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LIÇÃO 11 – NÃO DARÁS FALSO TESTEMUNHO - 1° TRIMESTRE (Ev. Isaías de Jesus)
INTRODUÇÃO
Uma pessoa pode prejudicar a boa reputação de alguém, mediante uma calúnia. O Código Penal é severo, quando dispõe sobre os crimes de calúnias, injúria ou difamação. É interessante notar-se que, em muitas igrejas, alguém é excluído por causa do adultério (72 mandamento), mas ninguém é excluído por causa dos pecados contra 9º mandamento. Isso é praticar dois pesos e duas medidas, é juízo contrário a Palavra de Deus.
O NOVO MANDAMENTO
O nono mandamento. “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êx 20.16). Este mandamento do Senhor trata da nossa honestidade e sinceridade no uso da palavra em relação aos outros. Falso testemunho é falar mal dos outros; acusar e culpar injustamente; difamar; caluniar; mentir (Tg 4.11).
Parece que o objetivo central deste mandamento é a proteção ao sistema judicial. Os tribunais seriam inúteis se os homens chegassem ali para mentir. Se tiver de ser feita uma acusação contra outra pessoa, e se o acusado tiver de defender-se, a verdade terá de ser dita por ambas as partes, sob pena da justiça naufragar. Mas esse mandamento também se aplica a questões individuais. A sociedade em geral perturba-se quando as pessoas saem a espalhar mentiras e calúnias sobre seus semelhantes. O trecho de Êx 23.1 condena o falso testemunho em nível pessoal. Ver Dt 19.16-20 que requeria juízo apropriado contra falsas testemunhas que perturbavam o sistema judicial.
A linguagem e os fatos devem concordar entre si (Ver Dt 13.14; 17.4; 22.20; Jr 9,5; Sl 9.5; 15.2; Pv 12.19; 14.25; 22.21). A verdade precisa ser dita como tempero do amor (Ef 4.15). Algumas vezes, as meias verdades prejudicam mais do que as mentiras francas. O amor, porém, guarda-nos tanto da mentira aberta quanto das meias verdades. A mentira artística vem sendo aprovada desde os tempos mais antigos, conforme muitos eruditos supõem. Ver o caso de Labão (Gn 29.21-27), e o caso um tanto anterior de Jacó (Gn 27.6-36). Por outro lado, a luz que brilhou por meio de Moisés por certo condenava qualquer tipo de mentira ou abuso de linguagem. (CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 393).].
PROIBIÇÕES DO NONO MANDAMENTO
>> A mentira
A mentira surgiu bem cedo na história da humanidade. Satanás, pai da mentira (Jo 8.44), no Éden, disse a primeira mentira registrada na Bíblia. Primeiro com uma indução (”É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?”, Gn 3.1) e depois com a mentira propriamente dita (”É certo que não morrereis”, Gn 3.4). Os nossos primeiros pais caíram em pecado justamente por não acreditarem nas palavras de Deus e sim nas mentiras proferidas pelo diabo.
A mentira não deve fazer parte da vida dos filhos de Deus. Ele ordenou: “…nem mentireis, nem usareis de falsidade cada um com o seu próximo” (Lv 19.11). “Os lábios mentirosos são abomináveis ao SENHOR” (Pv 12.22). Temos de abominar e detestar a mentira (Sl 119.163), rogando ao Senhor que a afaste de nós (Pv 30.8).
O nosso compromisso é com a verdade, por isso, “não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos” (Cl 3.9; cf. Ef 4.25).
>> Juízos falsos e calúnias Não devemos prejudicar a boa reputação do nosso próximo com juízos falsos, especialmente em público. Em Levítico 19.15, lemos: “Não farás injustiça no juízo: nem favorecendo o pobre, nem comprazendo ao grande: com justiça julgarás o teu próximo”. Esse mandamento nos alerta para a cautela com a qual devemos abrir a nossa boca para nos referir ao nosso próximo. Devemos ter cuidado redobrado ao denunciar alguma pessoa, pois não podemos ajudar a condenar alguém levianamente, ainda mais sem o ter ouvido primeiro. Deus não deixará impunes os caluniadores. Essa verdade é reiterada no livro de Provérbios: “A falsa testemunha não fica impune, e o que profere mentiras não escapa” (Pv 19.5). Deus abomina a “testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos” (Pv 6.19). O verdadeiro homem de Deus “… não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho” (Sl 15.3).
>> Boatos falsos, fofocas, tagarelices
Todo tipo de boatos sem fundamento, fofocas e conversas infrutíferas sobre alguém que visam prejudicar a reputação do próximo são formas de quebrar o nono mandamento. A Escritura alerta: “Irmãos, não faleis mal uns dos outros” (Tg 4.11). Em outro lugar, ordena: “não difamem a ninguém, nem sejam altercadores, mas cordatos, dando provas de toda cortesia, para com todos os homens” (Tt 3.2). Salomão disse que “o homem perverso espalha contendas, e o difamador separa os maiores amigos” (Pv 16.28).
Em Levítico, lemos: “não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; não atentarás contra a vida do teu próximo” (Lv 19.16). Não nos enganemos, “as más conversações corrompem os bons costumes” (1Co 15.33). Quanto mais a nossa boca se abre para falar coisas contra o próximo, mais destruímos a eles e a nós mesmos. Devemos tomar muito cuidado com as conversas que temos uns com os outros. Quais são as palavras que provém da nossa boca quando estamos falando do nosso próximo?
>> Insultos, xingamentos, maledicências
Outra maneira de destruir a imagem do próximo diante das pessoas é por meio de insultos. Quanto a isso, note as palavras de Jesus no sermão da montanha: “… todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo” (Mt 5.22). Nesse texto vemos a importância que o nosso Salvador dá a nossa maneira de falar uns com os outros. Ele proíbe o insulto, pois ele é figuradamente uma forma de assassinar um indivíduo.
Jesus faz referência a um insulto comum naquela época, que foi traduzido para o português por “tolo”. A palavra original é racá. Essa expressão traduz todo o espírito do insulto, pois significa dizer que o outro é um “nada”. Pare, pense e analise se todos os palavrões de hoje em dia não se baseiam nesta intenção: dizer que o outro não vale nada. Sem dúvida isso se encaixa no que é conhecido como bullyng, isto é, qualquer ato de violência física ou psicológica intencional e repetido por uma ou mais pessoas gerando dor e sofrimento em outra pessoa.
>> Falsidade e falsos profetas
A falsidade é a característica do hipócrita, daquele que finge que algo aconteceu, tanto para o bem como para o mal de alguém. No salmo 12.2, percebemos que realmente existem duas maneiras de praticar a falsidade: “Falam com falsidade uns aos outros, falam com lábios bajuladores e coração fingido”. Neste sentido, Deus condena tanto os que mentem para depreciar a reputação do próximo quanto os bajuladores.
De acordo com a Bíblia, podemos falsificar até a nós mesmos diante de Deus. Um exemplo disso é a oração do fariseu, ilustrada por Jesus em Lucas 18.11: “O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano”. Esse é um caso no qual há falsidade tanto na oração a Deus quanto na depreciação do próximo.
Por fim, a Bíblia dedica muita atenção para um tipo de testemunho falso, o dos falsos profetas. Eles não apenas estão enganando as pessoas com as suas palavras mentirosas, estão tentando enganar o próprio Deus, falando o que Deus não falou. Observe a conversa que Jeremias tem com Deus sobre os falsos profetas:
Então, disse eu: Ah! SENHOR Deus, eis que os profetas lhes dizem: Não vereis espada, nem tereis fome; mas vos darei verdadeira paz neste lugar. Disse-me o SENHOR: Os profetas profetizam mentiras em meu nome, nunca os enviei, nem lhes dei ordem, nem lhes falei; visão falsa, adivinhação, vaidade e o engano do seu íntimo são o que eles vos profetizam. Portanto, assim diz o SENHOR acerca dos profetas que, profetizando em meu nome, sem que eu os tenha mandado, dizem que nem espada, nem fome haverá nesta terra: À espada e à fome serão consumidos esses profetas (Jr 14.13-15).
III. DEVERES EXIGIDOS PELO NONO MANDAMENTO
>> Amar e falar a verdade
Uma maneira de evidenciar nossa obediência a Deus quanto ao nono mandamento é amar sempre a verdade. A carta aos Coríntios nos lembra de que o amor “não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade” (1Co 13.6). Quem ama de fato a Deus e ao próximo como a si mesmo deve ter sua real satisfação em falar a verdade.
Devemos falar a verdade porque somos um único corpo, isto é, membros uns dos outros. Mentir para o próximo é mentir para nós mesmos, é autoengano. Logo, falar a verdade é estar cada vez mais íntimo do meu próximo e mais pessoalmente lúcido. “Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros” (Ef 4.25).
Temos a responsabilidade de pensar muito bem na hora de escolher nossas palavras. Nenhuma torpeza deve estar em nossa língua, mas sempre palavras que irão transmitir a verdade e a graça de Deus para as pessoas. “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem” (Ef 4.29).
Falar a verdade como um hábito é um sinal de que realmente Jesus Cristo nos salvou dos nossos pecados e o seu Espírito habita em nós, pois ele é a própria Verdade. O apóstolo diz: “Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” (Cl 3.9-10). Jesus também diz no sermão do monte que o discípulo deve ter postura e falar sempre a verdade: “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno” (Mt 5.37). Temos glorificado a Deus falando as suas verdades uns com os outros?
>> Zelar pela boa reputação do próximo
Como nós podemos zelar pela reputação do nosso próximo? Parafraseando o Catecismo Maior de Westminster, devemos “amar, desejar e ter regozijo pela reputação deles. Ficarmos tristes pelas suas fraquezas e tentarmos encobri-las.
Devemos sempre reconhecer os seus dons e graças oferecidos por Deus, defender sua inocência e receber prontamente boas informações a seu respeito, rejeitando as que são maldizentes”.
Muitas vezes somos velozes para espalhar as falhas dos outros, mas lentos para promover as suas boas obras. Em Romanos 1.8, lemos que Paulo tomou conhecimento e se alegrou pelo estado da igreja de Roma, porque em todo o mundo era proclamada a fé dos cristãos romanos. Na mesma carta o apóstolo ensina que devemos nos “alegrar com os que se alegram” (Rm 12.15).
Paulo alegrou-se com os tessalonicenses, em como eles se tornaram o modelo de fé para as igrejas da Macedônia e da Acaia, pois “por toda parte se divulgou a vossa fé para com Deus” (1Ts 1.8). Os crentes das regiões citadas proclamavam a fé dos tessalonicenses e isso encheu de alegria o coração de Paulo. Da mesma maneira, nós devemos proclamar as virtudes uns dos outros, pois assim queremos que se faça conosco.
Além disso, defender os irmãos quando sofrem injustiças, é outra maneira de obedecer ao nono mandamento. Somos chamados a defender a verdade de Deus, a defendermos uns aos outros e não nos calarmos diante de mentiras que proferirem contra nós, em especial contra a igreja de Cristo.
Jesus transparece a prática de zelar pela reputação dos nossos irmãos quando nos ensinou a corrigir um irmão em pecado: “Se teu irmão pecar contra ti, vai argui-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão” (Mt 18.15). Não devemos expor os pecados dos irmãos, a menos que eles permaneçam no pecado, impenitentes, e, mesmo assim, somente após duas tentativas sem sucesso. Será que é um hábito nosso falar das boas obras uns dos outros ou apenas das falhas?
Uma pessoa pode prejudicar a boa reputação de alguém, mediante uma calúnia. O Código Penal é severo, quando dispõe sobre os crimes de calúnias, injúria ou difamação. É interessante notar-se que, em muitas igrejas, alguém é excluído por causa do adultério (72 mandamento), mas ninguém é excluído por causa dos pecados contra 9º mandamento. Isso é praticar dois pesos e duas medidas, é juízo contrário a Palavra de Deus.
O NOVO MANDAMENTO
O nono mandamento. “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êx 20.16). Este mandamento do Senhor trata da nossa honestidade e sinceridade no uso da palavra em relação aos outros. Falso testemunho é falar mal dos outros; acusar e culpar injustamente; difamar; caluniar; mentir (Tg 4.11).
Parece que o objetivo central deste mandamento é a proteção ao sistema judicial. Os tribunais seriam inúteis se os homens chegassem ali para mentir. Se tiver de ser feita uma acusação contra outra pessoa, e se o acusado tiver de defender-se, a verdade terá de ser dita por ambas as partes, sob pena da justiça naufragar. Mas esse mandamento também se aplica a questões individuais. A sociedade em geral perturba-se quando as pessoas saem a espalhar mentiras e calúnias sobre seus semelhantes. O trecho de Êx 23.1 condena o falso testemunho em nível pessoal. Ver Dt 19.16-20 que requeria juízo apropriado contra falsas testemunhas que perturbavam o sistema judicial.
A linguagem e os fatos devem concordar entre si (Ver Dt 13.14; 17.4; 22.20; Jr 9,5; Sl 9.5; 15.2; Pv 12.19; 14.25; 22.21). A verdade precisa ser dita como tempero do amor (Ef 4.15). Algumas vezes, as meias verdades prejudicam mais do que as mentiras francas. O amor, porém, guarda-nos tanto da mentira aberta quanto das meias verdades. A mentira artística vem sendo aprovada desde os tempos mais antigos, conforme muitos eruditos supõem. Ver o caso de Labão (Gn 29.21-27), e o caso um tanto anterior de Jacó (Gn 27.6-36). Por outro lado, a luz que brilhou por meio de Moisés por certo condenava qualquer tipo de mentira ou abuso de linguagem. (CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 393).].
PROIBIÇÕES DO NONO MANDAMENTO
>> A mentira
A mentira surgiu bem cedo na história da humanidade. Satanás, pai da mentira (Jo 8.44), no Éden, disse a primeira mentira registrada na Bíblia. Primeiro com uma indução (”É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?”, Gn 3.1) e depois com a mentira propriamente dita (”É certo que não morrereis”, Gn 3.4). Os nossos primeiros pais caíram em pecado justamente por não acreditarem nas palavras de Deus e sim nas mentiras proferidas pelo diabo.
A mentira não deve fazer parte da vida dos filhos de Deus. Ele ordenou: “…nem mentireis, nem usareis de falsidade cada um com o seu próximo” (Lv 19.11). “Os lábios mentirosos são abomináveis ao SENHOR” (Pv 12.22). Temos de abominar e detestar a mentira (Sl 119.163), rogando ao Senhor que a afaste de nós (Pv 30.8).
O nosso compromisso é com a verdade, por isso, “não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos” (Cl 3.9; cf. Ef 4.25).
>> Juízos falsos e calúnias Não devemos prejudicar a boa reputação do nosso próximo com juízos falsos, especialmente em público. Em Levítico 19.15, lemos: “Não farás injustiça no juízo: nem favorecendo o pobre, nem comprazendo ao grande: com justiça julgarás o teu próximo”. Esse mandamento nos alerta para a cautela com a qual devemos abrir a nossa boca para nos referir ao nosso próximo. Devemos ter cuidado redobrado ao denunciar alguma pessoa, pois não podemos ajudar a condenar alguém levianamente, ainda mais sem o ter ouvido primeiro. Deus não deixará impunes os caluniadores. Essa verdade é reiterada no livro de Provérbios: “A falsa testemunha não fica impune, e o que profere mentiras não escapa” (Pv 19.5). Deus abomina a “testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos” (Pv 6.19). O verdadeiro homem de Deus “… não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho” (Sl 15.3).
