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LIÇÃO 06 – MULHERES QUE AJUDARAM JESUS - 2° TRIMESTRE 2015(EBD Tube)

O Quê? DA LIÇÃO 06 - JESUS E A AJUDA DAS MULHERES - 2° TRIMESTRE 2015(EBD Tube)

LIÇÃO 06 – MULHERES QUE AJUDARAM JESUS - 2° TRIMESTRE 2015(Luciano de Paula Lourenço)

INTRODUÇÃO

 

Lucas 8:1-3 descreve que um grupo de mulheres, de forma desinteressada, ajudou Jesus em seu ministério evangelístico. É muito possível que a hostilidade cada vez maior da parte da instituição das sinagogas tivesse levado Jesus a concentrar-se em pregar e ensinar ao ar livre (Lc 8:1). Nessa ocasião, foi acompanhado pelos Doze e por algumas mulheres as quais curara. Lucas cita o nome de algumas delas, mas ele mesmo diz que havia muitas outras, que lhe prestavam assistência com os seus bens (Lc 8:3). Estas mulheres correspondiam em amor e gratidão aquilo que Jesus fizera para elas (cf. Mc 15:40,41). Elas não se sentiram constrangidas a renunciar os seus bens para servir ao Senhor. O fato de um grupo e mulheres serem citadas como seguidoras de Jesus mostra que a missão do Filho do Homem não se limitou aos excluídos economicamente, mas também àquelas pessoas que haviam sido excluídas socialmente.

I. JESUS, JUDAÍSMO E AS MULHERES

1. A presença feminina no ministério de Jesus.. As mulheres sempre estiveram ao lado do Senhor Jesus. Desde o seu nascimento, elas o acompanhavam. Quando Ele foi apresentado no templo, a Bíblia relata que ali estava a profetisa Ana, segundo registro de Lucas 2:36-38.

Elas o serviam: “Então Maria, tomando uma libra de unguento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pós de Jesus e enxugou-lhe com os cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento”(João 12:3).

Elas contribuíam com suas ofertas“… e também o seguiam algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios; Joana, mulher de Cusa, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com suas fazendas” (Lc 8:2-3).

Elas estavam presentes na sua morte e também na sua ressurreição - Mateus 27:55,56 relata: “Estavam ali, olhando de longe, muitas mulheres que o tinham seguido desde a Galiléia, para o servir. Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José e mãe dos filhos de Zebedeu”.

Foi a uma mulher que Jesus apareceu pela primeira vez após a ressurreição: “Disse-lhe Jesus: Maria. Ela, voltando-se, disse-lhe: Mestre... Maria foi e anunciou aos discípulos que vira o Senhor” (João 20:15-18).

Portanto, a presença feminina no ministério de Jesus é indubitável.

2. Jesus valorizou as mulheres. Os rabinos recusavam-se a ensinar as mulheres, e geralmente lhes atribuíam um lugar de inferioridade. Nos cultos da sinagoga só os homens tinham permissão de participar plenamente. Nem mesmo lhe era permitido aparecer em público descoberta, sendo dessa forma impossível ver a sua fisionomia. A mulher não tinha voz nem rosto. Até hoje, a tradição rabínica não permite que as mulheres se "apossem" de um rolo da Torá (Livro da Lei) para orarem junto ao lugar mais sagrado para o judaísmo - o Muro das Lamentações. Todavia, Jesus veio para mudar tudo isso. Na verdade, Jesus promoveu uma verdadeira inversão de valores naqueles dias. O objeto passou a ser sujeito. Ele livremente admitia as mulheres à comunhão e aceitava o serviço delas, como se vê no registro de Lucas 8:1-3. Aqui, Lucas quis mostrar que o cristianismo rompeu com a prática do judaísmo, que afastava as mulheres dos assuntos religiosos.

João 4:5-42 descreve o diálogo de Jesus com a mulher samaritana. Ela era uma pessoa que tinha tudo para ser relegada ao desprezo. Além de pagã, essa mulher (inimiga dos judeus) tinha uma vida totalmente desregrada. Ao acolher a samaritana, naquelas condições, Jesus abriu caminho para que ela pregasse o seu Evangelho ao povo a que ela pertencia, o que pode ser visto em João 4:26-29 - “Deixou, pois, a mulher o seu cântaro e foi à cidade e disse àqueles homens: Vinde e vê um homem que me disse tudo quanto tenho feito; porventura não é este o Cristo? Saíram, pois, da cidade e foram com ter com ele”. É interessante constatarmos que as pessoas que são libertas, que são salvas por Jesus, transformam-se em seguidoras dEle; em proclamadoras do reino de Deus, usando os recursos que tem em suas mãos. Você se sente liberto por Jesus? Você tem seguido a Jesus de forma secreta ou pública? Está comprometida com a expansão do reino de Deus?

II. MULHERES COM DISPOSIÇÃO PARA OBEDECER

1. Maria, a mãe do Salvador. Ser a mãe do Salvador era o desejo de qualquer mulher israelita. O povo esperava um Messias da linhagem de Davi, porém um Messias ditatorial, guerreiro, libertador, déspota, invencível, mas nunca jamais imaginaram vir o Messias de alguma cidade da Galiléia, a Galiléia dos Gentios (Mt 4:15), principalmente de uma família pobre de Nazaré. O povo de Jerusalém desdenhava os judeus da Galiléia e dizia que eles não eram puros, em virtude do seu contato com os gentios. Eles especialmente desprezavam os habitantes de Nazaré (João 1:45,46), mas Deus, em sua graça, escolheu uma jovem pobre, da pequena cidade de Nazaré, na pobre região da Galiléia, para ser a mãe do Messias prometido. Essa escolha teve sua origem na graça de Deus e não em qualquer mérito dela. Deus não chama as pessoas porque são especiais, mas elas se tornam especiais porque Deus as chama.

Quando o anjo aparece a Maria, pela primeira vez, quando da escolha para ser a mãe do Salvador ele diz: “...Salve, agraciada; o Senhor é contigo” (Lc 1:28). Agraciada significa favorecida, não merecedora, pois graça significa favor não merecido. Observe, também, que a mensagem do anjo estava na criança, e não em Maria. O Filho seria grande, não ela (Lc 1:31-33). O nome da criança resumia o propósito do seu nascimento. Ele seria o Salvador do mundo (Lc 1:31; Mt 1:21). O anjo revela a Maria que a concepção seria um milagre. Disse-lhe o anjo: “Virá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso o que há de nascer será chamado santo, Filho de Deus” (Lc 1:35).

De todos os úteros da terra, o útero de Maria foi escolhido para ser o ninho que ternamente acalentaria o Filho de Deus feito homem. A serva de Deus, Maria, se apresenta, bate continência ao Senhor dos Exércitos e se coloca às suas ordens: “Disse então Maria. Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1:38). Ela se entrega por completo, sem reservas ao Senhor. Ela está pronta a obedecer e oferecer sua vida, seu ventre, sua alma, seus sonhos ao Senhor. Ela está disponível para Deus. Ela está pronta a sofrer riscos, a desistir dos seus anseios em favor dos propósitos de Deus. Ela está pronta a ser uma sócia de Deus, não uma igual com Deus, mas uma serva. Ela diz: “cumpra-se em mim conforme a tua palavra”. Estes termos mostram que ela estava disponível para Deus.

Maria arriscou tremendo reveses em sua vida quando se propôs em fazer a vontade de Deus: ser a Mãe do Salvador do mundo, o Messias.

- Risco de censuras do povo. Ao aparecer grávida na cidade de Nazaré Maria estava exposta às mais aviltantes censuras, haja vista que o anjo apareceu somente a ela, e não ao povo de um modo geral. Imagine explicar uma gravidez, não explicável, para sua família! Maria passou um tempo da sua vida sob uma nuvem de suspeita por parte da família e dos vizinhos.

- Risco de ser abandonada pelo seu noivo, José, por não acreditar em sua gravidez milagrosa. Já que assumiu o compromisso de obedecer a Deus, como enfrentar o homem que amava e lhe dizer que estava grávida e que ele não seria o pai? Certamente, não foi fácil! Mas ela estava disposta a sofrer o desprezo e a solidão. Na verdade, José não acreditou em Maria, pois resolveu abandoná-la (Mt 1:19). Mas, o anjo apareceu para ele e lhe contou a verdade e ele creu na mensagem do anjo e nas palavras de Maria (Mt 1:20). A Bíblia não registra nenhuma palavra direta de José. Ele simplesmente obedeceu.

- Risco de ser apedrejada em público. O risco de Maria ser apedrejada era enorme, pois esse era o castigo para uma mulher adúltera. Como ela já estava comprometida com José (Mt 1:19), ele poderia, com base nos ditames da Lei Mosaica, mandar apedrejá-la. A Lei era enfática: “Se houver moça virgem desposada e um homem a achar na cidade, e se deitar com ela, trareis ambos à porta daquela cidade, e os apedrejareis até que morram: a moça, porquanto não gritou na cidade, e o homem, porquanto humilhou a mulher do seu próximo. Assim exterminarás o mal do meio de ti” (Dt 22:23,24). Percebe-se que Maria dispôs-se a pagar um alto preço por sua obediência ao projeto de Deus. Maria era uma jovem pobre, agora grávida, com o risco de ser abandonada pelo noivo e apedrejada pelo povo. Mas ela não abre mão de ir até o fim, de lutar até a morte, de sofrer todas as estigmatizações possíveis para cumprir o projeto de Deus.

