o ensino do criacionismo será proibido em todas as escolas na Inglaterra, mesmo as confessionais. Além disso os professores terão de promover desde as primeiras séries “o respeito pelos direitos dos homossexuais”. As instituições que se negarem a seguir a nova diretriz, poderão ser multadas ou terem as sua licenças de funcionamento revogadas.
Uma segunda é sobre, Eddie, um pedófilo confesso, que em um documentário exibido pelo Channel 4 (O vizinho pedófilo) busca encorajar a sociedade a dar mais apoio às pessoas sexualmente atraídas por crianças. O objetivo é levar os ingleses a discutirem se devem seguir os mesmos passos que a Alemanha que já oferece tratamento psicológico para quem sente desejos sexuais por crianças.
Com base nestas notícias pergunto, como distinguir o certo do errado? Seria uma responsabilidade única do estado estabelecer regras para um bom conviveu em comunidade? Quem determina se as leis aprovadas pelas autoridades constituídas são corretas ou não? Qual é a base das leis que nos regulam como sociedade? Faço essas perguntas, pois o meu certo nem sempre é o seu certo, principalmente em um período onde nada é absoluto, mas sim relativo, certo? Errado!
Deus é quem determina os padrões éticos e  morais de sua própria criação. Isto mostra o quão importante a Bíblia é para a nossa sociedade, pois ela é a Palavra de Deus. A Escola Bíblica Dominical, ou EBD, tem sido por anos o instrumento de propagação dos ensinos bíblicos. Porém mesmo sabendo disso é confrontada por muitos que dizem que ela é algo arcaico e ultrapassado e por isso  não atinge os objetivos de um mundo pós moderno. Críticas que parecem seguir os conselhos de uma das músicas do Pink Floyd que dizia que não precisamos de educação. Pergunto então, será que os cíticos possuem razão? Quais as causas da constante evasão dos alunos? Quais são os desafios da nossa EBD?
A proposta deste artigo é o de encontrar respostas para estas perguntas e tentar apontar princípios que ajudem a EBD a retomar uma força perdida ao longo do tempo.
História da EBD
Nos tempos do antigo Testamento cabia aos sacerdotes, profetas e reis o ensino da Lei de Deus. Isto fica claro quando analisamos a Bíblia e encontramos passagens como a do rei Josafá que enviou levitas e sacerdotes por toda a terra de Judá para ensinar ao povo a Lei do Senhor.[1] No livro de Neemias encontramos outros registros de aulas dadas ao povo de manhã ao meio dia, povo ao qual chorava ao ouvir as palavras da Lei[2]. Aulas religiosas eram também comuns nas sinagogas sempre ministradas sobre a orientação dos doutores da lei.
No Novo Testamento encontramos Jesus como um grande professor do Evangelho em sinagogas, casas, templos e ao ar livre. A igreja primitiva dava também muita importância a o ensino das Escrituras. Paulo e Barnabé, por exemplo, dedicaram suas vidas ao ensino da Palavra de Deus. Professores que passaram um ano ensinando na igreja de Antioquia, um ano e meio na igreja de Corrinto e três anos na de Éfeso de acordo com o livro de Atos.[3]
Com a Reforma Protestante, no século 16, o estudo da Bíblia voltou a ser algo primordial o que trouxe luz a escuridão espiritual que a igreja vivia na Idade Média.  Séculos mais tarde surge na Inglaterra a EBD com contornos semelhantes aos que existem hoje em nossas igrejas. O responsável por esta escola foi o jornalista Robert Raikes que iniciou aulas para crianças pobres aos domingos. Nestas aulas eram ensinadas várias materiais como aritmética, ensino de textos bíblicos e princípios cristãos. Este modelo foi muito criticado na época pelas igrejas que consideravam o seu projeto como “profanador dos domingos”.[4]
Mesmo com oposições em 1782 na cidade de Gloucester nasceu à primeira escola bíblica dominical em caráter permanente através do colaborador batista William Fox. No final de 1784 mais de 250 mil alunos estavam matriculados em escolas espalhadas por toda a Grã-Bretanha. Esta novidade cruzou fronteiras e já no século 19 estava presente em países como Escócia, Holanda, Alemanha e Estados Unidos. Em 19 de agosto de 1855 os missionários Robert e Sarah Kalley iniciaram em Niteroi, no Rio de Janeiro, a aula inaugural da primeira EBD no Brasil cumprindo assim a Grande Comissão.
A Grande Comissão