>> Boatos falsos, fofocas, tagarelices
Todo tipo de boatos sem fundamento, fofocas e conversas infrutíferas sobre alguém que visam prejudicar a reputação do próximo são formas de quebrar o nono mandamento. A Escritura alerta: “Irmãos, não faleis mal uns dos outros” (Tg 4.11). Em outro lugar, ordena: “não difamem a ninguém, nem sejam altercadores, mas cordatos, dando provas de toda cortesia, para com todos os homens” (Tt 3.2). Salomão disse que “o homem perverso espalha contendas, e o difamador separa os maiores amigos” (Pv 16.28).
Em Levítico, lemos: “não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; não atentarás contra a vida do teu próximo” (Lv 19.16). Não nos enganemos, “as más conversações corrompem os bons costumes” (1Co 15.33). Quanto mais a nossa boca se abre para falar coisas contra o próximo, mais destruímos a eles e a nós mesmos. Devemos tomar muito cuidado com as conversas que temos uns com os outros. Quais são as palavras que provém da nossa boca quando estamos falando do nosso próximo?
>> Insultos, xingamentos, maledicências
Outra maneira de destruir a imagem do próximo diante das pessoas é por meio de insultos. Quanto a isso, note as palavras de Jesus no sermão da montanha: “… todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo” (Mt 5.22). Nesse texto vemos a importância que o nosso Salvador dá a nossa maneira de falar uns com os outros. Ele proíbe o insulto, pois ele é figuradamente uma forma de assassinar um indivíduo.
Jesus faz referência a um insulto comum naquela época, que foi traduzido para o português por “tolo”. A palavra original é racá. Essa expressão traduz todo o espírito do insulto, pois significa dizer que o outro é um “nada”. Pare, pense e analise se todos os palavrões de hoje em dia não se baseiam nesta intenção: dizer que o outro não vale nada. Sem dúvida isso se encaixa no que é conhecido como bullyng, isto é, qualquer ato de violência física ou psicológica intencional e repetido por uma ou mais pessoas gerando dor e sofrimento em outra pessoa.
>> Falsidade e falsos profetas
A falsidade é a característica do hipócrita, daquele que finge que algo aconteceu, tanto para o bem como para o mal de alguém. No salmo 12.2, percebemos que realmente existem duas maneiras de praticar a falsidade: “Falam com falsidade uns aos outros, falam com lábios bajuladores e coração fingido”. Neste sentido, Deus condena tanto os que mentem para depreciar a reputação do próximo quanto os bajuladores.
De acordo com a Bíblia, podemos falsificar até a nós mesmos diante de Deus. Um exemplo disso é a oração do fariseu, ilustrada por Jesus em Lucas 18.11: “O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano”. Esse é um caso no qual há falsidade tanto na oração a Deus quanto na depreciação do próximo.
Por fim, a Bíblia dedica muita atenção para um tipo de testemunho falso, o dos falsos profetas. Eles não apenas estão enganando as pessoas com as suas palavras mentirosas, estão tentando enganar o próprio Deus, falando o que Deus não falou. Observe a conversa que Jeremias tem com Deus sobre os falsos profetas:
Então, disse eu: Ah! SENHOR Deus, eis que os profetas lhes dizem: Não vereis espada, nem tereis fome; mas vos darei verdadeira paz neste lugar. Disse-me o SENHOR: Os profetas profetizam mentiras em meu nome, nunca os enviei, nem lhes dei ordem, nem lhes falei; visão falsa, adivinhação, vaidade e o engano do seu íntimo são o que eles vos profetizam. Portanto, assim diz o SENHOR acerca dos profetas que, profetizando em meu nome, sem que eu os tenha mandado, dizem que nem espada, nem fome haverá nesta terra: À espada e à fome serão consumidos esses profetas (Jr 14.13-15).
III. DEVERES EXIGIDOS PELO NONO MANDAMENTO
>> Amar e falar a verdade
Uma maneira de evidenciar nossa obediência a Deus quanto ao nono mandamento é amar sempre a verdade. A carta aos Coríntios nos lembra de que o amor “não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade” (1Co 13.6). Quem ama de fato a Deus e ao próximo como a si mesmo deve ter sua real satisfação em falar a verdade.
Devemos falar a verdade porque somos um único corpo, isto é, membros uns dos outros. Mentir para o próximo é mentir para nós mesmos, é autoengano. Logo, falar a verdade é estar cada vez mais íntimo do meu próximo e mais pessoalmente lúcido. “Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros” (Ef 4.25).
Temos a responsabilidade de pensar muito bem na hora de escolher nossas palavras. Nenhuma torpeza deve estar em nossa língua, mas sempre palavras que irão transmitir a verdade e a graça de Deus para as pessoas. “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem” (Ef 4.29).
Falar a verdade como um hábito é um sinal de que realmente Jesus Cristo nos salvou dos nossos pecados e o seu Espírito habita em nós, pois ele é a própria Verdade. O apóstolo diz: “Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” (Cl 3.9-10). Jesus também diz no sermão do monte que o discípulo deve ter postura e falar sempre a verdade: “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno” (Mt 5.37). Temos glorificado a Deus falando as suas verdades uns com os outros?
>> Zelar pela boa reputação do próximo
Como nós podemos zelar pela reputação do nosso próximo? Parafraseando o Catecismo Maior de Westminster, devemos “amar, desejar e ter regozijo pela reputação deles. Ficarmos tristes pelas suas fraquezas e tentarmos encobri-las.
Devemos sempre reconhecer os seus dons e graças oferecidos por Deus, defender sua inocência e receber prontamente boas informações a seu respeito, rejeitando as que são maldizentes”.
Muitas vezes somos velozes para espalhar as falhas dos outros, mas lentos para promover as suas boas obras. Em Romanos 1.8, lemos que Paulo tomou conhecimento e se alegrou pelo estado da igreja de Roma, porque em todo o mundo era proclamada a fé dos cristãos romanos. Na mesma carta o apóstolo ensina que devemos nos “alegrar com os que se alegram” (Rm 12.15).
Paulo alegrou-se com os tessalonicenses, em como eles se tornaram o modelo de fé para as igrejas da Macedônia e da Acaia, pois “por toda parte se divulgou a vossa fé para com Deus” (1Ts 1.8). Os crentes das regiões citadas proclamavam a fé dos tessalonicenses e isso encheu de alegria o coração de Paulo. Da mesma maneira, nós devemos proclamar as virtudes uns dos outros, pois assim queremos que se faça conosco.
Além disso, defender os irmãos quando sofrem injustiças, é outra maneira de obedecer ao nono mandamento. Somos chamados a defender a verdade de Deus, a defendermos uns aos outros e não nos calarmos diante de mentiras que proferirem contra nós, em especial contra a igreja de Cristo.
Jesus transparece a prática de zelar pela reputação dos nossos irmãos quando nos ensinou a corrigir um irmão em pecado: “Se teu irmão pecar contra ti, vai argui-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão” (Mt 18.15). Não devemos expor os pecados dos irmãos, a menos que eles permaneçam no pecado, impenitentes, e, mesmo assim, somente após duas tentativas sem sucesso. Será que é um hábito nosso falar das boas obras uns dos outros ou apenas das falhas?
>> Domínio próprio
Uma das virtudes cristãs que mais está relacionada ao nono mandamento é o domínio próprio (Gl 5.23). Quando Cristo faz habitação em nós, nosso corpo passa a ser dirigido por ele, principalmente a nossa língua. O novo elemento que o cristão recebe de Deus para lidar com a sua língua é exatamente o poder de autocontrole.
Tiago mostra a dificuldade que o homem tem de dominar a sua língua: “… a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero” (Tg 3.8). No entanto, ele também diz que não há razão para o cristão desobedecer ao nono mandamento. A figueira não produz azeitonas, a videira não produz figos e a fonte de água doce não jorra água salgada (Tg 3.12). Por meio dessas figuras, ele conclui que o cristão regenerado pode, sim, domar a sua língua. Caso contrário, como é possível com uma boca bendizermos a Deus e com a mesma boca amaldiçoarmos os homens, criação de Deus? Ou fazemos uma coisa ou outra. Vamos pensar sobre isso. Temos conseguido domar a nossa língua?
Como lidar com o nosso próprio testemunho
Este mandamento, implicitamente lida também com nosso próprio testemunho no ambiente social e comunidade em que vivemos. Deus diz que não devemos nunca ser culpado de mentir sobre o nosso semelhante, causando-lhe sofrimento. Somos exortados a ser sempre sincero. “…A falsa testemunha não ficará impune; e o que profere mentiras perecerá…” (Provérbios 19:9). A reputação é um bem extremamente valioso, de acordo com a Bíblia, um bom nome, ou reputação, é muito mais valioso do que riquezas e ouro. (cf Pv 22:01). A reputação normalmente determina o nível de respeito que uma pessoa recebe; ninguém põe muita confiança em uma pessoa que tem a reputação de ser desonesta, enganadora, ou que tenha a fama de uma vida vergonhosa e pecaminosa.
Exatamente por este motivo nós como cristãos devemos fazer tudo o que está ao nosso alcance para nunca permitimos que nosso nome esteja associado com algo desrespeitoso e vergonhoso. Isto não somente irá prejudicar o nosso próprio nome, levando as pessoas a perder o respeito por nós, como também macular a imagem da igreja de Cristo na terra; Lembre-se que a vida do cristão deve ser como um farol de integridade e decência para os que estão em sua volta. Disse Jesus: “…Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus…” (Mateus 5:14-16).
Nossa reputação determinará o nível da respeito que receberemos; todo cristão para ser realmente respeitado como um cristão tem que dar um bom testemunho. O tipo de resposta que podemos esperar sempre será determinado pelo tipo de vida que os outros observam-nos viver! Ou seja: Sua própria reputação é valiosa. Portanto, guarde-a com muito zelo, e ore para que outros não levante falso testemunho sobre você. Sem duvida nenhuma você não pode ser responsável por aquilo que os outros falam sobre sua reputação, mas você é totalmente responsável por aquilo que fala sobre os outros. Tenha isso em mente.
DEUS NÃO MENTE
Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade, - na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos. Tito 1. 1,2
Aparentemente, a mentira era algo comum em Creta (1.12). Desde o início Paulo deixou claro que Deus não mente. O fundamento de nossa fé é a confiança no caráter de Deus. Ele é a fonte de toda verdade, não pode mentir. Crer em Deus nos leva a viver um estilo de vida que o honra (1.1). A vida eterna que Deus prometeu será nossa porque Ele mantém suas promessas. Edifique uma fé alicerçada em um Deus fidedigno, que nunca mente.
NÃO MINTAMOS AOS OUTROS
Não mintam uns aos outros, visto que vocês já se despiram do velho homem com suas práticas. Colossenses 3. 9
Mentir uns aos outros rompe a unidade e destrói a confiança. A mentira destrói os relacionamentos e pode levar a um sério conflito em uma igreja. Então não exagere as estatísticas, não espalhe boatos ou fofocas, nem diga algo a fim de aumentar a sua própria imagem. Comprometa-se em dizer a verdade.
A VERDADE FICARÁ PARA SEMPRE
O lábio de verdade ficará para sempre, mas a língua mentirosa dura só um momento. Provérbios 12. 19
A verdade é sempre oportuna; é aplicável tanto ao presente como ao futuro. Por estar relacionada ao caráter imutável de Deus, também é invariável. Pense por um momento sobre os séculos que se passaram desde que esses provérbios foram escritos.Considere as incontáveis horas que foram cuidadosamente gastas para estudar cada texto das Escrituras. A Bíblia tem resistido à prova do tempo. Pelo fato de Deus ser a verdade, podemos confiar em sua Palavra para nos guiar.
QUEM MENTE ANDA NAS TREVAS
Esta é a mensagem que dEle ouvimos e transmitimos a vocês: Deus é luz; nEle não há treva alguma. - Se afirmarmos que temos comunhão com Ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. 1 João 1.5,6
Andar nas trevas significa viver no pecado e nos prazeres mundanos. Tais pessoas não têm “comunhão com Ele”, i.e., não nasceram de Deus (cf. 3.7-9; Jo 3.19; 2 Co 6.14). Aqueles que têm comunhão com Deus experimentam a sua graça e vivem em santidade na sua presença (v.7; 2.4; 3.10).
QUEM É JUSTO NÃO MENTE
O justo aborrece a palavra de mentira, mas o perverso faz vergonha e se desonra.Provérbios 13. 5
O justo prefere sofrer por falar a verdade do que evitar o sofrimento usando de mentira (Dn 3.16-18). Tais pessoas sabem que mentir por hábito é pecar contra o Senhor (12.22), que viver desse modo é excluir-se do reino de Deus (Jo 8.44) (bep)
ABANDONEMOS A MENTIRA
Portanto, cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo. Efésios 4. 25A mentira rompe a unidade porque cria conflitos e destrói a confiança. Ela também acaba com os relacionamentos e leva a igreja a um evidente clima de hostilidade e conflito.
OS MENTIROSOS ESTARÃO FORA DO REINO DE DEUS
Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira. Apocalipse 22. 15
Note como os dois últimos capítulos da Bíblia destacam o caso da mentira. Os praticantes da mentira são mencionados três vezes: (1) todos os mentirosos, “a sua parte será no lago que arde com fogo” (21.8); (2) os que cometem mentira não entrarão na cidade eterna de Deus (21.27); e (3) os que amam e cometem mentira estarão fora do reino eterno de Deus.A mentira é o pecado final condenado na Bíblia, possivelmente porque foi uma mentira que levou à queda da raça humana (Gn 3.1-5; cf. Jo 8.44). Estas palavras solenes devem servir de advertência a todos que, inclusive na igreja, acham que Deus tolera a mentira e o engano.
COMO A BÍBLIA TRATA OS MENTIROSOS.
1. Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor,( Pv 12.22 ) 2. Possuir tesouro com língua falsa é laço de morte, ( Pv 21.6 ). 3. Não há de ficar na minha casa o que profere mentira, (Sl 101.7 ). 4. A parte dos mentirosos será no lago de fogo, ( Ap 12.22). 5. A mentira pode ser a evidência de um coração cheio de malignidade, (At. 5.1-14). 6. A língua do mentiroso é flecha mortífera, ( Jr 9.8 ). 7. Os que mentem admitem ter como pai o diabo, ( Jo8.48). 8. A mentira é uma das marcas do anticristo, ( II Ts. 2.9 ). 9. Mentir é uma característica peculiar do diabo, ( Jo.8.44). 10. Não mintais uns aos outros, ( Cl 3.9 ).
CONCLUSÃO
O nono mandamento deve orientar todas as relações possíveis que tivermos com o nosso próximo, no tocante à verdade e às palavras. Da mesma maneira, como muitos usam a língua para amaldiçoar, Deus deseja usar a nossa boca para alcançarmos as nações com o evangelho. A nossa missão como cristãos é essencialmente executada por meio de palavras. Que as lições aprendidas sobre o nono mandamento nos auxiliem na vida cotidiana, com todas as pessoas ao nosso redor. Que realmente aprendamos a glorificar a Deus e alcançar o coração das pessoas com nossas palavras.