2. Isabel, a mãe do precursor. Em uma sociedade como a israelita, em que o valor de uma mulher era largamente medido por sua capacidade de gerar filhos, não ter um filho frequentemente levava ao sofrimento pessoal e à vergonha pública. Para Isabel, avançar em idade sem ter filhos foi doloroso e solitário, mas ela permaneceu fiel a Deus.

Em Lucas 1:6 lemos o seguinte a respeito de Zacarias e Isabel: “Ambos eram justos diante de Deus, vivendo irrepreensivelmente em todos os preceitos e mandamentos do Senhor. Eles estavam em comunhão com Deus”. Eles oravam constantemente por um filho, e a oração desse casal foi ouvida. Disse o anjo a Zacarias: - “Isabel tua mulher, te dará à luz um filho, a quem darás o nome de João” (Lc 1:13). Quando o seu bebê nasceu Isabel insistiu em dar-lhe o nome ordenado por Deus: João. Ao concordar, Zacarias voltou a falar, e todos na cidade se perguntaram o que aquela criança tão especial se tornaria. Isabel sussurrava seu louvor a Deus ao cuidar do presente que recebera dEle. As coisas aconteceram muito melhor do que ela poderia planejar.

Assim como Maria, Isabel foi uma mulher muito especial. Ela não mostrou dúvida alguma sobre a capacidade que Deus tem de cumprir as suas promessas. Ela foi obediente e sua obediência foi recompensada.

Nós também precisamos nos lembrar de que Deus está no controle de todas as situações. Quando você parou pela ultima vez para reconhecer a providencia de Deus nos acontecimentos de sua vida?

III. MULHERES COM DISPOSIÇÃO PARA SERVIR

1. Mulheres servas. As mulheres aparecem com frequência no Evangelho de Lucas a serviço do Mestre. O próprio texto base desta Aula (Lc 8:1-3) demonstra isso, tendo como principal destaque Maria Madalena. Elas serviam ao Senhor com pleno amor, devoção e como expressão de gratidão. Mas quero aqui destacar uma mulher que serviu ao Senhor com aquilo que ela mais sabia e podia fazer. Estou falando da sogra de Pedro. Certa feita, Jesus foi à casa de Pedro e chegando lá estava a sogra de Pedro com febre. Jesus expulsou a febre como se fosse um espírito maligno (Lc 4:38,39). E qual foi o resultado de uma vida livre do mal? A sogra de Pedro se levantou e começou a servi-los. Ela serviu a Jesus e aos que estavam com Ele. Essa mulher, certamente idosa, se dispôs a servir a Jesus servindo os outros. Ela se tornou um exemplo para nós. Quando queremos servir e trabalhar por Jesus, sem dúvida temos que agir de modo prático, e a prática é ajudar os outros; é participar do projeto de Jesus de anunciar as boas-novas de libertação, mesmo sem estar na linha de frente anunciando o evangelho.

A sogra de Pedro passou imediatamente a servi-los quando foi curada. Com o que sabia fazer ela serviu. Você tem colocado diante do Senhor os seus dons, as suas habilidades e capacidades para ajudar a proclamar as boas-novas do reino? Você não precisa ser um missionário, um pastor ou um professor de teologia. Não! Com o que Deus lhe tem dado você pode servir. Ele quer que você multiplique os talentos que lhe concedeu! É isso que deve acontecer com a vida de cada um que é tocado pela mão poderosa de Jesus.

2. Mulheres abnegadas. É difícil destacar uma só mulher que não serviu ao Senhor de forma desinteressada. A abnegação era uma característica marcante nas mulheres que serviam ao Senhor Jesus. Mas quero aqui destacar a atitude de mulher, que é registrado apenas por Lucas: trata-se da mulher pecadora que ungiu os pés de Jesus por ocasião de uma refeição na casa de um fariseu chamado de Simão (Lc 7:36-50). Uma refeição tal qual aquela que Jesus estava participando não era particular. As pessoas podiam entrar e ver o que estava acontecendo. Entretanto, uma prostituta não seria benvinda na casa de Simão, de modo que exigia coragem chegar até lá. A mulher levou um vaso de alabastro com unguento. Muitas mulheres judias usavam um pequeno frasco de perfume em um cordão ao redor do pescoço. Este vaso com unguento deve ter sido um grande valor para esta mulher.

Embora a mulher não fosse uma convidada, ainda assim ela entrou na casa e ajoelhou-se por detrás de Jesus, aos seus pés. As pessoas estavam reclinadas para comer, de modo que a mulher ungiu os pés de Jesus sem aproximar-se da mesa. Ela começou a chorar, e a regar-lhe os pés com lágrimas, e os enxugou com os cabelos. Esta mulher compreendeu que Jesus era muito especial. Talvez ela, como uma pecadora, tivesse vindo a Jesus com grande tristeza pelos seus pecados. Ela pode ter vindo a Jesus agradecida por ter sido perdoada, e por isto ofereceu a Ele o seu unguento caro, o melhor que ela tinha. Foi um ato de sacrifício. Lavar os pés de Jesus era um sinal de profunda humildade – este era o trabalho de um escravo. É uma conjectura razoável que Jesus fizera esta mulher voltar-se dos seus caminhos pecaminosos, e que tudo isto era a expressão do amor e da gratidão dela. A gratidão é um sinal da conversão. Você é grato a Deus por sua salvação?

Algumas deduções são possíveis a partir desse texto (extraído do livro: Lucas – o Evangelho de Jesus, o Filho do Homem – pg.79/80):

1. A mulher pecadora era “cobiçada” pelos homens, mas não se sentia amada por Deus. Não há dúvida de que essa mulher, sempre disponível para os homens, sendo cobiçada por eles, não se sentia uma mulher amada. É somente quando ela encontra o Senhor Jesus que ela de fato vai saber o que é se sentir realmente amada. Jesus fez com que a mulher pecadora se sentisse perdoada por Deus.

2. A mulher pecadora levava consigo um frasco de perfume, mas não conseguia encobrir o fedor do seu passado. O fariseu que convidou Jesus, ao observar a cena da mulher ungindo o Senhor, pensou: “Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora”. Pela lei, aquela mulher de fato era uma pecadora! O fariseu e todos os presentes ali sabiam disso. Parece que aquela mulher fedia a pecado. Foi somente quando teve o contado com o Mestre que o seu pecado e consequentemente o seu passado foram esquecidos diante de Deus. Agora ela não fedia mais a pecado, mas tornara-se o bom perfume de Cristo (2Co 2.15).

3. A mulher pecadora vendia o seu corpo, mas não conseguia comprar a paz. O que de fato essa mulher procurava e buscava com intensidade era encontrar a paz! Ela tinha os homens à sua volta, ganhava dinheiro com seu corpo, mas não conseguia encontrar a paz. Jesus mostra-lhe que ser amada por Deus e perdoada por Ele é o que importa. A paz vem quando o perdão de Deus é derramado em seu coração.

4. A mulher pecadora aprendeu que a Lei condena, mas a graça perdoa. A Lei puniu aquela mulher, a graça a perdoou! A Lei a excluía, a graça a abraçou! A Lei foi dada através de Moisés, a graça e a verdade vieram através de Jesus Cristo (João 1.17).

IV. MULHERES COM DISPOSIÇÃO PARA OFERTAR

A imagem de mulheres viajando com Jesus e seus discípulos deve ter sido completamente atípica para os rabinos. Estes se recusavam a ensinar mulheres, porque elas geralmente eram consideradas inferiores. Jesus, entretanto, elevou as mulheres de uma condição de degradação e servidão à comunhão e ao serviço a Deus. Ao permitir que estas mulheres viajassem com Ele, Jesus estava mostrando que todas as pessoas são iguais diante de Deus. Estas mulheres apoiavam o ministério de Jesus com o seu próprio dinheiro. Elas tinham uma grande dívida para com Ele porque algumas haviam sido curadas de espíritos malignos e outras de enfermidades.

Lucas destacou três mulheres: Maria Madalena – da qual Jesus tinha expulsado sete demônios;Joana - esposa de Cuza, que era procurador de Herodes (ou administrador). Este homem, que é mencionado somente em Lucas 8:3, pode ter estado encarregado de uma propriedade de Herodes Antipas. Joana é também mencionada em Lucas 24:10 como uma das mulheres que, juntamente com Maria Madalena, avisou aos discípulos da ressurreição de Jesus; Suzana - que não é mencionada em nenhuma outra parte das Escrituras, e nada se sabe a seu respeito. Talvez Lucas tenha destacado estas três mulheres porque elas podem ter sido conhecidas dos seus leitores. Todas estas mulheres serviam a Jesus com seus bens, com suas ofertas.

Além destas mulheres havia muitas outras que, com os seus próprios recursos, ajudavam Jesus e os seus discípulos. Isto nos dá uma ideia de como Jesus e seus discípulos tinham suas necessidades satisfeitas. João 13:29 revela que Jesus e os discípulos tinham um fundo comunitário (uma bolsa) com que compravam comida e davam aos pobres, e que Judas Iscariotes era o tesoureiro. Essa passagem fala da origem deste fundo. Pessoas como as mulheres listadas aqui davam dinheiro a Jesus e aos discípulos por gratidão pelo que Jesus tinha feito a elas. Chamamos isso de gratidão demonstrada. Gratidão demonstrada com atitudes. Como você tem demonstrado sua gratidão pelos benéficos que Ele tem feito por você? Há algum bem maior que a Salvação? Creio que não!