Jesus tem o ensinamento das escrituras como algo fundamental para os seguidores de ontem e de hoje também. Quando Jesus apareceu para os seus discípulos, após a sua ressurreição, ele deixou uma ordem para que conforme os discípulos fossem fazendo discípulos de todas as nações e batizando-os, deveriam também ensiná-los a guardar todas as coisas que Jesus já havia ensinado (Mateus 28.19-20).
Por isso é impossível existir uma igreja verdadeira que não ensine a palavra de Deus. Digo verdadeira, pois Jesus não nos deixou uma opção ou uma sugestão, mas sim uma ordem. Deixar de realizar o estudo da Bíblia é desobediência. É isso que nos difere daqueles que o seguiam, mas logo o abandonaram por tomar conhecimento de que: “Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim.” (Mateus 10.38).
Dizer que não precisamos da EBD ou qualquer outra  forma de discipulado ou ensino da palavra, e deixar de cumprir parte desta comissão.[5] Deixar de estudá-la e como ser um analfabeto espiritual correndo um sério risco de cometer erros, não gramaticais, mais sim espirituais conhecidos como pecado. A EBD é uma ferramenta para a execução da grande comissão é não algo predestinado a extinção. Mas como não interromper esse ciclo?
Desperte o interesse dos alunos
Quando alguém é alcançado, ou seja, ouve as Boas Novas do evangelho, aceita a Cristo por meio do Espírito Santo e  é batizado  precisa amadurecer a fé por meio do estudo da Palavra de Deus. Por que?  A fim de ser enviado e fazer um outro discípulo. Esse é o ciclo, da grande comissão, que só tem fim com a vinda de Cristo.
Não podemos esperar com que as pessoas se interessem pelo estudo da Palavra de Deus como que num toque de mágica. São os líderes professores que devem esclarecer a toda a igreja que o aprendizado é algo fundamental na vida cristã. O autor do livro Socorro sou professor da Escola Dominical, Lécio Dornas salienta que: “É tarefa do pastor e dos educadores da igreja despertar o interesse, motivar e conscientizar os professores da EBD da sua importância e valor no ministério de ensino da igreja”.[6]
Muitas igrejas, não completam o ciclo da grande comissão. Igrejas que estão cheias de pessoas que param no estágio  do batismo e de lá não saem mais. Pessoas que não se aprofundam no conhecimento das escrituras e assim se acomodam e não se preparam para serem enviadas. Não é de se assustar como alguns ministérios cressem numa velocidade assustadora e outras não. Igrejas que não prezam a Palavra de Deus, não pregam a verdade,  e que ignoram o arrependimento.
Ensine a Bíblia com toda a responsabilidade
O professor é um privilegiado por exercer o ministério do ensino da Palavra de Deus obedecendo e executando a missão dada por Jesus a nós. Ele nunca se esquece de preparar as suas aulas, contextualizar os assuntos que serão abordados em sala, dedicar tempo com Deus em oração, ser pontual e dar todo o louvor a Deus. O resultado disso é que os alunos terão zelo no estudo da palavra e na aplicação do que aprenderam.
Sem alguém, com muita responsabilidade, para explicar a Bíblia é impossível conhecer as escrituras corretamente. Esta é a razão pela qual o professor tem um papel fundamental na vida da igreja. Ele é a ponte entre as escrituras e os alunos. Veja o que Dornas diz em seu livro sobre esta ponte chamada professor:
O professor encontra prazer em ver pessoas atingindo o outro lado do rio. Sem ponte, o outro lado é sonho, com ela é topia, é realidade. Sem a ponte, o mar e o abismo são invencíveis, com ela ambos são domados e superados. Sem a ponte os benefícios da travessia se relativizam, com ela tornam-se desafios. Ser professor da Escola Dominical é ser ponte.[9]
Em seu livro Dornas diz também que o professor é um eterno aluno em constante aprendizado. É um servo de Deus que renuncia uma infinidade de coisas se propondo a ensinar. Diz também que o professor é um canal de crescimento da igreja. O autor cita Valdir Steuernagel ao dizer: “A qualidade de discípulos que o evangelho produzir, no contexto de uma igreja, será o atestado de quão saudável ou enfermo foi o crescimento desta igreja”.[10] Howard Hendricks em seu livro, Ensinado para transformar vidas, diz que:
Há muitos professores que vão para a sala de aula totalmente despreparados ou preparados apenas em parte. São como mensageiros sem mensagem. Falta-lhes a energia e o entusiasmo necessários para produzirem os resultados que, centralizado por direito, devemos esperar de seu trabalho[11].