Devemos aborrecer a mentira, em qualquer forma que se apresente, e não nos esquecermos que o primeiro pecado grave, pecado de morte, registrado na igreja, foi uma mentira (Atos 5:1-11). Temos que amar a verdade, a qual está em nós, e estará para sempre (II João 1,2). Procuremos praticar a verdade em nossas vidas, crer na verdade, falar a verdade e amar a verdade. Cristo disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo. 14:6). “Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros.” (Ef. 4:25).
Uma das virtudes cristãs que mais está relacionada ao nono mandamento é o domínio próprio (Gl 5.23). Quando Cristo faz habitação em nós, nosso corpo passa a ser dirigido por ele, principalmente a nossa língua. O novo elemento que o cristão recebe de Deus para lidar com a sua língua é exatamente o poder de autocontrole.
Tiago mostra a dificuldade que o homem tem de dominar a sua língua: “… a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero” (Tg 3.8). No entanto, ele também diz que não há razão para o cristão desobedecer ao nono mandamento. A figueira não produz azeitonas, a videira não produz figos e a fonte de água doce não jorra água salgada (Tg 3.12). Por meio dessas figuras, ele conclui que o cristão regenerado pode, sim, domar a sua língua. Caso contrário, como é possível com uma boca bendizermos a Deus e com a mesma boca amaldiçoarmos os homens, criação de Deus? Ou fazemos uma coisa ou outra. Vamos pensar sobre isso. Temos conseguido domar a nossa língua?
Como lidar com o nosso próprio testemunho
Este mandamento, implicitamente lida também com nosso próprio testemunho no ambiente social e comunidade em que vivemos. Deus diz que não devemos nunca ser culpado de mentir sobre o nosso semelhante, causando-lhe sofrimento. Somos exortados a ser sempre sincero. “…A falsa testemunha não ficará impune; e o que profere mentiras perecerá…” (Provérbios 19:9). A reputação é um bem extremamente valioso, de acordo com a Bíblia, um bom nome, ou reputação, é muito mais valioso do que riquezas e ouro. (cf Pv 22:01). A reputação normalmente determina o nível de respeito que uma pessoa recebe; ninguém põe muita confiança em uma pessoa que tem a reputação de ser desonesta, enganadora, ou que tenha a fama de uma vida vergonhosa e pecaminosa.
Exatamente por este motivo nós como cristãos devemos fazer tudo o que está ao nosso alcance para nunca permitimos que nosso nome esteja associado com algo desrespeitoso e vergonhoso. Isto não somente irá prejudicar o nosso próprio nome, levando as pessoas a perder o respeito por nós, como também macular a imagem da igreja de Cristo na terra; Lembre-se que a vida do cristão deve ser como um farol de integridade e decência para os que estão em sua volta. Disse Jesus: “…Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus…” (Mateus 5:14-16).
Nossa reputação determinará o nível da respeito que receberemos; todo cristão para ser realmente respeitado como um cristão tem que dar um bom testemunho. O tipo de resposta que podemos esperar sempre será determinado pelo tipo de vida que os outros observam-nos viver! Ou seja: Sua própria reputação é valiosa. Portanto, guarde-a com muito zelo, e ore para que outros não levante falso testemunho sobre você. Sem duvida nenhuma você não pode ser responsável por aquilo que os outros falam sobre sua reputação, mas você é totalmente responsável por aquilo que fala sobre os outros. Tenha isso em mente.
DEUS NÃO MENTE
Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade, - na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos. Tito 1. 1,2
Aparentemente, a mentira era algo comum em Creta (1.12). Desde o início Paulo deixou claro que Deus não mente. O fundamento de nossa fé é a confiança no caráter de Deus. Ele é a fonte de toda verdade, não pode mentir. Crer em Deus nos leva a viver um estilo de vida que o honra (1.1). A vida eterna que Deus prometeu será nossa porque Ele mantém suas promessas. Edifique uma fé alicerçada em um Deus fidedigno, que nunca mente.
NÃO MINTAMOS AOS OUTROS
Não mintam uns aos outros, visto que vocês já se despiram do velho homem com suas práticas. Colossenses 3. 9
Mentir uns aos outros rompe a unidade e destrói a confiança. A mentira destrói os relacionamentos e pode levar a um sério conflito em uma igreja. Então não exagere as estatísticas, não espalhe boatos ou fofocas, nem diga algo a fim de aumentar a sua própria imagem. Comprometa-se em dizer a verdade.
A VERDADE FICARÁ PARA SEMPRE
O lábio de verdade ficará para sempre, mas a língua mentirosa dura só um momento. Provérbios 12. 19
A verdade é sempre oportuna; é aplicável tanto ao presente como ao futuro. Por estar relacionada ao caráter imutável de Deus, também é invariável. Pense por um momento sobre os séculos que se passaram desde que esses provérbios foram escritos.Considere as incontáveis horas que foram cuidadosamente gastas para estudar cada texto das Escrituras. A Bíblia tem resistido à prova do tempo. Pelo fato de Deus ser a verdade, podemos confiar em sua Palavra para nos guiar.
QUEM MENTE ANDA NAS TREVAS
Esta é a mensagem que dEle ouvimos e transmitimos a vocês: Deus é luz; nEle não há treva alguma. - Se afirmarmos que temos comunhão com Ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. 1 João 1.5,6
Andar nas trevas significa viver no pecado e nos prazeres mundanos. Tais pessoas não têm “comunhão com Ele”, i.e., não nasceram de Deus (cf. 3.7-9; Jo 3.19; 2 Co 6.14). Aqueles que têm comunhão com Deus experimentam a sua graça e vivem em santidade na sua presença (v.7; 2.4; 3.10).
QUEM É JUSTO NÃO MENTE
O justo aborrece a palavra de mentira, mas o perverso faz vergonha e se desonra.Provérbios 13. 5
O justo prefere sofrer por falar a verdade do que evitar o sofrimento usando de mentira (Dn 3.16-18). Tais pessoas sabem que mentir por hábito é pecar contra o Senhor (12.22), que viver desse modo é excluir-se do reino de Deus (Jo 8.44) (bep)
ABANDONEMOS A MENTIRA
Portanto, cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo. Efésios 4. 25A mentira rompe a unidade porque cria conflitos e destrói a confiança. Ela também acaba com os relacionamentos e leva a igreja a um evidente clima de hostilidade e conflito.
OS MENTIROSOS ESTARÃO FORA DO REINO DE DEUS
Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira. Apocalipse 22. 15
Note como os dois últimos capítulos da Bíblia destacam o caso da mentira. Os praticantes da mentira são mencionados três vezes: (1) todos os mentirosos, “a sua parte será no lago que arde com fogo” (21.8); (2) os que cometem mentira não entrarão na cidade eterna de Deus (21.27); e (3) os que amam e cometem mentira estarão fora do reino eterno de Deus.A mentira é o pecado final condenado na Bíblia, possivelmente porque foi uma mentira que levou à queda da raça humana (Gn 3.1-5; cf. Jo 8.44). Estas palavras solenes devem servir de advertência a todos que, inclusive na igreja, acham que Deus tolera a mentira e o engano.
COMO A BÍBLIA TRATA OS MENTIROSOS.
1. Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor,( Pv 12.22 ) 2. Possuir tesouro com língua falsa é laço de morte, ( Pv 21.6 ). 3. Não há de ficar na minha casa o que profere mentira, (Sl 101.7 ). 4. A parte dos mentirosos será no lago de fogo, ( Ap 12.22). 5. A mentira pode ser a evidência de um coração cheio de malignidade, (At. 5.1-14). 6. A língua do mentiroso é flecha mortífera, ( Jr 9.8 ). 7. Os que mentem admitem ter como pai o diabo, ( Jo8.48). 8. A mentira é uma das marcas do anticristo, ( II Ts. 2.9 ). 9. Mentir é uma característica peculiar do diabo, ( Jo.8.44). 10. Não mintais uns aos outros, ( Cl 3.9 ).
CONCLUSÃO
O nono mandamento deve orientar todas as relações possíveis que tivermos com o nosso próximo, no tocante à verdade e às palavras. Da mesma maneira, como muitos usam a língua para amaldiçoar, Deus deseja usar a nossa boca para alcançarmos as nações com o evangelho. A nossa missão como cristãos é essencialmente executada por meio de palavras. Que as lições aprendidas sobre o nono mandamento nos auxiliem na vida cotidiana, com todas as pessoas ao nosso redor. Que realmente aprendamos a glorificar a Deus e alcançar o coração das pessoas com nossas palavras.
Devemos aborrecer a mentira, em qualquer forma que se apresente, e não nos esquecermos que o primeiro pecado grave, pecado de morte, registrado na igreja, foi uma mentira (Atos 5:1-11). Temos que amar a verdade, a qual está em nós, e estará para sempre (II João 1,2). Procuremos praticar a verdade em nossas vidas, crer na verdade, falar a verdade e amar a verdade. Cristo disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo. 14:6). “Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros.” (Ef. 4:25).
Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados - MS
http://rxisaias.blogspot.com
LIÇÃO 11 – NÃO DARÁS FALSO TESTEMUNHO - 1° TRIMESTRE (Pr. Guilhermel)
Texto Áureo: Êxodo 23.1 “Não admitirás falso rumor e não porás a tua mão como o ímpio, para seres testemunha falsa.”
Leitura Bíblica em Classe:Êxodo 20.16; Deuteronômio 19.15-20
Leitura Bíblica em Classe:Êxodo 20.16; Deuteronômio 19.15-20
QUEM DÁ FALSO TESTEMUNHO É CÚMPLICE DE SATANÁS O PAI DA MENTIRA
Introdução: O falso testemunho é fazer uma afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha, sendo considerado crime pelo código penal brasileiro. O nono mandamento que proíbe esse crime foi promulgado por Deus no sentido de impedir que cometam esse crime hediondo que pode prejudicar uma vida inocente de forma terrível. Um cristão autêntico jamais poderá usar a sua fala falsamente sobre qualquer assunto, com mentiras, com segundas intenções, ou qualquer outro meio para enganar ou prejudicar o próximo. Falar injustamente contra o nosso próximo, caluniando, difamando, inventando estórias poderá fazer uma grande ruína numa vida inocente. Se um cristão vier a sofrer qualquer tipo de invenções mentirosas, caluniosas que venham prejudicá-lo ou até mesmo declinar da fé, o infrator além de incorrer no pecado de falso testemunho também incorrerá no pecado de homicídio. Caso haja arrependimento e conserto de todo estrago causado, ainda poderá alcançar o perdão divino, caso não haja como reparar o estrago que causou a vida que prejudicou, já poderá se considerar réu de juízo para o lago de fogo e enxofre. Essa é uma razão muito forte para o cristão vigiar o seu comportamento e a sua fala com o seu próximo. É bom lembrar que usar a verdade da Palavra de Deus para o lado da mentira no intuito de tirar proveito da fé alheia também é um falso testemunho da Palavra e um pecado gravíssimo diante de Deus, que não ficará sem punição severa.
I. O NONO MANDAMENTO É A PROTEÇÃO PARA IMPEDIR A MENTIRA
1- O Deus da verdade só reconhece crentes que falem só a verdade - Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, mas os que agem fielmente são o seu deleite. Provérbios 12:22
A mentira é abominação para o Senhor, e se torna abominável aos seus olhos aqueles que se dão a mentir. Isto porque é uma transgressão ao nono mandamento, como também é algo destrutivo à uma alma. Todo crente deve odiar a mentira, e manter grande distância dela, pois fazendo assim se livrará de grandes prejuízos a sua própria vida, como a vida de outrem. O crente deve se empenhar com a verdade, não somente com palavras, mas também com as suas atitudes, porque isso é uma forma de alegrar ao Senhor e aqueles que convivem conosco. É muito bom conviver com pessoas honestas e em quem podemos confiar.
2 - O Senhor não aceita no meio dos seus, crentes que sejam falsos - E nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu próximo, nem ameis o juramento falso; porque todas estas são coisas que eu odeio diz o Senhor. Zacarias 8:17
Nenhum homem deve pensar mal em seu coração contra o seu irmão de fé em nenhuma circunstância. Devemos nos manter distantes de fazer o mal a quem quer que seja, vigiando o nosso coração, para não maquinar nenhum mal contra o nosso próximo. Nosso pensamento deve estar limpo de toda a maldade e ofensa. Quem faz um juramento como testemunha num julgamento deve ter consciência do que implica as suas conseqüências no caso de falso testemunho. Não aceite que alguém faça um juramento falso em teu próprio benefício para escapar de uma situação culposa. Devemos evitar o pecado a qualquer custo, não somente porque provoca a ira de Deus, mas também porque ele é perigoso para nós porque é abominável diante dele. Aprenda sempre a fugir de toda a aparência do mal.
3 - Algo que Deus repudia é que os crentes dêem falso testemunho - A falsa testemunha não ficará impune e o que respira mentiras não escapará. Provérbios 19:5
Um nível de impiedade degradante é alguém dar um falso testemunho em juízo ou mentir em conversação normal. Crente não pode usar a sua língua para falar mentiras, pois quem se atreve a fazer isso são culpados da maior iniqüidade que é o falso testemunho. O crente quando for tentado a isso, mesmo ameaçado por alguém, não deve ceder e cair nesse pecado terrível. Não ficarão impunes e não escaparão do juízo divino quem tal ato pratica, pois com Deus ninguém pode ter qualquer esperança de impunidade. Deus é zeloso e não permitirá que o culpado seja inocente e o destino dos mentirosos é a eternidade no inferno.
II. É O CARÁTER DAS TESTEMUNHAS QUE PODE CONDENAR OU ABSOLVER
1. Quem é levado a responder em juízo estará nas mãos das testemunhas - Não sejas testemunha sem causa contra o teu próximo; e não enganes com os teus lábios. Provérbios 24:28
O crente jamais pode ser testemunha sem causa contra o próximo, a menos que tenha certeza daquilo que vai falar é a pura verdade e também ter um motivo forte para testemunhar numa causa. Quando falarmos do nosso próximo, somente devemos falar aquilo que é a verdade, sem qualquer insinuação, enganos ou exageros. Não podemos deixar que o espírito de vingança nos domine para pagar na mesma moeda. Quando isso acontecer devemos saber que a vingança pertence a Deus e não podemos julgar a nossa própria causa, querendo tomar o lugar de Deus.
2. Se as testemunhas não falarem a verdade o réu pagará como inocente - Dois pesos diferentes e duas espécies de medida são abominação ao Senhor, tanto um como outro. Provérbios 20:10
Deus odeia aqueles que violam a fé usando de mentiras para se apropriar ou tirar vantagens dos bens alheios em proveito próprio. Muitos estão pregando uma prosperidade falsa à custa de mentiras e manipulação da palavra de Deus para tirar vantagens próprias. Tudo que envolve mentiras e enganos contra o próximo é abominável aos olhos de Deus. Os olhos do Senhor estão sobre toda a terra, tanto sobre os bons como os maus e ninguém escapam do seu angulo de visão. Por esta razão todos que usam de habilidades para enganar os outros, motivado pelo seu amor ao dinheiro deve se refrear e se arrepender. Só que existe um, porém muito sério: quando se trata de crente este para ser perdoado deve devolver tudo o que conquistou a custa de enganos.