CONCLUSÃO

Não há como negar: Jesus valorizou a mulher como homem algum jamais o fez. Ela deixou de ser objeto para ser sujeito. Lucas nos mostra que as mulheres tiveram uma participação expressiva na implantação do Reino de Deus. Na igreja primitiva, o ministério das mulheres foi amplamente fortalecido. Elas eram dedicadas à obra de Deus e exerciam seus ministérios com o apoio das lideranças da época. A relação é extensa e inclui, entre outras, Febe (Rm 16:1-2), Lóide e Eunice(2Tm 1:5), Maria, mãe de João Marcos (At 12:12); Priscila que juntamente com o esposo, Áquila, passou a doutrina para várias outras pessoas, inclusive para um intelectual e culto homem de Alexandria chamado Apolo (At 18:26); Lídia (Atos 16), a primeira pessoa convertida na Europa. A sua casa foi o primeiro local de reuniões das igrejas na Europa. Todas essas mulheres atuavam nas áreas de ensino, na evangelização, intercessão e contribuição financeira, com amor e dedicação. São exemplos que ficam para sempre e nos quais podemos nos espelhar para servir a Deus.

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Luciano de Paula Lourenço - Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

LIÇÃO 06 – MULHERES QUE AJUDARAM JESUS - 2° TRIMESTRE 2015(IEAD-PE)

INTRODUÇÃO
Como vimos na primeira lição, uma das características especiais do evangelho segundo Lucas é colocar em
evidência, o valor das pessoas, que na ótica da sociedade judaica do primeiro século, não tinham. O registro lucano
destaca de forma muito especial à presença ativa das mulheres no ministério público de Jesus Cristo, bem como, o
tratamento que estas receberam do Mestre. Nesta lição, veremos a definição de alguns conceitos, descreveremos uma
breve narrativa de como viviam as mulheres em sociedade nos dias de Jesus; pontuaremos o olhar inusitado que Cristo
deu a estas mulheres, e, por fim, exemplificaremos a participação de algumas mulheres que ajudaram e ainda ajudam a
Obra de Cristo.
I – DEFINIÇÕES DE ALGUNS CONCEITOS
O verbo “ajudar”, do latim “ adjutare” significa obviamente dar ajuda a; ou seja, prestar um f avor a alguém
(FERREIRA, 2004, p. 80 – grifo e acréscimo nosso). Logo, podemos afirmar que prestar um favor é fazer um s erviço
a outrem. O substantivo “serviço” do hebraico “ abodah” e do grego “ diakonia” significa exatamente isto, “serviço”,
isto é, a prestação de um “trabalho” quer seja de ordem secular, religioso ou espiritual (CHAMPLIN, 2004, p. 176 –
acréscimo nosso).
1.1. A composição do grupo de discípulos de Cristo (Lc 6.17; 8.13).
O grupo de discípulos de Jesus tinha em sua
composição geral, homens e mulheres, algo jamais visto na sociedade judaica. Na maioria dos casos, quando o
substantivo "discipulo" é empregado no texto sagrado, o texto está fazendo referência ao grupo de seguidores de Jesus
sem especificação de gênero no grupo, aludindo tanto a homens quanto a mulheres. Contudo, quando o texto sagrado
quer fazer menção ao grupo seleto dos apóstolos, o substantivo "mulher" é destacado no texto (Lc 8.13)
(GONÇALVES, 2015, pp. 75,76 – acréscimo nosso).
1.2. Mulheres seguidoras de Jesus. Na lição anterior, vimos que o discípulo a luz dos Atos dos Apóstolos referese
aqueles que creem em Jesus e confessam o seu nome. Normalmente os mestres do judaísmo não tinham mulheres entre
seus discípulos, mas Lucas descreve que a missão do Filho do Homem não se limitou aos excluídos economicamente,
mas também aos excluídos socialmente, como as mulheres. As mulheres também seguiam de cidade em cidade a Jesus
e aos seus apóstolos, cooperando com a expansão da pregação do Reino de Deus (Lc 8.13;
Jo 4.2829).
II – A MULHER NOS DIAS DE JESUS
A sociedade nos dia de Jesus tratava as mulheres como “objetos”, seres inferiores aos homens. O escritor judeu
Filo de Alexandria, contemporâneo de Jesus, e o escritor e historiador J. Jeremias resume o pensamento social que se
tinha sobre as mulheres no judaísmo do primeiro século. Abaixo destacamos alguns pontos importantes.
2.1. A mulher era proibida de frequentar os mesmos lugares que os homens frequentavam. “ Praças, reuniões do
conselho, tribunais, associações, ajuntamentos de grandes massas e o relacionamento cotidiano a céu aberto, por meio
da palavra e da ação, na guerra e na paz, são apropriados apenas aos homens” (STEGEMANN, W. &. STEGEMANN,
2004, apud, GONÇALVES, 2015, p. 76).
2.2. O lugar que cabia às mulheres. “As mulheres deveriam cuidar do lar e permanecer em casa; mais exatamente, as
virgens devem (ficar) nos aposentos mais retirados e encarar as portas de acesso como seu limite; as mulheres casadas,
por sua vez, as portas da casa. A mulher, portanto, não devia se preocupar com qualquer coisa que vá além das
obrigações da economia doméstica” (STEGEMANN, W. &. STEGEMANN, 2004, apud, GONÇALVES, 2015, p. 76).
2.3. A mulher fora da sua casa. “As mulheres não podiam sair de casa sem terem seus rostos cobertos por uma
espécie de burca (Roupa feminina que caracterizava a vestimenta das mulheres orientais, que reveste e oculta todo o
corpo, até mesmo os cabelos, e possui uma tela à altura dos olhos, por entre a qual se pode ver) (DICIONÁRIO
HOUAISS ON LINE). Dessa forma não era possível nem mesmo reconhecer seu rosto. A mulher que saía de casa sem
ter a cabeça coberta, que dizer, sem o véu que ocultava o rosto, faltava de tal modo aos bons costumes que o marido
tinha o direito, até mais, tinha o dever de despedila
sem ser obrigado a pagar a quantia que, no caso de divórcio,
pertencia à esposa, em virtude do contrato matrimonial” (JEREMIAS, apud, GONÇALVES, 2015, p. 77).
2.4. As regras do decoro. “Dentro da cultura judaica, tais regras, proibiam o homem encontrarse
sozinho com uma
mulher, olhar para uma mulher casada, e até mesmo cumprimentála.
Seria vergonhoso para um aluno de escriba falar
com uma mulher na rua. Aquela que conversasse com alguém ou ficasse do lado de fora de sua casa podia ser
repudiada” (JEREMIAS, apud, GONÇALVES, 2015, p. 77 – acréscimo nosso).
III – JESUS VALORIZOU A PESSOA DA MULHER
Jesus estabelece notoriamente o valor da pessoa da mulher. O inusitado aconteceu na sociedade judaica, a
mulher que ao longo dos anos era vista como uma “coisa” passou a ser vista por intermédio de Cristo como uma pessoa
(1 Co 11.8,9,11,12), que podia fazer parte dos seus discípulos, “cooperando no seu ministério” . Analisemos abaixo:
3.1. A perspectiva do Novo Testamento. O próprio evangelista Mateus, sendo judeu, escrevendo para os próprios
judeus, ao narrar a genealogia de Jesus, deu importância a figura da mulher descrevendo a presença de cinco delas, a
saber: Tamar, Raabe, Rute, Maria e a que fora mulher de Urias (Mt 1.3,5,16), o que não era costume nesses registros.
3.2. Mulheres citadas no texto de Lucas (Lc 8.13).
N ão era comum que mulheres fizessem parte do grupo de
discípulos, mas Jesus quebrou este pensamento. ( 1) Maria Madalena (Lc 8.2). S eu nome provavelmente deriva da
cidade de Magdala, na Galileia. Alguns acreditam que ela é a mulher descrita em (Lc 7.3750),
mas parece altamente
improvável que Lucas a apresente aqui, pelo nome e pela primeira vez, se ela fosse a personagem principal do relato
que acabou de concluir. Do mesmo modo, embora esteja claro que ela sofrera nas mãos de “demônios”, não há
qualquer razão para se pensar que fora prostituta. (2) Joana (Lc 8.3). E ssa mulher também é mencionada em (Lc
24.10), mas em nenhum outro lugar da Escritura. É possível que ela tenha sido a fonte de alguns detalhes que Lucas
conta sobre Herodes (Lc 23.8,12). ( 3) Suzana (Lc 8.3). F ora essa referência, ela não é mencionada em nenhum lugar
da Escritura. Ela provavelmente foi alguém que Lucas conhecia pessoalmente (MACARTHUR, 2010, p. 1336).
3.3. As mulheres e a “ diakonia” . Estas mulheres serviram a Cristo e aos seus apóstolos, exercendo a “d iakonia” , a
prestação de um serviço, quando contribuíam com os seus recursos próprios o sustento ministerial de Jesus e seus
apóstolos e, não como “diaconisa” no sentido ministerial, pois, nenhum dom ministerial, inclusive o de diácono foi
exercido por mulheres, como mostra o texto de (At 6.3) “Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens (varões)...”
3.4. Muitas outras mulheres (Lc 8.3). M ulheres anônimas, que juntamente com as citadas acima, serviram a Jesus
com os seus recursos próprios, participando ativamente das três fases do ministério público de Jesus. a ) Iniciando na
Galileia “ ... e muitas outras (mulheres) que o serviam com suas fazendas” (Lc 8.3), b ) concluindo no seu
sepultamento “ ... e as mulheres que juntamente o haviam seguido desde a Galileia...” ( Lc 23.49,55), e c)
continuando após a sua ascensão “ ... e perseveravam unanimemente em oração e súplica com as mulheres...” (At
1.14).
IV – MULHERES QUE EXERCERAM A “DIAKONIA”
Na tabela abaixo, exemplificamos algumas mulheres que dedicaram suas vidas e seus recursos ao evangelho.
MULHERES REFERÊNCIAS DESCRIÇÃO
Febe Rm 16.1,2 “... nossa irmã, a qual serve na igreja que está em Cencréia... tem hospedado a muito...”.
Priscila Rm16.3,4 “... Saudai a Priscila... meus cooperadores ... pela minha vida expuseram sua cabeça...”.
Maria Rm 16.6 “Saudai a Maria, que trabalhou muito por nós”.
Trifena Rm 16.12 “Saudai a Trifena... as quais trabalham no SENHOR...”
Trifosa Rm 16.12 “...Trifosa, as quais trabalham no SENHOR...”.
Pérside Rm 6.12 “Saudai a amada Pérside, a qual muito trabalhou no Senhor”.
A mãe de Rufo Rm 16.13 O sentimento do apóstolo Paulo para com ela era de filho para com uma mãe.
Júlia Rm 16.15 Júlia é citada em um grupo que Paulo os chamou de Santos .
Evódia e Síntique Ef 4.23
“... mulheres que trabalharam comigo no evangelho”.
Loide e Eunice At 16.1; 2 Tm 1.5 “... uma judia que era crente ... uma fé não fingida ”.
CONCLUSÃO
Como vimos, nos dias de Jesus, o judaísmo não permitia que as mulheres participassem ativamente da vida
pública. O registro Lucano eleva o olhar de Cristo para a pessoa da mulher e que aos olhos dEle a mulher de fato é
coigual
ao homem. O ponto central desta lição não é falar da superioridade ou da inferioridade de ambos, mas
apresentar o papel que cada um deve ocupar na família, na sociedade e, em especial na igreja. Hoje, muitas
santas mulheres (1 Pd 3.5) auxiliam o anjo da igreja como professoras, coordenadoras e secretárias das EBD's;
dirigentes de círculo de oração adulto e infantil; dirigentes de união de adolescentes, de campanha evangelizadora, do
PROATI e, muitas outras continuam a servir o Reino com seus recursos próprios e suas vidas cooperando na grande
Obra de Deus.