Faça com que a igreja transmita os ensinos como testemunhas vivas
Jerry Wilkins em um dos seus livros diz que: “Os não crentes não conhecem os benefícios e valores da EBD”.[13] Isso acontece, pois achamos que as pessoas precisam descobrir a Bíblia e sua relevância por elas mesmas. Porém, guardar os ensinos de Cristo não significa retê-los, mas obedecê-los. O discípulo que obedece ensina, pois sabe que essa não é uma atribuição só de teólogos, pastores ou professores da EBD, mas sim de todo o seguidor de Cristo.
Todo discípulo deve ser um conhecedor da palavra de Deus para que poça pregar com convicção e autoridade a outros. A divulgação do evangelho, só deve acontecer se os alunos realmente acreditarem nos ensinamentos da Bíblia. “Se alguém promove o que faz, crê na sua eficácia”, diz Dornas em seu livro.[12]
Uma pessoa convicta de que a Bíblia é poder para a salvação prega sem mesmo abir a boca, só por meio de ações. Jesus, Paulo e outros discípulos pregavam com autoridade por conhecerem a palavra de Deus e colocar todo ensino em prática.
Contextualize a Bíblia tendo em mente os não crentes
Um colega de trabalho me disse que gostaria de estudar a Bíblia e me perguntou qual seria os livros mais fáceis de serem compreendidos. Disse para ele ler os Evangelhos. No outro dia, ele me disse que havia corrido todas as paginas da Bíblia por várias horas, na tentativa de encontrar o livro chamado “Evangelhos”, mas não achou. Errei por não conhecer o contexto de meu amigo.
Os professores devem saber transmitir o conhecimento de forma com que os alunos e visitantes entendam as aulas da EBD. Devem utilizar um linguajar claro para os dois públicos, contextualizando sempre a palavra de Deus. Precisam transmitir conhecimento de forma simples ainda que com conteúdo. Deve conhecer o contexto de sua comunidade e estar pronto para a mudança.
O professor Eudes Martins da Silva, editor da Editora Vida, diz que: “Não adianta seguir modelos rígidos, é preciso adaptar-se”.[14] Isto quer dizer que os educadores devem estar prontos para atender as necessidades daqueles que por algum motivo não podem frequentar a EBD no domingo pela manhã, mas que pode assistir a aulas em dias e horários diferentes dos tradicionais. Isto pode ser realizado pelos professores, evangelistas ou pastores da igreja.
Conduza os alunos a um culto verdadeiro
Em entrevista para a revista Vinde, edição 46, a jornalista Mirian Leitão disse que o estudo da Bíblia influenciou muito a sua conduta profissional e ética e que a EBD foi fundamental para a formação de seu caráter.[15] Esta é na verdade o resultado de uma EDB verdadeira que tem como objetivo educar discípulos para serem semelhantes ao nosso mestre Jesus Cristo.
A EBD tem como um de seus mais sublimados objetivos justamente a educação do homem. Prestemos atenção a estas palavras de Paulo: “Toda Escritura é devidamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra” (2 Tm 3.16,17).
A Escola Bíblica Dominical é o local onde a liderança fiel a escritura deve deixar claro as suas posições sobre todos os assuntos que envolvem a igreja como: homossexualismo, aborto, liturgia, louvor e adoração, estilo de música, pecados entre outros. Igrejas com problemas doutrinários e que estão se dividindo são em grande parte igrejas que não tem a EBD e seus ensinos como um dos focos principais. Membros que não sabem ao certo a posição de suas igrejas para determinados assuntos, acabam se chocando com opiniões divergentes.
Conclusão
O estudo da Bíblia e o plano de Deus e nossa responsabilidade é avaliar as nossas Escolas Dominicais continuamente para que elas não percam o foco. Os educadores e líderes da EBD, devem se preparar continuamente para acompanhar o mundo e se manter atual e relevante. Isto faz com que a EBD deixe de ser algo ultrapassado, para se tornar um dos grandes instrumentos de evangelização. Além disso,  nós pais, não podemos terceirizar a tarefa de ensinar a Bíblia aos nossos filhos. Desafio você a redescobrir a alegria não só das manhãs de domingo, mas também do conhecer a palavra de Deus e anunciá-la principalmente aos seus filhos dia após dia.
POR: Alexandre Brito
FONTE:Site Gospel Prime - http://www.gospelprime.com.br/