3. O falso testemunho ao próximo pode desgraçar uma vida para sempre - Martelo, espada e flecha aguda é o homem que profere falso testemunho contra o seu próximo. Provérbios 25:18Quem dá falso testemunho vai contra o nono mandamento, e nesse pecado; ele tem o poder de arruinar; não somente a reputação de um inocente, mas as sua vidas, propriedade, famílias, tudo que é precioso para eles. Por isso o falso testemunho é algo muito perigoso porque pode destruir toda uma vida de alguém. Sempre que formos tentados a esse tipo de pecado devemos orar para que o Senhor livre a nossa alma dos lábios mentirosos, porque a mentira implica na nossa salvação.
III. O RECONHECIMENTO DE UM CRISTÃO GENUÍNO ESTÁ NA VERDADE
1- A verdade é um atributo divino, quem o segue deve imitar esse atributo - Compra a verdade, e não a vendas; e também a sabedoria, a instrução e o entendimento. Provérbios 23:23
O coração do crente para ser limpo deve ser guiado pela verdade, pois sem a verdade não há gestos de bondade; não há sinceridade; como também não há princípios corretos. O crente se identifica pelo poder da verdade e, é isso que o mantém distante do pecado. Quando nos empenhamos na busca pela verdade, para que nos aprofundemos no conhecimento dela, então passamos a ter a confiança de distinguir o certo do errado para vivermos uma vida justa diante de Deus. A verdade é algo que nunca pode ser negligenciado, pois é uma coisa que nunca devemos nos separar em qualquer situação.
2- O verdadeiro servo de Deus permanece sempre em oposição a falsidade - Aquele que anda sinceramente, e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração. Salmos 15:2
A sinceridade e a integridade são características exigidas por Deus para que o homem ande em sua presença. Deus disse isso a Abraão: anda na minha presença e se perfeito. Essa é uma forma na qual podemos estreitar a nossa comunhão com Deus. Temos que ser idôneo em nosso coração para aprovarmos a nós mesmos diante de Deus. Temos que ser fieis e justos em todos os nossos assuntos e andar segundo todas as ordenanças e mandamentos do Senhor, sendo justo para com Deus e para com os homens. Devemos andar segundo as regras da integridade e da verdade, desprezando e abominando os lucros da injustiça e da fraude.
3- A verdade é a exatidão do relato, se distorcida pode destruir uma alma - O hipócrita com a boca destrói o seu próximo, mas os justos se libertam pelo conhecimento. Provérbios 11:9
A vida e a morte estão no poder da língua e isso é tão igual ou pior que um assassino armado, pois com a língua não sua boca sendo enganosa é uma coisa fatal. O crente precisa estar atento aos esquemas engendrados por Satanás para não cair nos seus desígnios e apanhado em suas armadilhas. É conhecendo os seus esquemas que evitamos cair em suas armadilhas que ele prepara com grandes habilidades. É preciso ter conhecimento de Deus e das Escrituras para evitar todos os enganos e ciladas que nos preparam.
IV. O FALSO TESTEMUNHO É TOTALMENTE DEGRADANTE E PECAMINOSO
1. Para um julgamento ser justo é necessário testemunhas não combinada - Deuteronômio 19.15 Uma só testemunha contra alguém não se levantará por qualquer iniqüidade, ou por qualquer pecado, seja qual for o pecado que cometeu; pela boca de duas testemunhas, ou pela boca de três testemunhas, se estabelecerá o fato.
Uma testemunha poderia eliminar um adversário prestando um testemunho falso. Assim foi estabelecida a exigência de duas ou três testemunhas para impedir tão terrível injustiça para com o próximo. Os juízes e os tribunais locais não deveriam aceitar qualquer depoimento das testemunhas sem uma investigação profunda dos fatos. Caso descobrissem que o testemunho era falso os infratores seriam executados, pois era uma forma de lançar temor em todos a fim de evitar esse tipo de pecado.
2. Se houver combinação das testemunhas seus efeitos maléficos são graves - Ainda que junte as mãos, o mau não ficará impune, mas a semente dos justos será liberada. Provérbios 11:21
Quem faz aliança de conivência para participarem do pecado de dar falso testemunho, evidentemente que não irá muito longe nos seus desígnios. Eles podem até conseguir os seus intentos e ficarem livres da justiça dos homens, porém da justiça e dos juízos divinos ninguém pode escapar. Por mais aliados que estejam em compactuar mentiras em prejuízo de outrem, nada disso os protegerá da justiça de Deus. Embora a justiça possa vir lentamente para punir os ímpios infratores ela não falhará.
3. O pecado da mentira poderá levar o mentiroso a ser excluído do reino - A falsa testemunha não ficará impune; e o que profere mentiras perecerá. Provérbios 19:9.
O que profere mentiras não escapará da sua punição. A indicação é que esta punição por esse pecado tão hediondo será tal que será a sua destruição: a mentira que ele forjou contra o seu próximo se reverterá em sua própria ruína, pois se trata de um pecado incriminador e destruidor de vidas. Uma perversão dessa natureza seria radical demais para ser ignorada, pois é um pecado gravíssimo perverter as faculdades da fala em prejuízo de outrem. A punição para a falsa testemunha seria exatamente sobre o que acusava o individuo inocente. Era algo tão grave que no tempo da lei havia pena de morte para a falsa testemunha, e agora no tempo da graça é ainda mais grave, pois pode sofrer a pena de morte espiritual.
I. O NONO MANDAMENTO É A PROTEÇÃO PARA IMPEDIR A MENTIRA
1- O Deus da verdade só reconhece crentes que falem só a verdade - Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, mas os que agem fielmente são o seu deleite. Provérbios 12:22
A mentira é abominação para o Senhor, e se torna abominável aos seus olhos aqueles que se dão a mentir. Isto porque é uma transgressão ao nono mandamento, como também é algo destrutivo à uma alma. Todo crente deve odiar a mentira, e manter grande distância dela, pois fazendo assim se livrará de grandes prejuízos a sua própria vida, como a vida de outrem. O crente deve se empenhar com a verdade, não somente com palavras, mas também com as suas atitudes, porque isso é uma forma de alegrar ao Senhor e aqueles que convivem conosco. É muito bom conviver com pessoas honestas e em quem podemos confiar.
2 - O Senhor não aceita no meio dos seus, crentes que sejam falsos - E nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu próximo, nem ameis o juramento falso; porque todas estas são coisas que eu odeio diz o Senhor. Zacarias 8:17
Nenhum homem deve pensar mal em seu coração contra o seu irmão de fé em nenhuma circunstância. Devemos nos manter distantes de fazer o mal a quem quer que seja, vigiando o nosso coração, para não maquinar nenhum mal contra o nosso próximo. Nosso pensamento deve estar limpo de toda a maldade e ofensa. Quem faz um juramento como testemunha num julgamento deve ter consciência do que implica as suas conseqüências no caso de falso testemunho. Não aceite que alguém faça um juramento falso em teu próprio benefício para escapar de uma situação culposa. Devemos evitar o pecado a qualquer custo, não somente porque provoca a ira de Deus, mas também porque ele é perigoso para nós porque é abominável diante dele. Aprenda sempre a fugir de toda a aparência do mal.
3 - Algo que Deus repudia é que os crentes dêem falso testemunho - A falsa testemunha não ficará impune e o que respira mentiras não escapará. Provérbios 19:5
Um nível de impiedade degradante é alguém dar um falso testemunho em juízo ou mentir em conversação normal. Crente não pode usar a sua língua para falar mentiras, pois quem se atreve a fazer isso são culpados da maior iniqüidade que é o falso testemunho. O crente quando for tentado a isso, mesmo ameaçado por alguém, não deve ceder e cair nesse pecado terrível. Não ficarão impunes e não escaparão do juízo divino quem tal ato pratica, pois com Deus ninguém pode ter qualquer esperança de impunidade. Deus é zeloso e não permitirá que o culpado seja inocente e o destino dos mentirosos é a eternidade no inferno.
II. É O CARÁTER DAS TESTEMUNHAS QUE PODE CONDENAR OU ABSOLVER
1. Quem é levado a responder em juízo estará nas mãos das testemunhas - Não sejas testemunha sem causa contra o teu próximo; e não enganes com os teus lábios. Provérbios 24:28
O crente jamais pode ser testemunha sem causa contra o próximo, a menos que tenha certeza daquilo que vai falar é a pura verdade e também ter um motivo forte para testemunhar numa causa. Quando falarmos do nosso próximo, somente devemos falar aquilo que é a verdade, sem qualquer insinuação, enganos ou exageros. Não podemos deixar que o espírito de vingança nos domine para pagar na mesma moeda. Quando isso acontecer devemos saber que a vingança pertence a Deus e não podemos julgar a nossa própria causa, querendo tomar o lugar de Deus.
2. Se as testemunhas não falarem a verdade o réu pagará como inocente - Dois pesos diferentes e duas espécies de medida são abominação ao Senhor, tanto um como outro. Provérbios 20:10
Deus odeia aqueles que violam a fé usando de mentiras para se apropriar ou tirar vantagens dos bens alheios em proveito próprio. Muitos estão pregando uma prosperidade falsa à custa de mentiras e manipulação da palavra de Deus para tirar vantagens próprias. Tudo que envolve mentiras e enganos contra o próximo é abominável aos olhos de Deus. Os olhos do Senhor estão sobre toda a terra, tanto sobre os bons como os maus e ninguém escapam do seu angulo de visão. Por esta razão todos que usam de habilidades para enganar os outros, motivado pelo seu amor ao dinheiro deve se refrear e se arrepender. Só que existe um, porém muito sério: quando se trata de crente este para ser perdoado deve devolver tudo o que conquistou a custa de enganos.
3. O falso testemunho ao próximo pode desgraçar uma vida para sempre - Martelo, espada e flecha aguda é o homem que profere falso testemunho contra o seu próximo. Provérbios 25:18Quem dá falso testemunho vai contra o nono mandamento, e nesse pecado; ele tem o poder de arruinar; não somente a reputação de um inocente, mas as sua vidas, propriedade, famílias, tudo que é precioso para eles. Por isso o falso testemunho é algo muito perigoso porque pode destruir toda uma vida de alguém. Sempre que formos tentados a esse tipo de pecado devemos orar para que o Senhor livre a nossa alma dos lábios mentirosos, porque a mentira implica na nossa salvação.
III. O RECONHECIMENTO DE UM CRISTÃO GENUÍNO ESTÁ NA VERDADE
1- A verdade é um atributo divino, quem o segue deve imitar esse atributo - Compra a verdade, e não a vendas; e também a sabedoria, a instrução e o entendimento. Provérbios 23:23
O coração do crente para ser limpo deve ser guiado pela verdade, pois sem a verdade não há gestos de bondade; não há sinceridade; como também não há princípios corretos. O crente se identifica pelo poder da verdade e, é isso que o mantém distante do pecado. Quando nos empenhamos na busca pela verdade, para que nos aprofundemos no conhecimento dela, então passamos a ter a confiança de distinguir o certo do errado para vivermos uma vida justa diante de Deus. A verdade é algo que nunca pode ser negligenciado, pois é uma coisa que nunca devemos nos separar em qualquer situação.
2- O verdadeiro servo de Deus permanece sempre em oposição a falsidade - Aquele que anda sinceramente, e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração. Salmos 15:2
A sinceridade e a integridade são características exigidas por Deus para que o homem ande em sua presença. Deus disse isso a Abraão: anda na minha presença e se perfeito. Essa é uma forma na qual podemos estreitar a nossa comunhão com Deus. Temos que ser idôneo em nosso coração para aprovarmos a nós mesmos diante de Deus. Temos que ser fieis e justos em todos os nossos assuntos e andar segundo todas as ordenanças e mandamentos do Senhor, sendo justo para com Deus e para com os homens. Devemos andar segundo as regras da integridade e da verdade, desprezando e abominando os lucros da injustiça e da fraude.
3- A verdade é a exatidão do relato, se distorcida pode destruir uma alma - O hipócrita com a boca destrói o seu próximo, mas os justos se libertam pelo conhecimento. Provérbios 11:9
A vida e a morte estão no poder da língua e isso é tão igual ou pior que um assassino armado, pois com a língua não sua boca sendo enganosa é uma coisa fatal. O crente precisa estar atento aos esquemas engendrados por Satanás para não cair nos seus desígnios e apanhado em suas armadilhas. É conhecendo os seus esquemas que evitamos cair em suas armadilhas que ele prepara com grandes habilidades. É preciso ter conhecimento de Deus e das Escrituras para evitar todos os enganos e ciladas que nos preparam.
IV. O FALSO TESTEMUNHO É TOTALMENTE DEGRADANTE E PECAMINOSO
1. Para um julgamento ser justo é necessário testemunhas não combinada - Deuteronômio 19.15 Uma só testemunha contra alguém não se levantará por qualquer iniqüidade, ou por qualquer pecado, seja qual for o pecado que cometeu; pela boca de duas testemunhas, ou pela boca de três testemunhas, se estabelecerá o fato.
Uma testemunha poderia eliminar um adversário prestando um testemunho falso. Assim foi estabelecida a exigência de duas ou três testemunhas para impedir tão terrível injustiça para com o próximo. Os juízes e os tribunais locais não deveriam aceitar qualquer depoimento das testemunhas sem uma investigação profunda dos fatos. Caso descobrissem que o testemunho era falso os infratores seriam executados, pois era uma forma de lançar temor em todos a fim de evitar esse tipo de pecado.
2. Se houver combinação das testemunhas seus efeitos maléficos são graves - Ainda que junte as mãos, o mau não ficará impune, mas a semente dos justos será liberada. Provérbios 11:21
Quem faz aliança de conivência para participarem do pecado de dar falso testemunho, evidentemente que não irá muito longe nos seus desígnios. Eles podem até conseguir os seus intentos e ficarem livres da justiça dos homens, porém da justiça e dos juízos divinos ninguém pode escapar. Por mais aliados que estejam em compactuar mentiras em prejuízo de outrem, nada disso os protegerá da justiça de Deus. Embora a justiça possa vir lentamente para punir os ímpios infratores ela não falhará.
3. O pecado da mentira poderá levar o mentiroso a ser excluído do reino - A falsa testemunha não ficará impune; e o que profere mentiras perecerá. Provérbios 19:9.
O que profere mentiras não escapará da sua punição. A indicação é que esta punição por esse pecado tão hediondo será tal que será a sua destruição: a mentira que ele forjou contra o seu próximo se reverterá em sua própria ruína, pois se trata de um pecado incriminador e destruidor de vidas. Uma perversão dessa natureza seria radical demais para ser ignorada, pois é um pecado gravíssimo perverter as faculdades da fala em prejuízo de outrem. A punição para a falsa testemunha seria exatamente sobre o que acusava o individuo inocente. Era algo tão grave que no tempo da lei havia pena de morte para a falsa testemunha, e agora no tempo da graça é ainda mais grave, pois pode sofrer a pena de morte espiritual.