LIÇÃO 06 – MULHERES QUE AJUDARAM JESUS - 2° TRIMESTRE 2015(Francisco Barbosa)

INTRODUÇÃO
Ao longo dos séculos, em muitos lugares, as mulheres foram tratadas como objetos e estiveram à margem da sociedade. As mulheres ainda são, em algumas culturas, consideradas seres inferiores e por isso são discriminadas. Na cultura oriental, a qual pertenceu Jesus de Nazaré, era assim também que se enxergava as mulheres. 
Um dos fatos que fica logo patente no Evangelho de Lucas é o tratamento que Jesus dispensou às mulheres. Essas mulheres esquecidas, discriminadas e maltratadas encontraram no Mestre a manifestação do amor de Deus. A forma que elas encontraram para retribuir foi segui-lo e servi-lo com seus bens. Um exemplo a todos aqueles que querem também agradar a Deus. [Comentário: Na época de Jesus a mulher não era mais do que uma propriedade do seu marido. Este possuía servos, propriedades e a mulher. Ela era considerada pecadora e mentirosa por natureza. Seu testemunho em um julgamento era considerado de pouco valor. Ela devia ao esposo total lealdade, mas, por princípio, era considerada como naturalmente infiel, desvirtuada e falsa. Por esta razão, sua palavra diante de um juiz não tinha praticamente valor algum. Embora ela fosse obrigada a ser fiel ao matrimônio, o marido não tinha os mesmos deveres matrimoniais. Além de tudo, ele podia rejeitá-la por qualquer motivo, mesmo que, legalmente, não pudesse negociá-la como qualquer outra propriedade. Dificilmente a esposa poderia, por iniciativa própria, se desligar do casamento. Uma mulher envolta em laços conjugais não podia jamais ser contemplada por outro homem, ou por ele ser abordada, mesmo que fosse para uma simples saudação. No interior da sociedade judaica, ela ocupava uma posição bem inferior à do homem. Até na esfera espiritual a mulher era considerada desigual, e para ela estava reservado um local à parte no templo, assim como era obrigada a caminhar, na rua, distante dos homens. Legalmente ela era proibida de tudo e estava constantemente submetida a todas as punições civis e penais imagináveis, sujeita até mesmo à pena capital. Também nos momentos das refeições a mulher era isolada, pois ela não podia se alimentar ao lado dos homens. Assim, ela permanecia em pé, pronta para ajudar o marido a qualquer instante. Normalmente as mulheres viviam reclusas em suas residências e as janelas, quase sempre, eram construídas com grades para que elas não pudessem ter seus rostos vislumbrados pelos passantes nas ruas. Se um homem tentasse se dirigir a uma mulher, cometia um pecado muito sério. Por esta breve visão já é possível perceber o quanto Jesus, em sua época, revolucionou o tratamento oferecido pelos homens às mulheres. Um dos episódios mais chocantes do Evangelho é justamente aquele no qual Ele se dirige à mulher samaritana. Este povo era aguerrido adversário dos hebreus, desde a cisão entre as tribos de Israel. Assim, ao se revelar claramente como o Messias para alguém desta comunidade, especialmente a uma mulher, Ele deixou tanto samaritanos quanto judeus perplexos. Além disso, Jesus mantinha, entre seus discípulos e seguidores, diversas mulheres, entre elas, Maria Madalena, vista com preconceito pelos judeus, que a consideravam uma traidora de seus princípios, como uma prostituta. Não bastando isso, Ele curava indistintamente homens e mulheres, e procurava integrar socialmente aquelas que tinham sido excluídas. Ele até mesmo perdoou a mulher adúltera, a qual os judeus costumavam apedrejar até a morte. E foi justamente uma mulher que testemunhou sua Ressurreição, embora até os discípulos mais fiéis de Jesus encarassem suas palavras, inicialmente, com desvelado ceticismo. Na época, mesmo a mulher não sendo infiel ao esposo, se este fosse dominado pelo espírito do ciúme, como está descrito na lei mosaica, sob o título de ‘A Oferta do Ciúme’, ele poderia levá-la diante do sacerdote, mesmo sem nenhum testemunho ou flagrante, e realizaria então esta oferta ritual. Desta forma, ela ficaria para sempre marcada e amaldiçoada diante da sociedade judaica. http://www.infoescola.com/sociedade/a-mulher-em-israel-na-epoca-de-jesus/]. Vamos pensar maduramente sobre a fé cristã?