A PEREGRINAÇÃO DO POVO DE DEUS (CESÁR MOISÉS)


Tentar escrever exegeticamente sobre o livro de Êxodo em tão sucinto espaço seria irresponsável. Analisá-lo teologicamente, nessa mesma dimensão espacial é, igualmente, uma tarefa impossível. Para uma leitura aprofundada sobre o Êxodo, indico, da CPAD, duas excelentes obras: História de Israel, de Eugene H. Merrill e, Tempos do Antigo Testamento, de R. K. Harrison. Ambas são fundamentais para se entender o contexto social, político, cultural e religioso da formação de Israel. Não obstante o fato de os meus objetivos serem modestos, cansado de ser óbvio, inicio essa reflexão disposto a andar por caminhos não antes palmilhados e radicalmente viscerais. E não o faço por qualquer outro motivo senão o de valorizar o relato da peregrinação de Israel durante quatro décadas pelo deserto, e o que tal trajetória significa, metaforicamente, para nós que cremos, e que, por isso mesmo, “andamos por fé e não por vista” (2Co 5.7).
Abraão — O peregrino paradigmático

Apesar do grande historiador romeno das religiões, Mircea Eliade, ter provado que o tempo linear não é uma invenção dos judeus e das religiões chamadas proféticas (judaísmo, cristianismo, islamismo), pois tal noção já era conhecida pelo zoroastrismo persa, não se pode ignorar que a decisão de Tera em sair de sua terra para Canaã, apesar de interrompida por causa de sua morte, pôde ser continuada através de seu filho Abrão (Gn 11.31,32). Tal decisão em busca de viver algo diferente do que havia em Ur, é uma forma de romper com o fatalismo do tempo cíclico, ou do eterno retorno, que matinha todos os povos da antiguidade numa imobilidade mórbida, apenas esperando o que o “destino” reservava a cada um, isto é, nada podia ser mudado, tudo seria como sempre foi em um ciclo milenar.

Se o plano pessoal do patriarca não era residir em Canaã, e sua saída de Ur se deu apenas para seguir Tera, o fato é que após a morte de seu pai em Harã, Deus aparece a Abrão e lhe chama, encorajando-o a prosseguir a viagem (Gn 12.1-9 – Raciocínio diferente encontra-se em Atos 7.2-4). A autorrevelação divina instaura, para Abrão, a possibilidade de romper a “roda” fatalística. Ao menos para ele, pela primeira vez, aparece a possibilidade de ter contato com uma divindade não material como as que seu pai adorava (Js 24.2). Uma divindade que não se circunscrevia a um local, pois não pertencia a religião alguma. Como podia ele, em meio a um panteão de deuses, saber, com certeza, que a divindade que se revelara era o “verdadeiro Deus”? Abraão não sabia, ele creu (Gl 3.6). Por isso, Paulo afirma que todos os creem são “filhos de Abraão” e que, portanto, “aqueles que têm fé são os abençoados junto com Abraão, que acreditou” (Gl 3.7-9).

Essa única promessa que instruiu Abraão, também foi repetida a Isaque, fazendo este peregrinar (Gn 26.1-25). Posteriormente a promessa foi estendida a Jacó que, por sua vez, também peregrinou (Gn 28.10—50.26). Inseridos no Egito através de José, as setenta pessoas da família de Jacó — já tornado Israel —, transformaram- -se em um populoso contingente, conhecido como “hebreus” (Gn 40.15; 43.32; Ex 1.16; 2.6). Este numeroso povo também permaneceu instruído, durante longos 430 anos, por essa única promessa dada pelo Senhor aos patriarcas (Gn 50.24,25; Ex 13.19; Hb 11.22).

O reino de sacerdotes peregrinos

O último estágio da peregrinação a ser aqui sucintamente considerado, subdivide-se em três períodos de quatro décadas cada um compreendendo os 120 anos da vida de Moisés, o principal protagonista do Êxodo (At 7.23,30; Ex 16.35; Dt 34.7). Na primeira fase, Moisés troca a estabilidade de quatro décadas no Egito pela incerteza de outras quatro décadas no deserto de Midiã que constituiu a segunda, e decisiva, fase de sua vida (Hb 11.23-26). Nos quarenta anos finais de sua trajetória, Moisés foi provado até as últimas consequências, tendo finalmente a “recompensa” de apenas contemplar a Terra Prometida (Dt 34.1-4).

A questão a destacar, e que parece não ter sido entendida, é que Deus não chamou o povo de Israel para exercer um papel hegemônico e imperialista sobre as demais nações. A promessa dEle a Abraão foi de que através da descendência do patriarca todas as famílias da Terra seriam benditas (Gn 12.3). Justamente por isso Deus disse a Moisés que uma vez que toda a Terra era propriedade dEle, se os israelitas ouvissem a sua divina voz e guardassem a sua aliança, eles seriam um reino de sacerdotes e uma nação santa (Ex 19.5,6). Como se sabe, Israel não entendeu esse papel a ser desempenhado e confundiu responsabilidade com privilégio, representatividade com regalia e bondade divina com mérito pessoal. O resultado foi o cativeiro e o desterro.