Elaborado pelo Pr Adilson Guilhermel
http://www.pastorguilhermel.com.br/escola.php
LIÇÃO 11 – NÃO DARÁS FALSO TESTEMUNHO - 1° TRIMESTRE 2015 (IEAD/PE)
Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Recife / PE
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Aílton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524
LIÇÃO 11 - NÃO DARÁS FALSO TESTEMUNHO - 1º TRIMESTRE 2015
(Êx 20.16; Dt 19.15-20)
INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos o Nono Mandamento “Não dirás falso testemunho[...]”. Veremos que a obediência a
esta orientação bíblica está relacionada diretamente com o uso da língua. Analisaremos ainda, o que a Bíblia tanto no AT
como no NT nos diz sobre este assunto, bem como, quais os pecados que estão relacionados com a quebra deste
Mandamento e ainda verificaremos diversos ensinamentos sobre como evitar a desobediência desta instrução divina.
I – O NONO MANDAMENTO: DEFINIÇÃO EXEGÉTICA E INTERPRETAÇÃO
1.1 Definição exegética. O verbo “dizer” em “Não DIRÁS falso testemunho contra teu próximo” (Êx 20.16; Dt 5.20) no
AT hebraico é “anah” que significa “responder, testemunhar, falar”, usado também em um processo jurídico, tanto nos
tribunais humanos (Dt 19.16) como no tribunal divino (Is 3.9; 59.12; Jr 14.7). O termo hebraico “ed shaqer” significa
“falso testemunho, falsa acusação” (Sl 27.12; Pv 6.19; 14.5; 19.5, 9; 25.18). A palavra “ed” “declaração, testemunho”
indica alguém com conhecimento de primeira mão acerca de uma acontecimento ou que pode testemunhar com base num
relato que ouviu... Já a palavra hebraica “sheqer” significa “mentira, falsidade, engano”, diz respeito a qualquer atividade
falsa, tudo aquilo que não se baseia em fatos ou realidades... A expressão “shaw” quer dizer “fraude, engano, falsidade,
desonestidade (HARRIS et al, 1998, p. 1083 apud SOARES, 2015, p. 123 – acréscimo nosso).
1.2 Interpretação. O Nono Mandamento: “Não Darás Falso Testemunho...” (Êx 20.16), nos mostra que a conduta da
falsa testemunha nos rouba a boa reputação. Seja no tribunal ou em outro lugar, nossa palavra sempre deve ser verdadeira.
A repetição da fofoca é imoral. Quando falarmos, até onde sabemos, sempre devemos dizer a verdade. Esse mandamento
também proíbe a maledicência (Êx 23.1; Pv 10.18; 12.17; 19.9; 24.28; Tt 3.1,2; Tg 4.11; 1Pe 2.1) (BEACON, 2012, vol. 1,
p. 192). A língua é um órgão do corpo humano, cuja função principal está relacionada a fala. É em face dessa atribuição
que esse membro do corpo aparece na Bíblia como uma poderosa força. Afirma-se que a morte e a vida estão no seu poder
(Pv 18.21). Tiago compara a língua como uma fera indomável e um mal incontido, cheio de veneno mortal (Tg 3.8) e
como fogo, um mundo de iniquidade (Tg 3.6). Paulo, por sua vez, refere-se à língua como um instrumento de engano (Rm
3.13), caracterizando o homem não regenerado. Jesus ensinou que os homens terão de prestar contas de sua vida na terra,
incluindo “toda palavra frívola que proferirem” (Mt. 12.36). (MERRILL, sd, vol. 3. p. 933).
II – A BÍBLIA E O USO DA LÍNGUA
A Bíblia nos mostra que a língua pode ser um instrumento de bênção ou de destruição. Salomão, em Provérbios
6.16-19, elenca seis pecados que Deus aborrece e um que abomina. Dos sete pecados, três estão ligados ao pecado da
língua: “a língua mentirosa, a testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos”. Devemos
ter muito cuidado com isso, pois as palavras podem dar vida ou matar: “A morte e a vida estão no poder da língua...” (Pv
18.21); "A língua deles é uma flecha mortal" (Jr 9.8). Jesus disse que é a língua que revela tudo que há no coração (Mt
12.34-37), e ainda ensinou que o que sai da boca contamina o homem (Mt 15.11), e reflete o conteúdo do coração (Mt
15.18-19). Nas páginas do AT encontramos sérias advertências quanto a pecados que podem ser cometidos através da
língua (Êx 20.16; Lv 19.11,16; Pv 6.16-19; 15.1,2,23; 16.21,24; 12.19; 17.20; 18.21; 21.23). O apóstolo Tiago em sua
epístola trata de forma severa esse tema (Tg 3.1-12), bem como Pedro e João (I Pe 3.10; I Jo 3.18).
III – PECADOS RELACIONADOS AO NONO MANDAMENTO
A lei condenava o falso testemunho através de punição como a pena capital (Êx 23.1; Dt 19.16-21). A fala e os
fatos devem concordar entre si. (Dt 13.14; 17.4,5; 22.20,21; Jr 9,5; Pv 12.19; 14.25; 22.21) (CHAMPLIN, 2001, vol. 1, p.
393). Em toda a Escritura encontramos a reprovação de Deus quanto ao mal uso da língua. Vejamos:
EXEMPLOS DE: DEFINIÇÃO REPROVAÇÃO BÍBLICA
MENTIRA
(Ananias e Safira)
“Ato de mentir; engano, impostura, fraude,
falsidade”.
Lv 19.11; Sl 5.6; Sl 101.7; Pv 6.16-19;
19.5,9; Jo 8.44; Ef 4.25; Ap 21.27; 22.15
MALEDICÊNCIA
(Israel no deserto) “Detratação, difamação, murmuração” Sl 62.4; Sl 139.20; Pv 24.2; I Co 5.11;
6.10; Cl 3.8; Tg 4.11
MEXERICO
(A mulher de Potifar) “Enredo, intriga, fofoca, bisbilhotice” Lv 19.16; Pv 11.13; Pv 18.8;
II Co 12.20; I Tm 5.13
CALÚNIA
(Jezabel a mulher de Acabe)
“Difamação por meio de acusações
conscientemente falsas”
Êx 20.16; Dt 5.20; Pv 25.18;
II Tm 3.1-3; Tt 2.3
IV – O NONO MANDAMENTO E O USO DA VERDADE
4.1 O Nono Mandamento ressalta que as relações humanas devem ser baseadas na honestidade e verdade. Aqui,
Deus pede honestidade com respeito à reputação de nosso próximo. O falso testemunho (Êx 20.16) ocorre sempre que
difamamos ou mentimos sobre alguém. Esse tipo de discurso é moralmente errado, pois abala a integridade do mentiroso
como também a reputação do indivíduo que é alvo da mentira. As palavras mentirosas têm consequências sérias; além de
destruir relacionamentos. Mais adiante, Deus expande esse mandamento: “Não espalharás notícias falsas, nem darás
mão ao ímpio [...] nem deporás, numa demanda, inclinando-te para a maioria, para torcer o direito” (Êx 23.1-2).
Devemos nos lembrar de que testemunhas falsas foram usadas até no julgamento injusto de nosso Senhor (Mt 26.59-62; Jo
19.12) (ADEYEMO, 2010, p. 114).
4.2 O Nono Mandamento tem uma íntima conexão com o terceiro visto que ambos enfocam o falar a verdade. Em
linhas gerais, temos aqui a defesa da honra (SOARES, 2015, p. 121). Os dez mandamentos terminam com uma ênfase no
bom relacionamento com nosso próximo, pois o segundo maior mandamento é amar ao próximo como a si mesmo (Mt
22.34-40; Lv 19.18). Se amamos nosso próximo, não cobiçamos o que ele tem, não roubamos o que é dele, não mentimos
sobre ele nem fazemos qualquer uma das coisas que Deus proíbe em sua Palavra (WALTON, 2003, p. 96).
4.3 O Nono Mandamento não é somente válido nas cortes de justiça, mas em qualquer situação. Se bem que inclui
perjúrio (jurar falsamente), também estão implícitas todas as formas de escândalos e maledicência, toda a conversação
ociosa e charlatanice, todas as mentiras e os exageros deliberados que distorcem a verdade. Estamos proferindo falso
testemunho quando aceitamos certos rumores maliciosos e logo os transmitimos, ou quando os usamos para outra pessoa
para a prejudicar criando impressões falsas, tanto no nosso silêncio como por nosso discurso” (STOTT, 2002, p. 69 apud
SOARES, 2015, p. 122).
4.4 O Nono Mandamento diz respeito ao nosso próprio bom nome, e ao do nosso próximo. Este Mandamento proíbe:
(a) Falar falsamente sobre qualquer assunto, com mentiras, com equívocos intencionais, e de qualquer maneira planejada
para enganar o nosso próximo. (b) Falar injustamente contra o nosso próximo, para o prejuízo da sua reputação. (c) Dar
falsos testemunhos contra o próximo, acusando-o de coisas de que ele não tem conhecimento, seja judicialmente, sob
juramento (com o que são infringidos o terceiro e o sexto mandamento, além deste). Ou extrajudicialmente, em
conversação comum, caluniando, difamando, inventando estórias, piorando o que é feito erroneamente e tornando-o pior
do que já é, e de alguma maneira empenhando-se em aumentar a sua própria reputação sobre a ruína da do seu próximo
(HENRY, 2010, vol. 1, p. 296).
V - A PERSPECTIVA DE TIAGO A RESPEITO DO USO DA LÍNGUA
A epístola de Tiago, irmão do Senhor, apresenta a sua mensagem seguindo o modelo do Senhor Jesus, recheada de
ilustrações. Suas exortações e repreensões se tornam mais claras, a partir da linguagem que faz das comparações. Eis
abaixo algumas figuras de linguagem que o apóstolo faz em (Tg 3.1-12) para falar da língua:
COMPARAÇÃO INTERPRETAÇÃO
LEME
“um bem pequeno leme”
(Tg 3.4)
Um pequeno leme de um grande navio ajuda a dirigir o curso da navegação. A língua
é apenas um pequeno membro, mas muitas vezes se orgulha do que pode fazer. A
língua tanto dirige o navio (nosso corpo) no curso certo, como pode levá-lo ao
desastre (Tg 3.4).
FOGO
“A língua também é um fogo...”
(Tg 3.6)
Uma pequena faísca pode incendiar uma floresta inteira, o que resulta num grande
estrago. Era justamente isso que Tiago tinha em mente quando comparou a língua
com um fogo “vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia” (Tg 3.5).
MANANCIAL
“...alguma fonte...”
(Tg 3.9-12)
O mesmo manancial não pode jorrar água doce e amarga. Terá de ser um ou outro
tipo. Assim é com a língua. Dela vem o mal ou o bem, veneno ou bálsamo curador,
maldição ou benção, frutas bravas ou figos, água salobra ou potável (Tg 3.10-12).
CONCLUSÃO
Nessa lição aprendemos sobre o cuidado que devemos ter com o ouvir e o falar. Por causa dessa tendência da natureza
humana de pecar com a língua, a Bíblia exorta a “todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar...” (Tg 1.19).
Antes de abrirmos a boca, precisamos avaliar se a nossa palavra é verdadeira, amorosa, boa e edificante “Não saia da
vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a
ouvem” (Ef 4.29).
http://portal.rbc1.com.br/
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Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524
LIÇÃO 11 - NÃO DARÁS FALSO TESTEMUNHO - 1º TRIMESTRE 2015
(Êx 20.16; Dt 19.15-20)
INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos o Nono Mandamento “Não dirás falso testemunho[...]”. Veremos que a obediência a
esta orientação bíblica está relacionada diretamente com o uso da língua. Analisaremos ainda, o que a Bíblia tanto no AT
como no NT nos diz sobre este assunto, bem como, quais os pecados que estão relacionados com a quebra deste
Mandamento e ainda verificaremos diversos ensinamentos sobre como evitar a desobediência desta instrução divina.
I – O NONO MANDAMENTO: DEFINIÇÃO EXEGÉTICA E INTERPRETAÇÃO
1.1 Definição exegética. O verbo “dizer” em “Não DIRÁS falso testemunho contra teu próximo” (Êx 20.16; Dt 5.20) no
AT hebraico é “anah” que significa “responder, testemunhar, falar”, usado também em um processo jurídico, tanto nos
tribunais humanos (Dt 19.16) como no tribunal divino (Is 3.9; 59.12; Jr 14.7). O termo hebraico “ed shaqer” significa
“falso testemunho, falsa acusação” (Sl 27.12; Pv 6.19; 14.5; 19.5, 9; 25.18). A palavra “ed” “declaração, testemunho”
indica alguém com conhecimento de primeira mão acerca de uma acontecimento ou que pode testemunhar com base num
relato que ouviu... Já a palavra hebraica “sheqer” significa “mentira, falsidade, engano”, diz respeito a qualquer atividade
falsa, tudo aquilo que não se baseia em fatos ou realidades... A expressão “shaw” quer dizer “fraude, engano, falsidade,
desonestidade (HARRIS et al, 1998, p. 1083 apud SOARES, 2015, p. 123 – acréscimo nosso).
1.2 Interpretação. O Nono Mandamento: “Não Darás Falso Testemunho...” (Êx 20.16), nos mostra que a conduta da
falsa testemunha nos rouba a boa reputação. Seja no tribunal ou em outro lugar, nossa palavra sempre deve ser verdadeira.
A repetição da fofoca é imoral. Quando falarmos, até onde sabemos, sempre devemos dizer a verdade. Esse mandamento
também proíbe a maledicência (Êx 23.1; Pv 10.18; 12.17; 19.9; 24.28; Tt 3.1,2; Tg 4.11; 1Pe 2.1) (BEACON, 2012, vol. 1,
p. 192). A língua é um órgão do corpo humano, cuja função principal está relacionada a fala. É em face dessa atribuição
que esse membro do corpo aparece na Bíblia como uma poderosa força. Afirma-se que a morte e a vida estão no seu poder
(Pv 18.21). Tiago compara a língua como uma fera indomável e um mal incontido, cheio de veneno mortal (Tg 3.8) e
como fogo, um mundo de iniquidade (Tg 3.6). Paulo, por sua vez, refere-se à língua como um instrumento de engano (Rm
3.13), caracterizando o homem não regenerado. Jesus ensinou que os homens terão de prestar contas de sua vida na terra,
incluindo “toda palavra frívola que proferirem” (Mt. 12.36). (MERRILL, sd, vol. 3. p. 933).
II – A BÍBLIA E O USO DA LÍNGUA
A Bíblia nos mostra que a língua pode ser um instrumento de bênção ou de destruição. Salomão, em Provérbios
6.16-19, elenca seis pecados que Deus aborrece e um que abomina. Dos sete pecados, três estão ligados ao pecado da
língua: “a língua mentirosa, a testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos”. Devemos
ter muito cuidado com isso, pois as palavras podem dar vida ou matar: “A morte e a vida estão no poder da língua...” (Pv
18.21); "A língua deles é uma flecha mortal" (Jr 9.8). Jesus disse que é a língua que revela tudo que há no coração (Mt
12.34-37), e ainda ensinou que o que sai da boca contamina o homem (Mt 15.11), e reflete o conteúdo do coração (Mt
15.18-19). Nas páginas do AT encontramos sérias advertências quanto a pecados que podem ser cometidos através da
língua (Êx 20.16; Lv 19.11,16; Pv 6.16-19; 15.1,2,23; 16.21,24; 12.19; 17.20; 18.21; 21.23). O apóstolo Tiago em sua
epístola trata de forma severa esse tema (Tg 3.1-12), bem como Pedro e João (I Pe 3.10; I Jo 3.18).