I - JESUS, O JUDAÍSMO E AS MULHERES 
1. A presença feminina no ministério de Jesus. O Novo Testamento dá amplo destaque à presença feminina no ministério de Jesus. O terceiro Evangelho põe essa realidade em relevo. A lista é extensa: Maria, mãe de Jesus; Isabel, mãe de João, o Batista; Ana, a profetisa; a viúva de Naim; a pecadora na casa de Simão; Marta e Maria de Betânia; Maria Madalena; a sogra de Pedro; a mulher do fluxo de sangue; a mulher encurvada; Joana, a mulher de Cuza, e Suzana. Algumas dessas mulheres foram curadas, outras libertas de demônios e ainda outras tornaram-se seguidoras de Jesus juntamente com os Doze. [Comentário: As mulheres não só participaram, como protagonizaram boa parte dos momentos cruciais da vida de Cristo. Da concepção à crucificação, enquanto homens traíam ou fingiam não conhecer o Messias, elas não se acovardaram diante das dificuldades. Encontramos Maria a mãe de Jesus e as outras mulheres, as discípulas que permaneceram com Jesus ao pé da Cruz. Jesus interfere na ordem da sociedade patriarcal, desperta a potencialidade da mulher, a chama para serem também suas discípulas e isto aconteceu. Jesus tem outra visão sobre a mulher do seu tempo. Ele altera o relacionamento homem - mulher. Numa sociedade que dava privilégios ao homem Ele procura tirar estes privilégios. Um exemplo podemos citar em Mt 19,7-12, que trata a questão do divórcio. Jesus apresenta outra atitude em relação ao Homem e Mulher, para ele deve existir igualdade entre ambos, nem mais e nem menos. Nos evangelhos encontramos muitas mulheres que seguiam Jesus desde a Galiléia, e tornaram-se suas discípulas (Mc 15,41; Lc 8,1-13; Lc 8,43-49). Para Jesus não havia distinção no revelar os seus segredos, ele falava tanto para os homens e mulheres que o seguiam e aceitavam a sua proposta. 1.1. - Maria de Nazaré, Mãe de Jesus. Nenhum outro ser foi mais íntimo de Jesus na terra do que sua mãe, Maria. Todos os Evangelhos e o Livro de Atos falam sobre ela como uma mulher preparada de modo especial para participar da vida de seu Filho na terra. Maria não foi apenas a mulher que Deus escolheu, por sua soberana vontade, para dar à luz o Cristo Menino, mas foi também uma humilde e devotada seguidora do Messias.
1.2. - Isabel, mãe de João Batista é descrita por Lucas como uma mulher íntegra e obediente (Lc 1.6). Sendo filha e esposa de sacerdote (v.5) ela vivia uma vida justa, muito embora carregasse uma tristeza secreta por não ter filhos. Isabel foi a primeira pessoa a reconhecer que Maria de Nazaré era a mãe do Messias. Isabel se destaca como mentora extraordinária por sua interação com a jovem Maria. Isabel podia ter enfrentado a velhice com sentimento de fracasso e fé esmorecida, mas seu espírito vibrante faz com que nos lembremos que Deus zela por todas as mulheres com cuidado e amor. Isabel confiou em Deus, e ele a recompensou, Isabel se mostrou disponível para aconselhar Maria liberalmente e, com certeza, instruiu seu filho nos caminhos do Senhor por meio de seu exemplo de fé.
1.3. - Ana, a profetisa; tinha 84 anos e era viúva havia muitos anos. Ana fazia parte do corpo de obreiros que residia no templo de Jerusalém e se dedicava continuamente ao serviço. O texto não indica por que ela é chamada de “profetisa”. Seu marido, cujo nome não é mencionado, pode ter sido profeta, ou talvez ela mesma tenha se dedicado a louvar e a dar testemunho ou até mesmo a prever acontecimentos futuros sob a inspiração divina. Ana era uma mulher por meio de quem Deus falava. O modo como Lucas descreve Ana ajuda o leitor a compreender o respeito e a veneração que ela inspirava. Uma vida inteira de orações e jejuns tornou suas observações dignas de serem registradas. Ela, reconhecida profetiza, confirmou o dom divino da redenção, e suas palavras alcançavam a todos os que esperavam a salvação (Lc 2. 38). Ana é modelo para nós, pois devemos viver como Ana viveu “no presente século” sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” (Tt 2, 12, 13).
1.4. -    A Viúva de Naim: - Essa mulher, cujo nome não é mencionado, aparece unicamente no Evangelho de Lucas, numa das muitas referências bíblicas às viúvas. – Nenhuma família acompanhou a mulher solitária, que estava enterrado seu único filho. Enquanto a multidão observava, Jesus aproximou-se do esquife, ignorando as formalidades e a cerimônia e até se contaminando no contato com um corpo morto.
1.5. - Joana: - Nome que significa “Presente de Javé”, era mulher de Cuza, procurador de Herodes Antipas. Sem dúvida, ele dava a Joana bela casa e todos os luxos daquela época. A vida era difícil para as mulheres que serviam a Jesus e seus discípulos, mas Joana juntou-se a elas, ofertando, altruisticamente, não apenas o seu tempo e energia, mas também os recursos de que podia dispor para apoiar a obra do Senhor. Joana foi para o túmulo de Jesus na manhã de domingo, após a crucificação. Ela é citada como uma das mulheres que anunciaram a ressurreição de Jesus aos doze discípulos.
1.6. - Suzana – Suzana “lírio”, e ela foi uma das muitas mulheres que acompanharam Jesus em seu ministério, de cidade em cidade, assim como Maria Madalena e Joana, Suzana foi curada por Jesus de uma enfermidade debilitante ou de possessão demoníaca. Depois disso, tornou-se líder entre as mulheres que serviam e davam apoio financeiro a Jesus e seus discípulos. Jesus amava e respeitava esse grupo de mulheres dedicadas. Ele as valorizava e, obviamente, apreciava sua dedicação generosa e desinteressada.  As atitudes de Jesus em relação às mulheres expressavam, frequentemente, sua satisfação pelas habilidades que Deus lhes deu. Além disso, ele ensinava às mulheres da mesma forma que aos homens. Lucas registra as palavras de dois homens que falaram com as mulheres no túmulo vazio, lembrando-lhes as palavras que Jesus tinha dito a respeito de sua crucificação e ressurreição, quando ainda estavam na Galiléia.  (Lc 24. 8). Jesus queria que as mulheres estivessem envolvidas na obra de Deus e, durante o breve período de seu ministério, lançou o firme fundamento sobre o qual as mulheres têm edificado fielmente nos últimos dois milênios.
1.7. – Marta – Jesus visitava, com frequência, a casa de Marta. Aparentemente, ela era solteira, não se sabe se por escolha própria ou não, e morava com os irmãos Maria e Lázaro.  O comentário de João mostra que Jesus tinha profundos laços de amizade com essa família de Betânia (Jo 11. 5).
1.8. -  Maria de Betânia – Maria, de Betânia, é um modelo para todos os discípulos dedicados a Cristo. Aparentemente, ela era solteira e vivia com sua irmã, Marta, e seu irmão, Lázaro. A casa deles era um lugar onde Jesus descansava entre amigos, os quais, talvez, fossem da mesma faixa etária que ele. Maria, mais do que qualquer outra personagem do Novo Testamento, é associada com o sentar-se aos pés de Jesus, um testemunho de sua fome de ouvir e compreender as verdades espirituais (Lc 10. 39; Jo 11. 32; 12. 3). Ela, porém, não se limitou a apenas ouvir os ensinamentos de Jesus, mas também o servir, ungindo-o com óleo precioso para demonstrar que seu desejo não era apenas obter, mas também atender necessidades práticas.
1.9.  – Maria Madalena. -  Maria vivia em Magdala, importante centro agrícola, pesqueiro e comercial, localizada ao sul da planície de Genesaré, nas praias do mar da Galiléia. Sofrendo de possessão demoníaca, Maria encontrou Jesus face a face, e isso mudou a vida dela. Jesus expeliu os sete espíritos demoníacos que controlavam e perturbavam a vida de Maria Madalena. (Mc 16. 9). Após a cura, Maria se tornou uma devotada seguidora de Cristo. De fidelidade inabalável, ela foi contada entre o pequeno grupo de mulheres que servia a Jesus e a seus discípulos com seus próprios recursos, enquanto eles pregavam e ministravam às multidões. Maria tornou-se importante líder entre as mulheres que ministravam. As Escrituras mencionam o seu nome 14 vezes. Ela se mostrou uma seguidora que dedicou seu tempo, energia e recursos financeiros à obra do Senhor, seguindo-o, fielmente, durante todo o seu ministério. Maria permaneceu ao lado de Jesus até o momento da cruz e assistiu à sua morte dolorosa. Maria permaneceu fiel a Jesus muito depois dos outros já terem perdido a esperança. De madrugada, depois de terminado o sábado dos judeus, ela saiu furtivamente, encoberta pela escuridão, antes do nascer do sol, e foi até o sepulcro. Em seus braços, carregava as especiarias para preparar o corpo do Senhor para o sepultamento. A fidelidade de Maria foi plenamente recompensada pelo Senhor, pois, ao chegar ao sepulcro, a pesada pedra que selara a entrada quadrada de um metro de lado havia sido removida. Maria descobriu, horrorizada, que o túmulo estava vazio, mas sua dor transformou-se em alegria quando ela se viu novamente face a face com jesus: O Senhor ressurreto. Em sua inimaginável graça, Deus escolheu uma mulher fiel, Maria de Magdala, para proclamar aos discípulos e ao mundo as gloriosas notícias transformadoras de que Jesus Cristo havia ressuscitado.  Maria Madalena personifica as muitas mulheres por quem Cristo demonstrou sua profunda misericórdia e seu perdão.
1.10. – A Sogra de Pedro – Todos os Evangelhos Sinóticos incluem o registro da história da cura da sogra de Pedro por Jesus. O significo dessa história é duplo: primeiro, a restauração imediata da saúde; segundo, sua natureza simbólica. Mateus usa esse acontecimento para enfatizar a soberania de Cristo; Marcos para ilustrar seu espírito de servo; Lucas para demonstrar sua compaixão humana. A cura também chamou a atenção para a piedade de Jesus por sua própria raça. Ele demonstrou seu poder a uma mãe judia, símbolo de seu profundo desejo de que sua própria nação reafirmasse sua aliança com Deus. É mais um toque do indescritível amor de Deus. A mulher retribuiu com seu serviço a Jesus, um exemplo clássico para toda mulher que se sente tocada por ele.
O Evangelista Lucas diz: “e muitas outras, as quais lhe prestavam assistência com os seus bens”. Lc 8. 3b).].
2. Jesus valorizou as mulheres. Causa admiração quando fazemos um contraste entre o tratamento dado às mulheres no Novo Testamento e aquele que era praticado no judaísmo do tempo de Jesus. No judaísmo do primeiro século, a mulher não participava da vida pública. Nem mesmo lhe era permitido aparecer em público descoberta, sendo dessa forma impossível ver a sua fisionomia. Não tinha voz nem rosto. A mulher era, portanto, tida como objeto, uma coisa que poderia ser usada e descartada. Ao contrário de tudo isso, Jesus não tratou as mulheres como coisa ou objeto. Ele as tratou como gente! Jesus mostrou que a mulher era um ser especial para Deus e fez com que elas se sentissem assim. Não são poucas as passagens do Novo Testamento que dão destaque às mulheres, e o Evangelho de Lucas não foge a essa regra (Lc 1.13,42; 7.48; 8.2,43; 13.12; 16.18; 23.27). [Comentário: É importante observar que, enquanto Sócrates, Aristóteles, Demóstenes, os rabinos e os homens da comunidade de Qumran tinham as mulheres em baixa estima, Jesus, em harmonia com o ensino do Antigo Testamento, lhes designava um lugar de elevada honra. Além disso, é especialmente no Evangelho de Lucas que se enfatiza a ternura e a profunda consideração de Jesus pelas mulheres. A primeira a ser mencionada aqui entre as mulheres é Maria chamada Madalena', ou seja, Maria de Magdala (que significa A Torre), localizada na costa ocidental do Mar da Galiléia e ao sul de Cafarnaum. Ela aparece de forma destacada nos quatro relatos da Paixão. Ela foi uma das mulheres que mais tarde: (a) presenciaram a crucificação (Mt 27.55, 56; Me 15.40; Jo 19.25); (b) viram onde o corpo de Jesus foi colocado (Mt 27.61; Me 15.47; Lc 23.55); e (c) saíram no raiar do domingo para ungir o corpo do Senhor (Mt 28.1; Me 16.1; Lc 24.10). Além disso, ela iria ser a primeira pessoa a quem o Cristo Redivivo apareceria (Jó 20.1-18; veja também o disputado final de Marcos, 16.9). Um comportamento físico ou mental, estranho ou lamentável, com frequência se associa à possessão demoníaca, podendo também ser caso de prostituição, lesbianismo, homossexualismo ou adultério. (Lc 4.33, 34; 8.27-29; 9.37-43. Quanto a Joana, esposa de Cuza, o mordomo da casa de Herodes, ela estava também entre as mulheres que iriam ouvir as boas-novas: “Ele não está aqui, mas ressuscitou” (Lc 24.6, 10). A importância da referência que Lucas faz a ela já realçada. Lucas foi o único a fazer referência a ela (8.3; 24.10). Acerca de Susana, mencionada somente aqui em Lucas 8.3, nada mais se sabe. Entretanto, seu nome jamais deveria ser esquecido. Seus atos de bondade para com o Senhor e seus discípulos eram puros e fragrantes, que por conseguinte nos lembra um belo “lírio” (que é o significado de seu nome). Alegra-nos ler que além das três mulheres já mencionadas havia “muitas outras”. O que temos aqui, pois, é uma verdadeira Sociedade que as mulheres nunca adotaram uma atitude contrária a Jesus ou a sua causa carece de cuidadosa delimitação. Não obstante, é um fato que, salvo algumas poucas exceções, as moças e senhoras mencionadas no Novo Testamento estavam lado a lado com o Senhor. Em linhas gerais, é verdade que, embora Pedro negasse a Cristo, Judas o traísse, Herodes o desdenhasse e Pilatos o condenasse, as mulheres o honraram e ministraram às necessidades dele e de seus discípulos. Na extensão em que fizeram isso, as consoladoras palavras de Mateus 25.34-40 podem ser-lhes aplicadas com toda propriedade. "Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver. Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes". Mateus 25:35-40 William Hendriksen - Comentário do Novo Testamento - Volume 1 - Lucas - Editora Cultura Cristã.].