Não obstante a falha do Povo Escolhido, Paulo diz que “tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti” (Gl 3.8). Todos os que, pela fé, creem no Evangelho, são filhos de Deus e descendentes do crente Abraão: “Não há mais diferença entre judeu e grego, entre escravo e homem livre, entre homem e mulher, pois todos vocês são um só em Jesus Cristo. E se vocês pertencem a Cristo, então vocês são de fato a descendência de Abraão e herdeiros conforme a promessa” (Gl 3.28,29). Isso, mais uma vez, é preciso advertir, não significa privilégios, mas responsabilidades; não visa uma teologia da substituição, mas um dever sacerdotal. Como afirma o apóstolo Pedro: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós que, em outro tempo, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia” (1Pd 2.9,10).

Para não concluir

Mais do que conhecimento histórico e informações geográficas sobre o Êxodo, acredito que a grande lição desse trimestre é compreender o caráter transitório dessa nossa realidade. Aprender a contentar-se com o ordinário e não viver à cata de milagres, alegrar-se com a porção diária sem lamentar por não ter mais do que realmente precisamos, não ver-se como privilegiado, antes desapegar-se de tudo aquilo que — todo o mundo sabe — não nos acompanhará além do que a nossa peregrinação terrena permite. Tal deve ser assim se realmente queremos que a ética do Reino de Deus prevaleça em, e através de, nós (Mt 5—7). Isso significa, como afirma Carlos Mesters, transformar numa unidade a “vida vivida” e a “palavra escrita”. Mas para isso, é necessário entender que “mudando-se a vida, muda- -se o sentido do escrito para a vida, mudando-se o sentido do escrito, abre-se um novo sentido para a vida” (Por trás das Palavras, p.136).

Segundo o mesmo autor, era assim que os primeiros crentes em Jesus testemunhavam aos judeus. “Dizendo que Cristo estava neste ou naquele texto vétero-testamentário, os cristãos questionavam a vida dos judeus, pois queriam levá-los ao reconhecimento de uma nova dimensão neste ou naquele setor da vida”. O mais lamentável é que os “judeus, da sua parte, negando o princípio que sempre os guiou na releitura e na reinterpretação do Antigo Testamento, ao longo de toda a sua história, fechavam-se dentro da letra e queriam impor o livro à vida. Em nome desse mesmo Antigo Testamento, não queriam aceitar a nova dimensão cristã da vida e se defendiam contra ela” (Ibid., p.137).

Em “êxodo permanente”, isto é, em trânsito constante, é preciso que entendamos que “o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17). Valores que podem e devem ser vividos, exemplificados e expostos à sociedade através de nossa existência. Conquanto a realidade perpétua desses valores, em nossas vidas e em tudo que nos cerca, só será possível com a completude do Reino através da intervenção de Cristo, uma pálida demonstração deles é o suficiente para inspirar a sociedade e levá-la a uma transformação. O contrário desse sacerdócio é religiosidade estéril, e disso mundo está “cheio”.

Pedagogo; Pós-graduado em Teologia pela PUC-Rio; Chefe do Setor de Educação Cristã da CPAD; Professor da FAECAD.

A HISTÓRIA DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

A minúscula semente de mostarda que se transformou numa grande árvore
Por Ruth Doris Lemos
1 lbSentado a sua mesa de trabalho num domingo em outubro de 1780 o dedicado jornalista Robert Raikes procurava concentrar-se sobre o editorial que escrevia para o jornal de Gloucester, de propriedade de seu pai. Foi difícil para ele fixar a sua atenção sobre o que estava escrevendo, pois os gritos e palavrões das crianças que brincavam na rua, debaixo da sua janela, interrompiam constantemente os seus pensamentos. Quando as brigas tornaram-se acaloradas e as ameaças agressivas, Raikes julgou ser necessário ir à janela e protestar o comportamento das crianças. Todos se acalmaram por poucos minutos, mas logo voltaram às suas brigas e gritos.