III – PECADOS RELACIONADOS AO NONO MANDAMENTO
A lei condenava o falso testemunho através de punição como a pena capital (Êx 23.1; Dt 19.16-21). A fala e os
fatos devem concordar entre si. (Dt 13.14; 17.4,5; 22.20,21; Jr 9,5; Pv 12.19; 14.25; 22.21) (CHAMPLIN, 2001, vol. 1, p.
393). Em toda a Escritura encontramos a reprovação de Deus quanto ao mal uso da língua. Vejamos:
EXEMPLOS DE: DEFINIÇÃO REPROVAÇÃO BÍBLICA
MENTIRA
(Ananias e Safira)
“Ato de mentir; engano, impostura, fraude,
falsidade”.
Lv 19.11; Sl 5.6; Sl 101.7; Pv 6.16-19;
19.5,9; Jo 8.44; Ef 4.25; Ap 21.27; 22.15
MALEDICÊNCIA
(Israel no deserto) “Detratação, difamação, murmuração” Sl 62.4; Sl 139.20; Pv 24.2; I Co 5.11;
6.10; Cl 3.8; Tg 4.11
MEXERICO
(A mulher de Potifar) “Enredo, intriga, fofoca, bisbilhotice” Lv 19.16; Pv 11.13; Pv 18.8;
II Co 12.20; I Tm 5.13
CALÚNIA
(Jezabel a mulher de Acabe)
“Difamação por meio de acusações
conscientemente falsas”
Êx 20.16; Dt 5.20; Pv 25.18;
II Tm 3.1-3; Tt 2.3
IV – O NONO MANDAMENTO E O USO DA VERDADE
4.1 O Nono Mandamento ressalta que as relações humanas devem ser baseadas na honestidade e verdade. Aqui,
Deus pede honestidade com respeito à reputação de nosso próximo. O falso testemunho (Êx 20.16) ocorre sempre que
difamamos ou mentimos sobre alguém. Esse tipo de discurso é moralmente errado, pois abala a integridade do mentiroso
como também a reputação do indivíduo que é alvo da mentira. As palavras mentirosas têm consequências sérias; além de
destruir relacionamentos. Mais adiante, Deus expande esse mandamento: “Não espalharás notícias falsas, nem darás
mão ao ímpio [...] nem deporás, numa demanda, inclinando-te para a maioria, para torcer o direito” (Êx 23.1-2).
Devemos nos lembrar de que testemunhas falsas foram usadas até no julgamento injusto de nosso Senhor (Mt 26.59-62; Jo
19.12) (ADEYEMO, 2010, p. 114).
4.2 O Nono Mandamento tem uma íntima conexão com o terceiro visto que ambos enfocam o falar a verdade. Em
linhas gerais, temos aqui a defesa da honra (SOARES, 2015, p. 121). Os dez mandamentos terminam com uma ênfase no
bom relacionamento com nosso próximo, pois o segundo maior mandamento é amar ao próximo como a si mesmo (Mt
22.34-40; Lv 19.18). Se amamos nosso próximo, não cobiçamos o que ele tem, não roubamos o que é dele, não mentimos
sobre ele nem fazemos qualquer uma das coisas que Deus proíbe em sua Palavra (WALTON, 2003, p. 96).
4.3 O Nono Mandamento não é somente válido nas cortes de justiça, mas em qualquer situação. Se bem que inclui
perjúrio (jurar falsamente), também estão implícitas todas as formas de escândalos e maledicência, toda a conversação
ociosa e charlatanice, todas as mentiras e os exageros deliberados que distorcem a verdade. Estamos proferindo falso
testemunho quando aceitamos certos rumores maliciosos e logo os transmitimos, ou quando os usamos para outra pessoa
para a prejudicar criando impressões falsas, tanto no nosso silêncio como por nosso discurso” (STOTT, 2002, p. 69 apud
SOARES, 2015, p. 122).
4.4 O Nono Mandamento diz respeito ao nosso próprio bom nome, e ao do nosso próximo. Este Mandamento proíbe:
(a) Falar falsamente sobre qualquer assunto, com mentiras, com equívocos intencionais, e de qualquer maneira planejada
para enganar o nosso próximo. (b) Falar injustamente contra o nosso próximo, para o prejuízo da sua reputação. (c) Dar
falsos testemunhos contra o próximo, acusando-o de coisas de que ele não tem conhecimento, seja judicialmente, sob
juramento (com o que são infringidos o terceiro e o sexto mandamento, além deste). Ou extrajudicialmente, em
conversação comum, caluniando, difamando, inventando estórias, piorando o que é feito erroneamente e tornando-o pior
do que já é, e de alguma maneira empenhando-se em aumentar a sua própria reputação sobre a ruína da do seu próximo
(HENRY, 2010, vol. 1, p. 296).
V - A PERSPECTIVA DE TIAGO A RESPEITO DO USO DA LÍNGUA
A epístola de Tiago, irmão do Senhor, apresenta a sua mensagem seguindo o modelo do Senhor Jesus, recheada de
ilustrações. Suas exortações e repreensões se tornam mais claras, a partir da linguagem que faz das comparações. Eis
abaixo algumas figuras de linguagem que o apóstolo faz em (Tg 3.1-12) para falar da língua:
COMPARAÇÃO INTERPRETAÇÃO
LEME
“um bem pequeno leme”
(Tg 3.4)
Um pequeno leme de um grande navio ajuda a dirigir o curso da navegação. A língua
é apenas um pequeno membro, mas muitas vezes se orgulha do que pode fazer. A
língua tanto dirige o navio (nosso corpo) no curso certo, como pode levá-lo ao
desastre (Tg 3.4).
FOGO
“A língua também é um fogo...”
(Tg 3.6)
Uma pequena faísca pode incendiar uma floresta inteira, o que resulta num grande
estrago. Era justamente isso que Tiago tinha em mente quando comparou a língua
com um fogo “vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia” (Tg 3.5).
MANANCIAL
“...alguma fonte...”
(Tg 3.9-12)
O mesmo manancial não pode jorrar água doce e amarga. Terá de ser um ou outro
tipo. Assim é com a língua. Dela vem o mal ou o bem, veneno ou bálsamo curador,
maldição ou benção, frutas bravas ou figos, água salobra ou potável (Tg 3.10-12).
CONCLUSÃO
Nessa lição aprendemos sobre o cuidado que devemos ter com o ouvir e o falar. Por causa dessa tendência da natureza
humana de pecar com a língua, a Bíblia exorta a “todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar...” (Tg 1.19).
Antes de abrirmos a boca, precisamos avaliar se a nossa palavra é verdadeira, amorosa, boa e edificante “Não saia da
vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a
ouvem” (Ef 4.29).
http://portal.rbc1.com.br/
LIÇÃO 11 – O HOMEM VESTIDO DE LINHO - 4° TRIMESTRE 2014 (IEAD-PE)
Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Recife / PE
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Aílton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524
LIÇÃO 11 – O HOMEM VESTIDO DE LINHO - 4º TRIMESTRE 2014
(Dn 10.1-6; 9,10,14)
INTRODUÇÃO
Veremos que os três últimos capítulos de Daniel constituem “uma unidade profética”, pois, não anunciam novos
oráculos. Estes últimos capítulos (Dn 10 a 12), preenche os detalhes do futuro de Israel, concentrando-se no período do
Anticristo e na questão relacionada com "as últimas coisas" a saber: a Grande Tribulação, a ressurreição dos mortos, as
recompensas e os castigos finais. Estudaremos também a visão do homem vestido de linho, que é uma aparição de Cristo
no Antigo Testamento.
I – INFORMAÇÕES SOBRE A VISÃO DE DANIEL CAPÍTULO 10
Os capítulos 10, 11 e 12 de Daniel faz parte da “última visão” do profeta Daniel. Como vimos em lições
passadas, Daniel viveu tempo suficiente para ver a profecia de Jeremias se cumprir e o primeiro grupo de judeus exilados
voltar para a terra e começar a reconstruir o templo. Se o profeta, como já estudamos em lições passadas, estava entre 14
a 17 anos quando foi levado para a Babilônia. Então na época desta visão, ele estava entre seus 80 e 87 anos, alguns
sugerem 90. A visão foi dada no ano terceiro de Ciro (Dn 10.1), “dois anos após o retorno dos judeus à Palestina”. Ora,
Ciro decretou o regresso dos judeus do Exílio no “primeiro ano do seu reinado” (Ed 1.1-5). Então o “terceiro ano de
Ciro”, rei da Pérsia era (c. 536 a.C.). A restauração e a reconstrução do templo já começara (Ed caps. 1 ao 3), mas foi
interrompido por pressão dos inimigos (Ed 4.4-5). Tais notícias devem ter ferido o coração de Daniel estimulando-o a
buscar a face de Deus uma vez mais. “Naqueles dias eu, Daniel, estive triste por três semanas...” (Dn 10.2,3)
(ADEYEMO et al, 2012, p. 1034).
II – ANALISANDO A REVELAÇÃO DE DANIEL
O fato de Daniel estar junto ao rio Hidéquel (rio Tigre) oferece-nos a razão dele não ter voltado a Jerusalém com
os demais peregrinos. Aparentemente, esse retorno era impossível para Daniel, primeiro devido à sua idade, segundo por
causa de suas ocupações como um dos administradores do império (Dn 6.1-3). É possível que sua presença no rio Tigre se
devesse a negócios do governo, e aí o profeta vê em visão o próprio Filho de Deus na sua preencarnação (GILBERTO,
1984, p. 53), através de uma teofania, do grego “theos” Deus e “phania” manifestação em forma humana (cap. 10)
(ANDRADE, 2006, p. 339). Daniel registrou o momento em que recebeu esta visão: “No dia vinte e quatro do primeiro
mês, estando eu à borda do grande rio Tigre” (Dn 10.4). Analisemos esta visão:
2.1 A preocupação do profeta Daniel (Dn 10.1-3). Daniel havia jejuado, orado e não se ungiu com óleo durante três
semanas enquanto buscava o Senhor. Um dos motivos para isso era, provavelmente, sua preocupação com os quase
cinquenta mil judeus que haviam saído da Babilônia e viajado para sua terra natal a fim reconstruir o templo. Uma vez
que Daniel tinha acesso a relatórios oficiais, sem dúvida ficou sabendo que o remanescente havia chegado em segurança
em Jerusalém e que todos os tesouros do templo estavam intactos. Também deve ter ouvido que os homens haviam
lançado os alicerces do templo, mas que o trabalho havia sofrido oposição e, por fim, parado (Ed 4). Sabia que seu povo
estava sofrendo privações na cidade arruinada de Jerusalém e perguntou-se se Deus iria deixar de cumprir as promessas
que havia feito a Jeremias (Jr 25.11, 12; 29.10-14) (WIERSBE, 2010, p. 368).
2.2 O duplo sentido dos 70 anos. É possível que Daniel não tivesse compreendido que a profecia dos setenta anos tinha
uma aplicação dupla, primeiro para o povo e depois para o templo. Os primeiros judeus foram deportados para a
Babilônia em 605 a.C., e os primeiros cativos voltaram em 535 a.C., exatamente setenta anos depois. O templo foi
destruído pelo exército babilônio em 586 a.C., e o segundo templo foi completado e consagrado em 516 a.C., outro
período de exatamente setenta anos. Daniel estava aflito para que a Casa do Senhor fosse reconstruída o quanto antes,
mas não percebeu que Deus estava realizando seus planos com perfeição. As obras foram interrompidas em 536 a.C.,
continuaram em 520 a.C. e foram completadas em 516 a.C. Esse adiamento de dezesseis anos manteve tudo dentro do
cronograma. (WIERSBE, 2010, p. 368).
III - UMA VISÃO EXTRAORDINÁRIA
3.1 O MOTIVO DO JEJUM DE DANIEL. “Naqueles dias eu, Daniel, estive triste por três semanas completas”
(Dn 10.2). A razão do seu lamento e tristeza acompanhada de jejum é certamente explicada pela data mencionada no
versículo 1: "No terceiro ano de Ciro". É que por volta do terceiro ano de Ciro, a obra iniciada da reconstrução do
templo, fora embargada (Ed 1-3; 4.4,5). Daniel, como patriota e membro da nação eleita, preocupava-se com o futuro de
sua nação; como já vimos este exemplo na sua oração do capítulo 9. Contudo, havia ainda outro motivo para Daniel jejuar
e orar: desejava entender melhor as visões e profecias que já havia recebido e ansiava por mais revelações do Senhor
sobre o futuro de israel.
3.2 A DURAÇÃO DO JEJUM DE DANIEL. “Alimento desejável não comi, nem carne nem vinho entraram na
minha boca... até que se cumpriram as três semanas” (Dn 10.3). O presente versículo apresenta um jejum intensivo feito
por Daniel por 21 dias. A perseverança do profeta na oração e no jejum por três semanas pela situação do povo em
Jerusalém ocasionou a resposta divina (Dn 10.12). O israelita jejua quando está de luto (1Sm 31.13; 2Sm 1.12; 3.35), ou
quando está em graves dificuldades e espera de Deus o auxílio de que necessita (2Sm 12.16; 1Rs 21.27; Sl 35.13).
Também se jejua em preparação para receber a revelação de Deus, como bem pode ser depreendido do texto de Êx 34.28
e do presente texto, ou antes de um empreendimento difícil (Ed 8.21-23; Et 4.16) (SILVA, 1986, p. 187).
3.3 O TEMPO DO JEJUM DE DANIEL. “E no dia vinte e quatro do primeiro mês...” (Dn 10.4). Alguns
pesquisadores defendem que três dias depois do fim de seu jejum de três semanas, Daniel teve uma visão assustadora
quando estava à beira do rio. Já outros dizem que a expressão “no dia vinte e quatro do primeiro mês” quer dizer que
Daniel iniciou esta abstinência no terceiro dia do mês e concluiu no 24º dia. O rio Hidéquel traz este nome que em assírio
e grego corresponde ao rio Tigre. Era um dos rios que assinalavam a localização do jardim do Éden (Gn 4.2,14) (SILVA,
1986, p. 187).
3.4 A RESPOSTA DO JEJUM. "[…] o príncipe do reino da Pérsia". (Dn 10.13). Esse “príncipe” não era de origem
terrena, tratava-se de um anjo diabólico tão forte, que a vitória só foi decidida quando Miguel, o poderoso arcanjo, entrou
em ação e assim a resposta da oração chegou a Daniel (Dn 10.13). Assim como Deus tem anjos que protegem nações,
Satanás também tem os dele, que operam, mas a seu modo. Ao que parece, há anjos perversos específicos incumbidos nas
diversas nações; que alguns estudiosos de angelologia chamam esses seres de "espíritos territoriais". Esse anjo mau da
Pérsia controlava os destinos desse país, mas foi desbancado pelos anjos de Deus. “E eu obtive vitória sobre os reis da
Pérsia” (v. 13) (GILBERTO, 1984, p. 55).