PONTO CENTRAL
As mulheres desempenharam um papel relevante no ministério terreno de Jesus.

SÍNTESE DO TÓPICO I
No judaísmo as mulheres não eram valorizadas, mas Jesus veio restaurar sua condição social.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"A participação das mulheres na excursão missionária revela como era o ministério revolucionário de Jesus. Nos seus dias os rabinhos se recusavam ensinar as mulheres e lhes atribuía um lugar inferior. Por exemplo, só os homens tinham permissão de participar plenamente nos cultos da sinagoga. Mas Jesus trata as mulheres como pessoas e lhes dá as boas-vindas na comunhão. Elas têm acesso igual à graça e salvação, e muitas mulheres se tornam suas seguidoras. Entre elas estão as mulheres com recursos financeiros, que auxiliam Jesus dando de suas possessões para sustentar a Ele e seus discípulos" (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol 1. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, p.363).
CONHEÇA MAIS
*As mulheres no judaísmo
"Na sociedade hebraica, a mulher comum tinha uma posição secundária e era legalmente considerada parte da propriedade de um homem (Gn 31.14,15). Normalmente, as filhas não recebiam nenhuma herança quando seu pai morria (cf. Nm 27. 1-8).
" Para conhecer mais leia Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, p. 1313. 

II – MULHERES COM DISPOSIÇÃO PARA OBEDECER
1. Maria, a mãe do Salvador. A doutrina católica acerca da pessoa de Maria se fundamenta na tradição e não conta com apoio bíblico. Não é fundamentada nos Evangelhos, mas na tradição apócrifa que começou a circular por volta do segundo século de nossa era. Crenças como a perpétua virgindade de Maria, imaculada conceição e sua ascensão não fazem parte do cânon neotestamentário. Esse é um lado da história. O outro é a rejeição à pessoa de Maria que prevalece entre muitos protestantes por conta do anticatolicismo. O que a Escritura mostra de fato é que Maria foi uma pessoa agraciada por Deus para fazer parte diretamente do Plano da Salvação. A sua disposição em aceitar e crer no plano de Deus está demonstrada em suas palavras: "Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra [...]" (Lc 1.38). [Comentário: Maria, a mãe de Jesus, era uma mulher que foi descrita por Deus como “agraciada”. A palavra “agraciada” vem do grego, e significa, essencialmente, “muita graça”. Maria recebeu a Graça de Deus. Graça é “favor imerecido”, que significa que é algo que recebemos apesar do fato de que não o merecemos. Maria precisava de graça de Deus, assim como o resto de nós precisa. Maria compreendeu este fato, como declara em Lucas 1:47, “E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador.” Maria reconheceu que precisava ser salva, que ela precisava de Deus como seu Salvador. A Bíblia nunca diz que Maria foi qualquer coisa além de uma mulher comum que Deus escolheu para usar de uma forma extraordinária. Sim, Maria era uma mulher correta e favorecida (agraciada) por Deus (Lucas 1:27-28). Ao mesmo tempo, Maria era também um ser humano pecador como todos os outros, que necessitava de Jesus Cristo como seu Salvador, como todas as outras pessoas (Eclesiastes 7:20; Romanos 3:23; 6:23; I João 1:18). Maria não teve uma “concepção imaculada” – não há qualquer razão bíblica para crer que o nascimento de Maria tenha sido qualquer coisa que não seja um nascimento humano normal. Maria era virgem quando deu à luz Jesus (Lucas 1:34-38), mas a idéia de uma virgindade perpétua de Maria não é bíblica. Mateus 1:25, falando de José, declara: “E não a conheceu ATÉ que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus.” A palavra “até” claramente indica que José e Maria tiveram união sexual após o nascimento de Jesus. José e Maria tiveram vários filhos juntos depois que Jesus nasceu. Jesus tinha quatro meio irmãos: Tiago, José, Simão e Judas (Mateus 13:55). Jesus também tinha meia irmãs, mas não são nomeadas e nem se conhece seu número (Mateus 13:55-56). Deus abençoou e agraciou Maria dando a ela vários filhos, o que naquela cultura era a mais clara indicação de que Deus estava abençoando uma mulher. Uma vez, quando Jesus estava falando, uma mulher na multidão proclamou: “Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste” (Lucas 11:27). Nunca houve melhor oportunidade para Jesus declarar que Maria era verdadeiramente digna de louvor e adoração. Mas qual foi a resposta de Jesus? “Antes bem aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam” (Lucas 11:28). Para Jesus, a obediência à Palavra de Deus era MAIS IMPORTANTE do que ser a mulher que o pôs no mundo. Em nenhum lugar das escrituras Jesus, ou qualquer outra pessoa, dirige qualquer louvor, glória ou adoração a Maria. Isabel, parente de Maria, a louvou em Lucas 1:42-44, mas seu louvor é baseado no fato de que Maria daria à luz Jesus. Não foi baseado em qualquer glória inerente a Maria. Maria estava perto da cruz quando Jesus morreu (João 19:25). Maria estava com os apóstolos no dia do Pentecostes (Atos 1:14). Entretanto, jamais se menciona Maria depois de Atos capítulo 1. Os Apóstolos, em nenhum lugar, dão a Maria papel proeminente. A morte de Maria não é registrada na Bíblia. Nada é dito sobre Maria subindo aos Céus, ou tendo qualquer forma de papel exaltado no Céu. Maria deve ser respeitada como a mãe terrena de Jesus, mas ela não é digna de nossa adoração ou exaltação. A Bíblia, em nenhum lugar, indica que Maria pode ouvir orações, ou que ela possa ser mediadora entre nós e Deus. Jesus é nosso único defensor e mediador no Céu (I Timóteo 2:5). Se fosse oferecida adoração, exaltação ou orações, Maria diria o mesmo que os anjos: “Adora a Deus!” (Apocalipse 19:10; 22:9). A própria Maria dá para nós exemplo, direcionando sua adoração, exaltação e louvor somente a Deus: “Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador; Porque atentou na baixeza de sua serva; Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada, Porque me fez grandes coisas o Poderoso; E santo é seu nome” (Lucas 1:46-49). Leia mais: http://www.gotquestions.org/Portugues/Virgem-Maria.html#ixzz3ZDeCe1kt].
2. Isabel, a mãe do precursor. Isabel, esposa do sacerdote Zacarias, aparece na história bíblica como uma pessoa também agraciada por Deus. Ela foi escolhida para ser a mãe de João Batista, o último profeta da Antiga Aliança (Lc 1.8-24; 16.16). A revelação do nascimento de João foi dada a seu marido Zacarias, que inicialmente não creu. O relato de Lucas, de que Isabel "ficou cheia do Espírito Santo" quando foi visitada por Maria, deixa claro também a sua disposição em crer e aceitar o plano de Deus para ela (Lc 1.41-43). Assim como Maria, Isabel foi uma mulher obediente e sua obediência foi recompensada. [Comentário: A vida de Isabel como esposa era um modelo para as mulheres mais jovens. Ela era submissa ao esposo e realmente era uma “ajudadora”. Cumpria suas tarefas como “dona-de-casa”: preparando a comida nos horários, mantendo a casa limpa e arrumada, as roupas em ordem. E ainda sobrava tempo para ler e meditar na Palavra, orar, adorar com cânticos e se ocupar de alguma atividade social. O nome de Isabel significava “Deus é meu juramento”. E Isabel sempre pensava que o Deus de Israel, o seu Deus, era um Deus de aliança, de compromisso. Para uma mulher em Israel não havia pior maldição do que ser estéril. E, ainda que Zacarias e Isabel não tivessem filhos, sua fé e confiança em Deus não vacilavam. Seu filho deveria ser um nazireu (Lc 1.15). Ele jamais beberia vinho nem bebida forte e seria cheio do Espírito Santo desde o seu nascimento (Lc 1.15 comparar com Nm 6.2). As bebidas alcoólicas não tem lugar na vida de um crente cheio do Espírito Santo. Da mesma maneira que um anjo anunciou a Zacarias o nascimento de João, também o anjo Gabriel visitou Maria para revelar o plano de Deus. Mesmo olhando pela perspectiva humana, o plano parecia impossível, tanto que o anjo lembrou a Maria que para Deus tudo é possível. E, com confiança, Maria se dispôs a ser um instrumento da vontade de Deus. Isabel abençoou a Maria pelo fato de ela ter sido eleita por Deus para ser a mãe do Senhor e porque ela havia crido na revelação que lhe fora dada por Deus. A fé demonstrada por Maria na capacidade de Deus de cumprir Sua promessa é um modelo para os cristãos atuais. As bênçãos na vida de Maria não vieram sem dificuldades, mas ela estava segura de que o Senhor estava com ela (Lc 1.28). Enfrentou as acusações a respeito de sua gravidez, a jornada para Belém, a fuga para o Egito e finalmente a dolorosa morte de seu Filho no Calvário. Passou por todas estas dificuldades, mas não perdeu o senso da presença do Deus que a amava. Ele a susteve, sempre. A visita de Maria a Zacarias e Isabel serviu para confirmar tudo que o anjo lhe falara. Isabel, de fato, estava esperando um filho e suas palavras de bênçãos aumentaram a confiança de Maria em Deus. Ela estava tão cheia de amor e desejosa de adorar a Deus que passou a cantar em louvor (Lc1.46-55). Leia sobre as qualidades de Maria que a prepararam para ser a mãe de Jesus (Lc 1.26-38; 1.39-45; 2.16-19). Em sua vida, Maria demonstrou uma coerente dependência de Deus e completa confiança em Sua direção. As palavras de Simeão (Lc 2.33-35) serviram para lembra-la de que a missão de Jesus em favor da humanidade resultaria em sofrimentos para ela também. Então, seu Filho não lhe traria apenas alegrias, mas também pesares ao cumprir a tarefa para a qual fora chamado. Um estudo da vida de Maria e de Isabel pode nos ajudar a entender que Deus não necessita de homens e mulheres ricos, famosos ou poderosos para cumprir seus planos. O que mais Deus necessita é que estejamos dispostos a dedicar nossa vida a Jesus Cristo.].