Robert Raikes contemplou o quadro em sua frente; enquanto escrevia mais um editorial pedindo reforma no sistema carcerário. Ele conclamava as autoridades sobre a necessidade de recuperar os encarcerados, reabilitando-os através de estudo, cursos, aulas e algo útil enquanto cumpriam suas penas, para que ao saírem da prisão pudessem achar empregos honestos e tornarem-se cidadãos de valor na comunidade. Levantando seus olhos por um momento, começou a pensar sobre o destino das crianças de rua; pequeninos sendo criados sem qualquer estudo que pudesse lhes dar um futuro diferente daquele dos seus pais. Se continuassem dessa maneira, muitos certamente entrariam no caminho do vício, da violência e do crime.
2 lbA cidade de Gloucester, no Centro-Oeste da Inglaterra, era um polo industrial com grandes fábricas de têxteis. Raikes sabia que as crianças trabalhavam nas fábricas ao lado dos seus pais, de sol a sol, seis dias por semana. Enquanto os pais descansavam no domingo, do trabalho árduo da semana, as crianças ficavam abandonadas nas ruas buscando seus próprios interesses. Tomavam conta das ruas e praças, brincando, brigando, perturbando o silêncio do sagrado domingo com seu barulho. Naquele tempo não havia escolas públicas na Inglaterra, apenas escolas particulares, privilégio das classes mais abastadas que podiam pagar os custos altos. Assim, as crianças pobres ficaram sem estudar; trabalhando todos os dias nas fábricas, menos aos domingos.
Raikes sentiu-se atribulado no seu espírito ao ver tantas crianças desafortunadas crescendo desta maneira; sem dúvida, ao atingir a maioridade, muitas delas cairiam no mundo do crime. O que ele poderia fazer?

Por um futuro melhor
3lbSentado a sua mesa, e meditando sobre esta situação, um plano nasceu na sua mente. Ele resolveu fazer algo para as crianças pobres, que pudesse mudar seu viver, e garantir-lhes um futuro melhor! Pondo ao lado seu editorial sobre reformas nas prisões, ele começou a escrever sobre as crianças pobres que trabalhavam nas fábricas, sem oportunidade para estudar e se preparar para uma vida melhor. Quanto mais ele escrevia, mais sentia-se empolgado com seu plano de ajudar as crianças. Ele resolveu neste primeiro editorial somente chamar atenção à condição deplorável dos pequeninos, e no próximo ele apresentaria uma solução que estava tomando forma na sua mente.
Quando leram seu editorial, houve alguns que sentiram pena das crianças, outros que acharam que o jornal deveria se preocupar com assuntos mais importantes do que crianças, sobretudo, filhos dos operários pobres! Mas Robert Raikes tinha um sonho e este estava enchendo seu coração e seus pensamentos cada vez mais! No editorial seguinte, expôs seu plano de começar aulas de alfabetização, linguagem, gramática, matemática, e religião para as crianças, durante algumas horas de domingo. Fez um apelo, através do jornal, para mulheres com preparo intelectual e dispostas a ajudar-lhes neste projeto, dando aulas nos seus lares. Dias depois um sacerdote anglicano indicou professoras da sua paróquia para o trabalho.
O entusiasmo das crianças era comovente e contagiante. Algumas não aceitaram trocar a sua liberdade de domingo, por ficar sentadas na sala de aula, mas eventualmente todos estavam aprendendo a ler, escrever e fazer as somas de aritmética. As histórias e lições bíblicas eram os momentos mais esperados e gostosos de todo o currículo. Em pouco tempo, as crianças aprenderam não somente da Bíblia, mas lições de moral, ética, e educação religiosa. Era uma verdadeira educação cristã.
Robert Raikes, este grande homem de visão humanitária, não somente fazia campanhas através de seu jornal para angariar doações de material escolar, mas também agasalhos, roupas, sapatos para as crianças pobres, bem como mantimentos para preparar-lhes um bom almoço aos domingos. Ele foi visto frequentemente acompanhado de seu fiel servo, andando sob a neve, com sua lanterna nas noites frias de inverno. Raikes fazia isto nos redutos mais pobres da cidade para levar agasalho e alimento para crianças de rua que morreriam de frio se ninguém cuidasse delas; conduzindo-as para sua casa, até encontrar um lar para elas.
As crianças se reuniam nas praças, ruas e em casas particulares. Robert Raikes pagava um pequeno salário às professoras que necessitavam, outras pagavam suas despesas do seu próprio bolso. Havia, também, algumas pessoas altruístas da cidade, que contribuíam para este nobre esforço.