3.5 GABRIEL E MIGUEL: DOIS MENSAGEIROS DO SENHOR. "[…] e eis que Miguel, um dos primeiros
príncipes, veio para ajudar-me..." (v.13). A expressão "primeiros" é literalmente "principais". Isto mostra que os anjos
dividem-se em categorias, já a palavra "príncipe", no hebraico "sor", corresponde a “chefe; aquele que domina”. O
arcanjo Miguel é anjo guardião de Israel (Dn 10.21; 12.1). A palavra “arcanjo” do grego “archangelos” significa “anjo
principal”. O prefixo “arch” sugere tratar-se de um anjo chefe, principal ou poderoso. Na Bíblia Sagrada, mais
precisamente em Judas v.9 e I Tessalonicenses 4.16, aparece a menção de apenas um arcanjo: Miguel. Seu nome em
hebraico significa: “Quem é como Deus”. Nas Escrituras, Miguel é descrito como: o arcanjo (Jd v.9); o líder das hostes
angélicas no conflito com Satanás e os seus anjos maus (Ap 12.7); um dos primeiros príncipes (Dn 10.13); “vosso
Príncipe” (Dn 10.21); e o grande príncipe, “defensor dos filhos do teu povo” (Dn I2.I). Gabriel, cujo nome quer dizer
“homem de Deus” ou “herói de Deus”. Significa, também, “o poderoso”, evidenciando o que o nome sugere
(GILBERTO et al, 2008, p. 454,455).
IV - A DESCRIÇÃO DO HOMEM VESTIDO DE LINHO
Se considerarmos como dizem alguns teólogos que esse “homem vestido de linho” dos versículos 5 ao 9 é o
mesmo ser que tocou e falou com Daniel nos versículos 10 a 15, então, teríamos de optar por Gabriel ou algum outro
anjo, pois é impossível que Jesus precisasse da ajuda de Miguel para derrotar um anjo perverso como está escrito no
versículo 13. Contudo, o ser que tocou Daniel e que falou com ele nos versos 10 a 15, não foi o mesmo “homem vestido
de linho” que lhe apareceu na visão anterior. A descrição do “homem vestido de linho” assemelha-se a descrição do
Cristo glorificado que encontramos em (Ap 1.12-16), e a reação de João frente a este homem “E, eu, quando vi, caí a
seus pés como morto...” (Ap. 1.17) foi a mesma de Daniel “... e não ficou força em mim; e transmudou-se em mim a
minha formosura em desmaio, e não retive força alguma” (Dn 10.5). Esse homem em ambas referências era o Cristo
pré-encarmado, pois a linguagem é semelhante nestes dois livros e as características também são as mesmas (Dn 10.5-9;
comparar com (Ap 1.12-20). O ponto de vista da maioria dos estudiosos da escatologia bíblica, é que de fato, é a pessoa
de Jesus no livro de Daniel. A vestimenta de linho fino, a veste celeste, os lombos cingidos de ouro puro, o seu corpo
luzente como berilo, o rosto como um relâmpago, os olhos como tochas de fogo, os braços e os pés luzentes e como se
fossem de bronze polido, e a voz como a voz de muitas águas, são características INERENTES EXCLUSIVAMENTE
ao Filho de Deus e não de algum anjo seu.
CONCLUSÃO
Vimos que apesar de ter vivido durante oito décadas numa terra pagã, Daniel manteve seu coração e sua vida
puros diante de Deus. Orava para que o remanescente que habitava em Jerusalém fosse um povo santo para o Senhor, a
fim de que fossem abençoados em seu trabalho.
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Aílton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524
LIÇÃO 11 – O HOMEM VESTIDO DE LINHO - 4º TRIMESTRE 2014
(Dn 10.1-6; 9,10,14)
INTRODUÇÃO
Veremos que os três últimos capítulos de Daniel constituem “uma unidade profética”, pois, não anunciam novos
oráculos. Estes últimos capítulos (Dn 10 a 12), preenche os detalhes do futuro de Israel, concentrando-se no período do
Anticristo e na questão relacionada com "as últimas coisas" a saber: a Grande Tribulação, a ressurreição dos mortos, as
recompensas e os castigos finais. Estudaremos também a visão do homem vestido de linho, que é uma aparição de Cristo
no Antigo Testamento.
I – INFORMAÇÕES SOBRE A VISÃO DE DANIEL CAPÍTULO 10
Os capítulos 10, 11 e 12 de Daniel faz parte da “última visão” do profeta Daniel. Como vimos em lições
passadas, Daniel viveu tempo suficiente para ver a profecia de Jeremias se cumprir e o primeiro grupo de judeus exilados
voltar para a terra e começar a reconstruir o templo. Se o profeta, como já estudamos em lições passadas, estava entre 14
a 17 anos quando foi levado para a Babilônia. Então na época desta visão, ele estava entre seus 80 e 87 anos, alguns
sugerem 90. A visão foi dada no ano terceiro de Ciro (Dn 10.1), “dois anos após o retorno dos judeus à Palestina”. Ora,
Ciro decretou o regresso dos judeus do Exílio no “primeiro ano do seu reinado” (Ed 1.1-5). Então o “terceiro ano de
Ciro”, rei da Pérsia era (c. 536 a.C.). A restauração e a reconstrução do templo já começara (Ed caps. 1 ao 3), mas foi
interrompido por pressão dos inimigos (Ed 4.4-5). Tais notícias devem ter ferido o coração de Daniel estimulando-o a
buscar a face de Deus uma vez mais. “Naqueles dias eu, Daniel, estive triste por três semanas...” (Dn 10.2,3)
(ADEYEMO et al, 2012, p. 1034).
II – ANALISANDO A REVELAÇÃO DE DANIEL
O fato de Daniel estar junto ao rio Hidéquel (rio Tigre) oferece-nos a razão dele não ter voltado a Jerusalém com
os demais peregrinos. Aparentemente, esse retorno era impossível para Daniel, primeiro devido à sua idade, segundo por
causa de suas ocupações como um dos administradores do império (Dn 6.1-3). É possível que sua presença no rio Tigre se
devesse a negócios do governo, e aí o profeta vê em visão o próprio Filho de Deus na sua preencarnação (GILBERTO,
1984, p. 53), através de uma teofania, do grego “theos” Deus e “phania” manifestação em forma humana (cap. 10)
(ANDRADE, 2006, p. 339). Daniel registrou o momento em que recebeu esta visão: “No dia vinte e quatro do primeiro
mês, estando eu à borda do grande rio Tigre” (Dn 10.4). Analisemos esta visão:
2.1 A preocupação do profeta Daniel (Dn 10.1-3). Daniel havia jejuado, orado e não se ungiu com óleo durante três
semanas enquanto buscava o Senhor. Um dos motivos para isso era, provavelmente, sua preocupação com os quase
cinquenta mil judeus que haviam saído da Babilônia e viajado para sua terra natal a fim reconstruir o templo. Uma vez
que Daniel tinha acesso a relatórios oficiais, sem dúvida ficou sabendo que o remanescente havia chegado em segurança
em Jerusalém e que todos os tesouros do templo estavam intactos. Também deve ter ouvido que os homens haviam
lançado os alicerces do templo, mas que o trabalho havia sofrido oposição e, por fim, parado (Ed 4). Sabia que seu povo
estava sofrendo privações na cidade arruinada de Jerusalém e perguntou-se se Deus iria deixar de cumprir as promessas
que havia feito a Jeremias (Jr 25.11, 12; 29.10-14) (WIERSBE, 2010, p. 368).
2.2 O duplo sentido dos 70 anos. É possível que Daniel não tivesse compreendido que a profecia dos setenta anos tinha
uma aplicação dupla, primeiro para o povo e depois para o templo. Os primeiros judeus foram deportados para a
Babilônia em 605 a.C., e os primeiros cativos voltaram em 535 a.C., exatamente setenta anos depois. O templo foi
destruído pelo exército babilônio em 586 a.C., e o segundo templo foi completado e consagrado em 516 a.C., outro
período de exatamente setenta anos. Daniel estava aflito para que a Casa do Senhor fosse reconstruída o quanto antes,
mas não percebeu que Deus estava realizando seus planos com perfeição. As obras foram interrompidas em 536 a.C.,
continuaram em 520 a.C. e foram completadas em 516 a.C. Esse adiamento de dezesseis anos manteve tudo dentro do
cronograma. (WIERSBE, 2010, p. 368).
III - UMA VISÃO EXTRAORDINÁRIA
3.1 O MOTIVO DO JEJUM DE DANIEL. “Naqueles dias eu, Daniel, estive triste por três semanas completas”
(Dn 10.2). A razão do seu lamento e tristeza acompanhada de jejum é certamente explicada pela data mencionada no
versículo 1: "No terceiro ano de Ciro". É que por volta do terceiro ano de Ciro, a obra iniciada da reconstrução do
templo, fora embargada (Ed 1-3; 4.4,5). Daniel, como patriota e membro da nação eleita, preocupava-se com o futuro de
sua nação; como já vimos este exemplo na sua oração do capítulo 9. Contudo, havia ainda outro motivo para Daniel jejuar
e orar: desejava entender melhor as visões e profecias que já havia recebido e ansiava por mais revelações do Senhor
sobre o futuro de israel.
3.2 A DURAÇÃO DO JEJUM DE DANIEL. “Alimento desejável não comi, nem carne nem vinho entraram na
minha boca... até que se cumpriram as três semanas” (Dn 10.3). O presente versículo apresenta um jejum intensivo feito
por Daniel por 21 dias. A perseverança do profeta na oração e no jejum por três semanas pela situação do povo em
Jerusalém ocasionou a resposta divina (Dn 10.12). O israelita jejua quando está de luto (1Sm 31.13; 2Sm 1.12; 3.35), ou
quando está em graves dificuldades e espera de Deus o auxílio de que necessita (2Sm 12.16; 1Rs 21.27; Sl 35.13).
Também se jejua em preparação para receber a revelação de Deus, como bem pode ser depreendido do texto de Êx 34.28
e do presente texto, ou antes de um empreendimento difícil (Ed 8.21-23; Et 4.16) (SILVA, 1986, p. 187).
3.3 O TEMPO DO JEJUM DE DANIEL. “E no dia vinte e quatro do primeiro mês...” (Dn 10.4). Alguns
pesquisadores defendem que três dias depois do fim de seu jejum de três semanas, Daniel teve uma visão assustadora
quando estava à beira do rio. Já outros dizem que a expressão “no dia vinte e quatro do primeiro mês” quer dizer que
Daniel iniciou esta abstinência no terceiro dia do mês e concluiu no 24º dia. O rio Hidéquel traz este nome que em assírio
e grego corresponde ao rio Tigre. Era um dos rios que assinalavam a localização do jardim do Éden (Gn 4.2,14) (SILVA,
1986, p. 187).
3.4 A RESPOSTA DO JEJUM. "[…] o príncipe do reino da Pérsia". (Dn 10.13). Esse “príncipe” não era de origem
terrena, tratava-se de um anjo diabólico tão forte, que a vitória só foi decidida quando Miguel, o poderoso arcanjo, entrou
em ação e assim a resposta da oração chegou a Daniel (Dn 10.13). Assim como Deus tem anjos que protegem nações,
Satanás também tem os dele, que operam, mas a seu modo. Ao que parece, há anjos perversos específicos incumbidos nas
diversas nações; que alguns estudiosos de angelologia chamam esses seres de "espíritos territoriais". Esse anjo mau da
Pérsia controlava os destinos desse país, mas foi desbancado pelos anjos de Deus. “E eu obtive vitória sobre os reis da
Pérsia” (v. 13) (GILBERTO, 1984, p. 55).
3.5 GABRIEL E MIGUEL: DOIS MENSAGEIROS DO SENHOR. "[…] e eis que Miguel, um dos primeiros
príncipes, veio para ajudar-me..." (v.13). A expressão "primeiros" é literalmente "principais". Isto mostra que os anjos
dividem-se em categorias, já a palavra "príncipe", no hebraico "sor", corresponde a “chefe; aquele que domina”. O
arcanjo Miguel é anjo guardião de Israel (Dn 10.21; 12.1). A palavra “arcanjo” do grego “archangelos” significa “anjo
principal”. O prefixo “arch” sugere tratar-se de um anjo chefe, principal ou poderoso. Na Bíblia Sagrada, mais
precisamente em Judas v.9 e I Tessalonicenses 4.16, aparece a menção de apenas um arcanjo: Miguel. Seu nome em
hebraico significa: “Quem é como Deus”. Nas Escrituras, Miguel é descrito como: o arcanjo (Jd v.9); o líder das hostes
angélicas no conflito com Satanás e os seus anjos maus (Ap 12.7); um dos primeiros príncipes (Dn 10.13); “vosso
Príncipe” (Dn 10.21); e o grande príncipe, “defensor dos filhos do teu povo” (Dn I2.I). Gabriel, cujo nome quer dizer
“homem de Deus” ou “herói de Deus”. Significa, também, “o poderoso”, evidenciando o que o nome sugere
(GILBERTO et al, 2008, p. 454,455).
IV - A DESCRIÇÃO DO HOMEM VESTIDO DE LINHO
Se considerarmos como dizem alguns teólogos que esse “homem vestido de linho” dos versículos 5 ao 9 é o
mesmo ser que tocou e falou com Daniel nos versículos 10 a 15, então, teríamos de optar por Gabriel ou algum outro
anjo, pois é impossível que Jesus precisasse da ajuda de Miguel para derrotar um anjo perverso como está escrito no
versículo 13. Contudo, o ser que tocou Daniel e que falou com ele nos versos 10 a 15, não foi o mesmo “homem vestido
de linho” que lhe apareceu na visão anterior. A descrição do “homem vestido de linho” assemelha-se a descrição do
Cristo glorificado que encontramos em (Ap 1.12-16), e a reação de João frente a este homem “E, eu, quando vi, caí a
seus pés como morto...” (Ap. 1.17) foi a mesma de Daniel “... e não ficou força em mim; e transmudou-se em mim a
minha formosura em desmaio, e não retive força alguma” (Dn 10.5). Esse homem em ambas referências era o Cristo
pré-encarmado, pois a linguagem é semelhante nestes dois livros e as características também são as mesmas (Dn 10.5-9;
comparar com (Ap 1.12-20). O ponto de vista da maioria dos estudiosos da escatologia bíblica, é que de fato, é a pessoa
de Jesus no livro de Daniel. A vestimenta de linho fino, a veste celeste, os lombos cingidos de ouro puro, o seu corpo
luzente como berilo, o rosto como um relâmpago, os olhos como tochas de fogo, os braços e os pés luzentes e como se
fossem de bronze polido, e a voz como a voz de muitas águas, são características INERENTES EXCLUSIVAMENTE
ao Filho de Deus e não de algum anjo seu.
CONCLUSÃO
Vimos que apesar de ter vivido durante oito décadas numa terra pagã, Daniel manteve seu coração e sua vida
puros diante de Deus. Orava para que o remanescente que habitava em Jerusalém fosse um povo santo para o Senhor, a
fim de que fossem abençoados em seu trabalho.