SÍNTESE DO TÓPICO II
Isabel e Maria eram mulheres de fé, tementes e obedientes ao Senhor.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Professor, reproduza o quadro abaixo e utilize-o para mostrar as características de Maria, a mãe do Salvador, e Isabel, a mãe de João Batista. Ressalte que não devemos adorar a Maria, porém não podemos deixar de reconhecer seu valor. Dentre milhares de jovens, Maria foi escolhida para fazer parte diretamente do Plano da Salvação.
MARIA
Foi a mãe de Jesus, o Messias.
Foi a única pessoa que esteve com Jesus em seu nascimento e em sua morte. Estava à disposição de Deus.
Conhecia e aplicava as verdades do Antigo Testamento. 
ISABEL
Era conhecida como uma mulher muito espiritual.
Não mostrou dúvida alguma sobre a capacidade que Deus tem de cumprir as suas promessas.
Foi a mãe de João Batista.
Foi a primeira mulher, além de Maria, a ouvir falar sobre a vinda do Salvador.

(Adaptado de Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro, CPAD, pp. 1347,49).

 Jesus teve em seu ministério a ajuda de mulheres abnegadas.

III - MULHERES COM DISPOSIÇÃO PARA SERVIR
1. Mulheres servas. Logo após ser curada por Jesus de uma febre muito alta, a sogra de Pedro se levantou e passou a servi-lo (Lc 4.39). O verbo "servir" é a tradução do vocábulo grego diakoneo. As mulheres aparecem com frequência no Evangelho de Lucas a serviço do Mestre. Maria Madalena se destacou das demais. Ela foi a primeira mulher mencionada em Lucas 8.1-3 e aparece de forma destacada nos Evangelhos de Mateus, Marcos e João. Ela foi uma das mulheres que mais tarde presenciaram a crucificação (Mt 27.55, 56; Mc 15.40; Jo 19.25); viram onde o corpo de Jesus foi colocado (Mt 27.61; Mc 15.47; Lc 23.55); e saíram no raiar do domingo para ungir o corpo do Senhor (Mt 28.1; Mc 16.1; Lc 24.10). Além disso, ela iria ser a primeira pessoa a quem o Cristo ressurreto apareceria (Jo 20.1-18). [Comentário: Jesus criou um movimento novo, rompeu uma série de preconceitos culturais e entre suas inovações está o discipulado feminino. No seu discipulado, eram admitidas mulheres, em igualdade de condições com os homens. Jesus convive com elas, conversa, quer em particular, quer em público, procura escutá-las. elas participam ativamente e são beneficiadas com milagres e curas. Quebra os preconceitos da impureza, deixa-se tocar pela hemorroíssa. Ele mesmo toca o cadáver da filha de Jairo conforme (Mc 5,25-43). Jesus não se esquiva de ser tachado de imoral e escandaloso, pelos fariseus, enquanto desafia os preceitos legais e entra em casa de mulheres sozinhas, como a de Marta e Maria (Lc 10,38-42). Jesus chama as mulheres: no caso do seu discipulado, há um chamado por parte dele, isto é, o mestre toma a iniciativa, costume diferente de outros filósofos e rabinos. Jesus rompe as discriminações e chama os “impuros”, como o publicano Levi, zelotes, como Simeão e mulheres como Maria Madalena, Maria mãe de Tiago e Salomé. As mulheres com gratuidade e prontidão dão resposta e tem presença marcante no discipulado de Jesus. As mulheres seguiam e serviam Jesus, conforme Mc 15,41. O mesmo Evangelista em 14,3-9 diz que uma mulher anônima unge a cabeça de Jesus com perfume de nardo puro (óleo perfumado, muito caro por causa de sua escassez). Essa era uma prática típica dos profetas, quando ungiam os reis: sinal de que as discípulas perceberam, na convivência com Jesus, o seu messianismo. Essa mulher é Maria Madalena que foi a primeira a ser enviada para anunciar a Ressurreição, foi a primeira a ser “ordenada” para o serviço da evangelização. Portanto houve mulheres discípulas e apóstolas que exerceram seus ministérios. Maria Madalena se destacou entre os homens e mulheres que seguiam Jesus rompendo preconceitos, superou barreiras para chegar até Jesus ungindo-lhe os pés. Assim, Jesus aprova esse gesto de amor e confirma “em verdade vos digo que, onde quer que venha a ser proclamado o evangelho, a todo mundo, também o que ela fez será contado em sua memória” (Mc 14,9). Ela que padeceu aos pés da Cruz, foi compensada com a Boa Nova da Ressurreição e a anunciou aos onze e a todos os outros (Lc 24,9).http://www.abiblia.org/ver.php?id=1623&id_autor=66&id_utente=&caso=artigos#.VUf93Y5Viko].
2. Mulheres abnegadas. O Evangelho de Lucas revela que Jesus teve em seu ministério a ajuda de mulheres abnegadas (Lc 7.36-50). O evangelista mostra Jesus sendo ungido por uma mulher tida como pecadora na casa de Simão, um dos fariseus. Essa mulher, visivelmente emocionada, usou o unguento que levou em um vaso de alabastro para ungir Jesus enquanto beijava-lhe os pés. O Evangelho de João mostra um fato semelhante ocorrido com Maria de Betânia, que não deve ser confundido com o relato de Lucas (Jo 12.1-8). No texto de João, é destacado que Maria de Betânia também preferiu derramar  sobre os pés de Jesus o perfume do vaso do que usá-lo em benefício próprio. Esse seu gesto sofreu duras críticas de Judas Iscariotes, que estava de olho nos trezentos denários que esse unguento poderia render. Ela considerou muito mais valioso o perdão que o Salvador lhe deu do que os ganhos que esse perfume poderia lhe trazer.  [Comentário: A mulher pecadora passou por cima de todo e qualquer tipo de convenção quando entrou naquela casa cheia de fariseus e de pessoas que queriam ouvir Jesus. Um fariseu jamais receberia uma pecadora em sua casa mas ela, corajosamente, entrou na casa de Jairo trazendo com ela um vaso de alabastro cheio de ungüento. O vaso de alabastro era produzido com um tipo de pedra frágil, transparente, que pode ser facilmente polida ou esculpida. Era muito usada para substituir o vidro. Os frascos com perfume de alabastro eram selados e descartáveis. Eram quebrados ao abrir e jogados fora quando vazios. Chegando até onde Jesus estava, ela "... começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o ungüento" (Lc 7.38). O que mais perturbou o dono da casa não foi tanto a presença dela mas, principalmente, aquilo que ela fez. Ele, realmente, deixou transparecer revolta, e uma grande perturbação. Não sabemos se por ela está usando em Jesus o ungüento que era tão caro ou porque não achava Jesus digno de ser ungido assim como eram os reis. Jesus, que é Deus, onisciente, com certeza conhecia o coração de Jairo e sabia o porquê da sua revolta].