Movimento mundial
4lbNo começo Raikes encontrou resistência ao seu trabalho, entre aqueles que ele menos esperava - os líderes das igrejas. Achavam que ele estava profanando o domingo sagrado e profanando as suas igrejas com as crianças ainda não comportadas. Havia nestas alturas algumas igrejas que estavam abrindo as suas portas para classes bíblicas dominicais, vendo o efeito salutar que estas tinham sobre as crianças e jovens da cidade. Grandes homens da igreja, tais como João Wesley, o fundador do metodismo, logo ingressaram entusiasticamente na obra de Raikes, julgando-a ser um dos trabalhos mais eficientes para o ensino da Bíblia.
As classes bíblicas começaram a se propagar rapidamente por cidades vizinhas e, finalmente, para todo o país. Quatro anos após a fundação, a Escola Dominical já tinha mais de 250 mil alunos, e quando Robert Raikes faleceu em 1811, já havia na Escola Dominical 400 mil alunos matriculados.
A primeira Associação da Escola Dominical foi fundada na Inglaterra em 1785, e no mesmo ano, a União das Escolas Dominicais foi fundada nos Estados Unidos. Embora o trabalho tivesse começado em 1780, a organização da Escola Dominical em caráter permanente, data de 1782. No dia 3 de novembro de 1783 é celebrada a data de fundação da Escola Dominical. Entre as igrejas protestantes, a Metodista se destaca como a pioneira da obra de educação religiosa. Em grande parte, esta visão se deve ao seu dinâmico fundador João Wesley, que viu o potencial espiritual da Escola Dominical e logo a incorporou ao grande movimento sob sua liderança.
A Escola Bíblica Dominical surgiu no Brasil em 1855, em Petrópolis (RJ). O jovem casal de missionários escoceses, Robert e Sarah Kalley, chegou ao Brasil naquele ano e logo instalou uma escola para ensinar a Bíblia para as crianças e jovens daquela região. A primeira aula foi realizada no domingo, 19 de agosto de 1855. Somente cinco participaram, mas Sarah, contente com “pequenos começos”, contou a história de Jonas, mais com gestos,do que palavras, porque estava só começando a aprender o português. Ela viu tantas crianças pelas ruas que seu coração almejava ganhá-las para Jesus. A semente do Evangelho foi plantada em solo fértil.
Com o passar do tempo, aumentou tanto o número de pessoas estudando a Bíblia, que o missionário Kalley iniciou aulas para jovens e adultos. Vendo o crescimento, os Kalleys resolveram mudar para o Rio de Janeiro, para dar uma continuidade melhor ao trabalho e aumentar o alcance do mesmo. Este humilde começo de aulas bíblicas dominicais deu início à Igreja Evangélica Congregacional no Brasil.
No mundo há muitas coisas que pessoas sinceras e humanitárias fazem sem pensar ou imaginar a extensão de influência que seus atos podem ter. Certamente, Robert Raikes nunca imaginou que as simples aulas que ele começou entre crianças pobres e analfabetas da sua cidade, no interior da Inglaterra, iriam crescer para ser um grande movimento mundial. Hoje, a Escola Dominical conta com mais de 60 milhões de alunos matriculados, em mais de 500 mil igrejas protestantes no mundo. É a minúscula semente de mostarda plantada e regada, que cresceu para ser uma grande árvore cujos galhos estendem-se ao redor do globo.
Ruth Dorris Lemos é missionária norte-americana em atividade no Brasil, jornalista, professora de Teologia e uma das fundadoras do Instituto Bíblico da Assembleia de Deus (IBAD), em Pindamonhangaba (SP)