LIÇÃO 11 – O HOMEM VESTIDO DE LINHO - 4° TRIMESTRE 2014 (Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa)
O HOMEM VESTIDO DE LINHO
Texto Áureo Dn. 10.5 – Leitura Bíblica 10.1-14
Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD
INTRODUÇÃO
Na lição de hoje atentaremos para a visão recebida por Daniel, uma revelação que descortina o futuro da humanidade. Inicialmente enfatizaremos a visão do céu, em seguida, que essa foi a resposta para a oração de Daniel, e ao final, o propósito dessa visão. Mostraremos ao longo da aula a importância de nos voltarmos para a revelação de Deus, e a segurança no futuro que Ele mesmo planejou para nós. Por que Ele vive, podemos ter a certeza de que nosso futuro está em boas mãos.
1. UMA VISÃO CELESTIAL
Conforme já estudamos em lições anteriores, Daniel é um homem de oração e também de estudo da palavra. O coração desse profeta está voltado para o seu povo, por isso ele se derrama em lágrimas pela nação (Dn. 10.2). Nos dias atuais, precisamos de homens e mulheres, que do mesmo modo que Daniel, e também o profeta Jeremias, sinta dores pelo povo. Vivemos uma época marcada pelo individualismo, as pessoas não sentem mais as dores do outro. No que tange ao cristianismo, trata-se de uma deturpação dos princípios da fé, pois esse, pela própria natureza, nos chama a nos alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram (Rm. 12.14,15). Dizem que homem que é homem não chora, mas o próprio Jesus chorou por causa da incredulidade das pessoas, e pranteou sobre Jerusalém (Jo. 11.35). Será que nós estamos sentido as dores daqueles que sofrem? Às vezes nos preocupamos apenas conosco, no máximo com nossas famílias, mas esquecemos dos outros, principalmente dos que não conhecemos. Daniel jejuou pelo seu povo (Dn. 10.3,12), demonstrou está comprometido com o avivamento da sua nação. Ele ocupou cargos importantes nos reinos aos quais pertenceu, mas não vendeu a sua alma, muito menos se esqueceu do seu povo. Há pessoas que buscam cargos públicos, mas não assumem que esse é um ministério, um serviço para os bem das pessoas, não para o enriquecimento ilícito. Foi no contexto da oração, da compaixão por Israel que Deus deu uma visão através de um anjo (Dn. 10.4-6). A manifestação daquele anjo, que para alguns se trata do próprio Cristo, esclarece Daniel em relação ao futuro, trazendo-lhe discernimento (Dn. 10.7-12). A revelação trouxe quebrantamento ao profeta, isso mostra que a revelação não serve apenas ao intelecto, e também não deve se restringir à emoção, precisa nos despertar para uma mudança de foco, uma percepção diferenciada de Deus.
2. A REVELAÇÃO DE DEUS PARA O FUTURO
Depois da oração Daniel recebeu uma resposta imediata de Deus, isso aconteceu porque o profeta se humilhou diante do Senhor. Muitos querem receber revelações de Deus, mas não se quebrantam perante Ele. Somente os que têm contato íntimo com o Senhor podem desfrutar dos seus mistérios. Daniel recebeu uma revelação em relação ao futuro, fatos que abarcavam toda a história da humanidade. Inicialmente houve uma tentativa de resistência pelo rei da Pérsia (Dn. 10.13), uma alusão a Satanás que pode se disfarçar em anjo de luz (II Co. 11.14). Isso revela a existência de uma guerra espiritual, não podemos imaginar que estamos restritos ao mundo físico, como querem defender alguns céticos. A nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas contra os principados e potestades das regiões celestes, por isso devemos estar equipados com toda armadura de Deus (Ef. 6.12). Deus providenciou um ajudador para Daniel, o arcanjo Miguel que defendeu o povo de Judá (Dn. 12.1). Não podemos afirmar com certeza se o homem vestido de linho, que se revelou a Daniel era o próprio Cristo. Alguns estudiosos, com base em Ap. 1.12-2 e Ez. 1.26 afirmam que essa foi uma teofania, uma manifestação do próprio Deus. Fato é que diante da visão Daniel perdeu as forças, não teve como permanecer de pé (Dn. 10.8). Esse anjo de Deus conforta Daniel, ao ser tocado por ele, é maravilhoso saber que podemos contar com o auxílio de anjos (Hb. 1.14). Eles não devem ser adorados, pois não passam de espíritos ministradores, mas podemos pedir a Deus que nos proteja através deles (II Rs. 6.17). O anjo confortou Daniel, de igual modo, somos confortados pela Palavra de Deus, nada poderá nos resistir, se Deus é por nós, que será contra nós (Rm. 8.31,32).
3. O PROPÓSITO DA VISÃO DO CEÚ
O objetivo central da visão dada a Daniel foi confortá-lo, e mostrar que Deus está no comando das nações, e que o futuro a Ele pertence. Estamos em um mundo marcado por valores satânicos, o diabo e seus anjos estão pelejando contra a igreja. As potestades do mal querem se opor a verdade do evangelho. Mas não podemos perder as forças, assim como aconteceu com Daniel, devemos nos dobrar diante da revelação do Senhor. Não podemos perder o senso de espanto diante das grandezas das revelações. Quando Deus se revela, devemos reconhecer nosso pecado, como aconteceu com Isaias (Is. 6), bem como nossas limitações, como fez Jó (Jó. 42). O propósito da revelação é perceber a grandeza de Deus, e ao mesmo tempo, nossa pequenez. Ninguém deve se arvorar das revelações que recebeu de Deus, nem mesmo Paulo pode fazê-lo, pois recebeu um espinho na carne, para que não se gloriasse (II Co. 12.7). A revelação de Deus através dos dons espirituais, ou da Palavra de Deus escrita, objetivam nosso amadurecimento. Ninguém deve se gloriar por causa das revelações que recebeu de Deus, antes deve agir com temor e tremor. O Deus que tocou Daniel está disposto também a nos tocar, Ele diz que somos amados e que escuta nossas orações (Dn. 10.11,12). Nada angustia tanto o homem moderno que o sentimento de desespero. Somos tentados, diante da imensidão do universo, a pensar que não passamos de um grão de areia. Mas Deus se interessa por cada um de nós (Sl. 8.4), Ele nos ama e O provou na cruz (Jo. 3.16). O fato dEle nos amar, serve de estímulo para que abramos nossas bocas e declaremos Seu amor ao mundo (Dn. 10.16,17). Esse amor divino nos dá audácia para declarar os seus feitos, e perder o medo, pois é Ele que nos diz para não temer (Dn. 10.19).
CONCLUSÃO
Não temos motivos para desânimo, mesmo quando os dias parecem ser tenebrosos, ainda que os governos estejam contrários à Palavra de Deus. O Senhor está no comando da história, ao Seu tempo haverá de julgar com reta justiça. O poder das trevas está em plena expansão, cegando o entendimento dos incrédulos (II Co. 4.4). Mas isso somente durará para sempre, devemos continuar orando, e clamando a Deus para que venha o Seu reino, e agindo para que as forças do mal não prevaleçam. Que Deus em Cristo nos abençoe com toda sorte de armas espirituais (II Co. 9.8; 10.3-5).
LIÇÃO 11 – O HOMEM VESTIDO DE LINHO - 4° TRIMESTRE 2014 (Ev Isaías De Jesus)
INTRODUÇÃO
A maioria dos intérpretes concorda em que os últimos três capítulos do livro de Daniel constituem uma unidade. Keil descreve os conteúdos dessa seção como "A Revelação das Aflições do Povo de Deus Infligidas pelos Governantes do Mundo até a Consumação do Reino de Deus". Essa seção não está em forma de sonho ou visão. Ela é uma revelação, que vem diretamente a Daniel por intermédio de um Ser celestial que age como o Mediador da verdade. A expressão foi revelada uma palavra a Daniel (10.1) contém a palavra niglah, a forma passiva do verbo que significa "desvendar, manifestar, revelar". Essa manifestação culminante experimentada por Daniel veio a ele na forma mais elevada de revelação, através do encontro direto com a deidade. Keil descreve essa experiência como uma teofania, uma manifestação ou aparição de Deus.
UMA VISÃO CELESTIAL
Daniel vê um certo homem vestido de linho
10:1-3 - Daniel tem uma visão de uma grande guerra que forma uma profecia contínua nestes três últimos capítulos. A visão foi revelada a Daniel no terceiro ano de Ciro (536 a.C.), que também parece ser o primeiro ano de Dario, o Medo (veja 11:2). Esta visão impressionou Daniel pela sua solenidade, à qual ele reagiu jejuando e se lamentando durante três semanas.
A vigília de Daniel (10.1-3). Pelo menos quatro anos haviam se passado desde a experiência de Daniel com Gabriel. Naquela época, Dario, o medo (veja comentários em 6.1-28), estava servindo como rei interino na Babilônia. Agora Ciro, rei da Pérsia (1; veja Quadro B) estava no seu terceiro ano. Daniel, que a essa altura devia estar com mais de noventa anos, passou um longo período em oração. Novamente, ele estava se dedicando à oração, mas também ao jejum. Eu, Daniel, estive triste por três semanas completas (2). "Não comi nada saboroso, não provei carne ou vinho, nem me ungi" (3, Moffatt). Esse tipo de persistência não falharia em abrir os portaisdos lugares celestiais.
A VISÃO DO HOMEM VESTIDO DE LINHO
10:4-6 - Quando estava junto ao rio Hidequel, o nome hebraico para o rio Tigre, ali apareceu um homem cuja descrição é muito parecida com a de Cristo em Apocalipse 1: 13-15. Contudo, pelo que se segue, é a descrição de um mensageiro de julgamento, indica da pela aparência de relâmpago e fogo.
10:7-9 - Os que estavam com Daniel não viram a visão, mas ficaram amedrontados e fugiram. Daniel foi deixado fraco pela visão e caiu num sono profundo.
O efeito sobre Daniel e João foi idêntico. Não ficou força em mim (8), Daniel confessou. "Caí a seus pés como morto" (Ap 1.17), registra João. O limite da capacidade de absorver a revelação celestial excedeu em ambos os casos. "Ao ouvir o som das suas palavras caí inconsciente com o meu rosto em terra" (9, Berkeley). Embora o profeta desmaiasse com a voz da mensagem, ele foi restabelecido à plena consciência quando a mensagem de Deus foi transmitida a ele. E eis que uma mão me tocou (10), testemunha Daniel. Além do toque fortalecedor, ele ouviu uma palavra confortadora: Daniel, homem mui desejado ("muito amado", ARA). Que palavra mais encorajadora poderia vir dos lábios divinos?
O mensageiro conforta Daniel, 10: 10-21
10: 1 0-11 - Uma mão tocou Daniel, ajudando-o a ficar sobre e as mãos e os joelhos. Ele foi encorajado a se levantar, pois este homem tinha vindo para ajudá-lo a entender a visão.
A aparência do Ser celestial (10: 04-11). O que se segue é o desvendar de um Ser glorioso a Daniel que nos faz lembrar o que o Apóstolo João viu na ilha de Patmos (Ap 1.10-20). Ao lado do rio Hidéquel (4; Tigre), Daniel viu um homem vestido de linho (5). Ali em Patmos, João viu alguém semelhante a um Filho do Homem vestido até aos pés de uma veste comprida. Ambos estavam cingidos com ouro. Ambos brilhavam da cabeça aos pés com uma luz sobrenatural. Ambos tinham olhos como chamas que brilhavam e falavam como a voz de uma multidão (6). A Pessoa que João viu identificou-se da seguinte forma: "Sou Aquele que Vive. Estive morto mas agora estou vivo para todo o sempre" (Ap 1.18).
10:12-13 - O pedido de Daniel de entendimento tinha sido ouvido desde o primeiro dia, ainda que vinte e um dias tivessem passado. A demora tinha sido causada pelo príncipe (anjo) da Pérsia que tinha resistido ao homem, que parece ser o anjo dos medos (11:1). Parece que estava acontecendo uma guerra espiritual (d. Apocalipse 12: 7), mas finalmente Miguel, um dos primeiros príncipes, veio em socorro (d. Daniel 12:1; Judas 9).
10: 14 - O homem tinha agora vindo ajudar Daniel a entender o que aconteceria com Israel nos "últimos dias." A expressão "últimos dias" indica que a visão dizia respeito aos eventos da vinda do Messias e àquele período (d. Daniel 2:28; Atos 2: 16-17).
10: 15-17 - Daniel não pôde falar até que uma pessoa com aparência de homem tocou seus lábios. Ele, então, explicou que seu silêncio era devido a estar tão esmagado pela aflição.
10: 18-19 - Ele foi fortalecido novamente e lhe foi dito que não tivesse medo, mas fosse forte.
10: 20-21 - Ao tempo em que esta profecia foi dada não havia império grego; contudo, foi dito a Daniel sobre uma guerra a ser travada entre o príncipe da Média (11: 1) e o príncipe da Pérsia e, então, contra o príncipe da Grécia. A mente mortal só pode especular quanto ao que realmente está envolvido aqui. Sabemos, de fato, que há forças e poderes angélicos (Efésios 1:20-21; Colossenses 1:16; 2:15). Talvez as forças angélicas estejam envolvidas na ascensão e na queda das nações. Tinha que ser mostrado a Daniel o que estava nos escritos da verdade (veja 8: 18-23), tudo o que apontava para a queda da Pérsia nas mãos da Grécia.
Cada vez que temos comunhão com Deus, devemos sentir, de modo apropriado, a distância infinita que existe entre nós e o Deus Santo. Como é que nós, que somos pó e cinza, poderemos falar com o Senhor da glória? Nada é mais provável e efetivo para fazer reviver o espírito desfalecido de cada santo, do que receberem a certeza do amor de Deus por eles. Desde o primeiro dia em que começamos a contemplar a Deus no caminho do dever, Ele está preparado para encontrar-se conosco no caminho da misericórdia. Assim, pois, Deus está pronto para ouvir as nossas orações.
Quando o anjo relatou ao profeta os fatos que estavam por acontecer, teria que regressar e fazer oposição aos decretos dos reis persas contra os judeus. Os anjos são empregados como ministra dores de Deus (Hb 1.14). Muito foi feito contra os judeus por parte dos reis da Pérsia, com permissão de Deus; entretanto, teriam lhes feito muito pior se Deus não os tivesse impedido. Agora mostrará plenamente quais eram os propósitos de Deus, dos quais as profecias são um esboço.
E nos interessa estudar aquilo que consta nestas fiéis Escrituras, porque estão relacionadas à nossa eterna paz. Enquanto Satanás e os seus demônios, e os maus conselheiros, alvoroçam os príncipes para que façam o mal contra a Igreja, podemos nos regozijar de que Cristo, o nosso Príncipe, e todos os seus anjos poderosos agem contra os nossos inimigos.
Porém, não devemos esperar que muitos nos favoreçam neste mundo mau. Todo o conselho de Deus será estabelecido; e que cada um de nós ore da seguinte maneira: Senhor Jesus seja a nossa justiça no presente, e a nossa confiança eterna, tanto na vida quanto na morte, dia do juízo e para todo o sempre.
Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS
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