A CPAD e a Escola Dominical

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A CPAD tem uma trajetória marcante na Escola Dominical das igrejas brasileiras. As primeiras revistas começaram a ser publicadas em forma de suplemento do primeiro periódico das Assembleias de Deus – jornal Boa Semente, que circulou em Belém, Pará, no início da década de 20. O suplemento era denominado Estudos Dominicais, escritos pelo missionário Samuel Nystrom, pastor sueco de vasta cultura bíblica e secular, e com lições da Escola Dominical em forma de esboços, para três meses. Em 1930, na primeira convenção geral das Assembleias de Deus realizada em Natal (RN) deu-se a fusão do jornal Boa Semente com um outro similar que era publicado pela igreja do Rio de Janeiro, O Som Alegre, originando o MENSAGEIRO DA PAZ. Nessa ocasião (1930) foi lançada no Rio de Janeiro a revista Lições Bíblicas para as Escolas Dominicais. Seu primeiro comentador e editor foi o missionário Samuel Nystrom e depois o missionário Nils Kastberg.
Nos seus primeiros tempos a revista Lições Bíblicas era trimestral e depois passou a ser semestral. As razões disso não eram apenas os parcos recursos financeiros, mas principalmente a morosidade e a escassez de transporte de cargas, que naquele tempo era todo marítimo e somente costeiro; ao longo do litoral. A revista levava muito tempo para alcançar os pontos distantes do país. Com a melhora dos transportes a revista passou a ser trimestral.
Na década de 50 o avanço da CPAD foi considerável. A revista Lições Bíblicas passou a ter como comentadores homens de Deus como Eurico Bergstén, N. Lawrence Olson, João de Oliveira, José Menezes e Orlando Boyer. Seus ensinos seguros e conservadores, extraídos da Bíblia, forjaram toda uma geração de novos crentes. Disso resultou também uma grande colheita de obreiros para a seara do Mestre.
Evelyn
As primeiras revistas para as crianças só vieram a surgir na década de 40, na gestão do jornalista e escritor Emílio Conde, como editor e redator da CPAD. A revista, escrita pelas professoras Nair Soares e Cacilda de Brito, era o primeiro esforço da CPAD para melhor alcançar a população infantil das nossas igrejas. Tempos depois, o grande entusiasta e promotor 
Usava-se o texto bíblico e o comentário das Lições Bíblicas (jovens e adultos) para todas as idades. Muitos pastores, professores e alunos da Escola Dominical reclamavam das dificuldades insuperáveis de ensinar assuntos sumamente difíceis, impróprios e até inconvenientes para os pequeninos.da Escola Dominical entre nós, pastor José Pimentel de Carvalho, criou e lançou pela CPAD uma nova revista infantil, a Minha Revistinha , que por falta de apoio, de recursos, de pessoal, e de máquinas apropriadas, teve vida efêmera.
7lbNa década de 70 acentuava-se mais e mais a necessidade de novas revistas para a Escola Dominical, graduadas conforme as diversas faixas de idade de seus alunos. Isto acontecia, principalmente, à medida que o CAPED (Curso de Aperfeiçoamento de Professores da Escola Dominical), lançado pela CPAD em 1974, percorria o Brasil.
Foi assim que, também em 1974, com a criação do Departamento de Escola Dominical (atual Setor de Educação Cristã), começa-se a planejar e elaborar os diversos currículos bíblicos para todas as faixas etárias, bem como suas respectivas revistas para aluno e professor, e também os recursos visuais para as idades mais baixas.
8lbO plano delineado em 1974 e lançado na gestão do pastor Antônio Gilberto, no Departamento de Escola Dominical, foi reformulado e relançado em 1994 na gestão do irmão Ronaldo Rodrigues, Diretor Executivo da CPAD, de fato, só foi consumado em 1994, depois que todo o currículo sofreu redirecionamento tendo sido criadas novas revistas como as da faixa dos 15 a 17 anos e as do Discipulado para novos convertidos, desenhados novos visuais, aumentado a quantidade de páginas das revistas de alunos e mestres e criado novo padrão gráfico-visual de capas e embalagem dos visuais.
Após duas edições das revistas e currículos (1994 a 1996 e 1997 a 1999), a CPAD apresentou em 2000, uma nova edição com grandes novidades nas áreas pedagógicas, gráficas e visuais.
8lbbDepois desse período, em 2007, a Editora lançou um novo currículo fundamentado nas concepções e pressupostos da Didática, Pedagogia e Psicologia Educacional. Após sete anos, a CPAD, sempre em fase de crescimento, inova mais uma vez. Em comemoração pelos 75 anos de existência, a Casa lança mais uma nova edição para a Escola Dominical que já começará a ser utilizada no primeiro trimestre de 2015. A novidade promete surpreender até mesmo que ainda não conhece o projeto. Antes, o currículo que era dividido em dois segmentos: infanto-juvenil e adultos, agora ganha mais um material exclusivo para o público jovem (a partir dos 18 anos).
A Escola Dominical tem a missão de servir como sistema de instrução Bíblica de forma gratuita e universal, para todos os frequentadores e membros das igrejas evangélicas ao redor do mundo, esclarecendo assuntos e respondendo dúvidas sobre temas abordados na Palavra de Deus.
Através da Revista Lições Bíblicas, a CPAD insere-se nas denominações com material didático atendendo a todas as faixas etárias. A Editora abrange três categorias: Infanto – juvenil, Jovens (a partir dos 18 anos) e Adultos somando 12 revistas no total: Berçário, Maternal, Jardim de Infância, Primários, Juniores, Pré-adolescentes, Adolescentes, Juvenis, Jovens, Adultos, Novos Convertidos “Discipulando” e “O caminho para o céu” – desenvolvido para os não crentes.
Extraido do site: http://www.licoesbiblicas.com.br/