SÍNTESE DO TÓPICO III
Jesus contou com a ajuda de mulheres que tinham disposição para servi-lo no Reino de Deus.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"'Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana' (Lc 3.3). O Herodes mencionado aqui é Herodes Antipas, governador da Galileia. O registro não diz de que mal Joana foi curada - se era uma possessão demoníaca ou uma enfermidade física. A sua posição mostra que as pessoas proeminentes também eram levadas a Cristo. Supõe-se que nesta época ela fosse viúva. Sobre Suzana não se sabe nada, exceto seu nome.  Apenas três nomes são mencionados - sem dúvida devido à sua importância. Mas houve muitas mais, constituindo uma grande sequência de mulheres que o serviam com suas fazendas. Isto talvez signifique que todas eram mulheres de posses, possivelmente membros da classe alta" (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 6. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.402).

IV - MULHERES COM DISPOSIÇÃO PARA OFERTAR
1. O trabalho rabínico. Lucas registra que Jesus "andava de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do Reino de Deus; e os doze iam com ele" (Lc 8.1). A dedicação de Jesus e seus doze discípulos ao ministério da Palavra era exclusiva. Como se dava, então, a manutenção desse ministério? Jesus orientou seus discípulos quando estivessem em missão a que "ficassem na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem,  pois digno é o obreiro de seu salário. Não andeis de casa em casa" (Lc 10.7).
O trabalhador era digno de seu salário. Um rabino não podia receber pagamento pelo que ensinava, mas a cultura hebraica considerava uma obrigação e um privilégio sustentar um rabino. Há um princípio válido aqui - o obreiro não deve ter valores materiais como a motivação do seu ministério. Por outro lado, aqueles que se beneficiam desse ministério, devem ajudá-lo em sua manutenção. [Comentário: “Digno é o trabalhador do seu salário" (Lucas 10.7) é um dito de Jesus dirigido aos obreiros do evangelho. Os doze apóstolos foram encaminhados à missão em Israel com este ditado (Mateus 10.10)42. Os setenta receberam a mesma recomendação (Lucas 10.7). Paulo citou duas vezes este dito, uma vez fazendo referência à sua pessoa e aos obreiros em geral (1 Coríntios 9.14) e outra vez falando especificamente sobre os bispos da igreja (1 Timóteo 5.18)44. A forma como o ditado aparece em Mateus 10.10 é um pouco diferente da que ocorre no outros textos: "Digno é o trabalhador do seu alimento". O uso do termo "salário" (em Mateus 10.10) ou "alimento" (em Lucas 10.7) não altera o sentido básico do provérbio. O sentido deste provérbio é duplo: o obreiro vai receber o que merece e o obreiro vai merecer o que recebe. Ele vai receber o que merece no sentido de sua segurança pessoal: ele não vai morrer de fome. Ele vai merecer o que recebe no sentido de que não há vergonha nenhuma em ser sustentado: ele é um homem honrado e digno. Ele merece. Assim o Mestre fala aos obreiros de segurança e honra, ligadas ao sustento que recebem por pregar o evangelho. O provérbio de Jesus, "Digno é o trabalhador do seu salário", sugere muita aplicações práticas que já foram notadas acima. Queremos reforçar os seguintes pontos:
1. Honremos aos obreiros que vivem do evangelho. Gálatas 6.6 diz que o aluno deve fazer o seu professor participar das coisas boas que ele tem. Isto quer dizer que o aluno "divide" seus bens com o professor. Não é certo deixar em dificuldades de sustento aqueles que nos instruem no evangelho. O salário (ou melhor: honorário) do obreiro deve servir para honrar aquele que o recebe e não ofendê-lo (1 Timóteo 5.17-18). Por isto Gálatas 6.7-10 adverte para não zombar de Deus pela negligência ao sustento dos professores. Se investimos (semeamos) apenas nas coisas pecaminosas, só havermos de colher corrupção. Deve-se semear para o que é ligado ao Espírito Santo, e então teremos os resultados na vida eterna. Assim, é para fazer o bem a todos, começando com a família da fé, e no contexto, os primeiros a serem atendidos são os professores da Palavra de Deus.
2. Não aceite extremos. Num extremo está o obreiro que não é atendido dignamente pela irmandade. No outro está o mercenário que muda de igreja em igreja, conforme a melhor oferta de emprego. Nenhuma destas situações pode ser permitida. Não há nada errado em ser bem pago pela igreja. De fato, há casos em que isto precisa ocorrer por mandamento (1 Timóteo 5.17-18). O erro é ter isto como método de vocacionar obreiros ou como alvo de carreira ministerial. Por outro lado, sujeitar um obreiro e sua família a uma situação degradante, recebendo o menor salário possível, é zombar de Deus e incorrer em grave perigo espiritual.
3. Não se desculpe. Os obreiros não devem ceder à pressão social que qualifica seu trabalho como desnecessário ou indigno. Quem acha que o obreiro esforçado e trabalhador é um homem que ganha sem fazer nada, provavelmente teria feito o mesmo juízo de Jesus, se tivesse convivido com ele. "Digno é o trabalhador do seu salário/alimento".
4. Um apelo à fé. Pregar o evangelho é o trabalho mais importante do mundo. A igreja tem o privilégio de mostrar sua fé no valor do evangelho sustentando financeiramente aqueles que ela mesma reconhece como vocacionados por Deus para realizar esta tarefa. O obreiro também deve mostrar sua fé, confiando que Deus vai assegurar-lhe o necessário, de um modo ou de outro, para que ele continue a pregar a Palavra de Deus.http://www.hermeneutica.com/estudos/digno.html].
2. Apoio feminino. Na cultura judaica do tempo de Jesus, a participação das mulheres na vida pública era bem limitada. As mulheres, por exemplo, não podiam estudar e não podiam ensinar. Mas nem por isso deixaram de participar do ministério do Mestre. Lucas diz que elas serviam  o Senhor com suas fazendas, isto é, com seus bens (Lc 8.3). Enquanto Jesus e seus doze apóstolos se dedicavam ao ministério da Palavra, essas mulheres lhes davam suporte financeiro e material. Por trás de grandes ministérios, sempre há alguém dando suporte, seja financeiro, seja, espiritual. Não podemos negar que atualmente as mulheres têm desempenhado um papel importante na obra do Senhor. Muitas têm se dedicado à oração, ao serviço social, à contribuição, à obra missionária, etc. Grande parte da obra missionária é feita por mulheres. São milhares de servas que dedicam suas vidas à seara do Senhor. O serviço de Deus é para todos que amam ao Senhor, independentemente de gênero [Comentário: A mulher judaica trabalhava duramente em casa e no campo. Plantava, colhia, moía o trigo, a cevada e outros cereais. Preparava o pão, cozinhava, buscava água nas fontes e poços. Fiava e tecia o linho e a lã para fazer as roupas. Cuidava da família e educava os filhos. Lucas fez algo que os outros não tiveram cuidado em fazer: ouviu as mulheres. O que elas disseram e perceberam foi igualmente importante para o registro fiel da história de Jesus. Ele registra o nome das mantenedoras do ministério itinerante de Jesus (8.1-3). Lucas enfatiza o lugar das mulheres piedosas no ministério de Jesus, chamado especial atenção ao apoio financeiro. Maria Madalena se tornou uma mulher profundamente agradecida ao Senhor! Sua vida foi restaurada e ela, agora, desejava servi-Lo para sempre. Lucas registra que as mulheres que serviam a Jesus com seus bens tinham uma característica em comum: elas haviam sido curadas de enfermidades de libertas de espíritos malignos. Quando lemos esse registro, não há como não perceber que contribuição dessas mulheres partia de um coração grato pela libertação que haviam recebido. E Jesus de forma alguma limitaria essa expressão de gratidão. Curiosamente, no capítulo anterior (Lucas 7:36-50), é relatada a história de uma mulher que ungiu com perfume os pés de Jesus. Ao olhos de alguns, essa oferta poderia parecer desnecessária, uma excentricidade. Porém, o Mestre não apenas a recebe como também destacou que a motivação da daquela mulher era o seu amor e sua gratidão por saber que havia sido muito perdoada (Lc. 7:36-50). Jesus não poderia impedir aquela mulher de demonstrar seu coração grato.].

SÍNTESE DO TÓPICO IV
Jesus contou com a ajuda de mulheres que tinham disposição para ofertar.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"É importante reconhecer que quando Deus criou a humanidade, quando fez os seres humanos à sua imagem, Ele os criou macho e fêmea (Gn 1.27), e não 'um ou outro'. Portanto, a imagem de Deus aparece tanto no homem (o macho) quanto na mulher (a fêmea), e as características peculiares de cada sexo são completamente necessárias para espelhar a natureza de Deus. A própria palavra ishsha para 'mulher' sugere as suas sensibilidades e dons especiais dados por Deus no campo emocional. Estas características servem para realçar a humanidade. A mulher possui uma sensibilidade especial para as necessidades humanas que lhe permitem entender intuitivamente as situações e os sentimentos das outras pessoas" (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.1312).

CONCLUSÃO
No judaísmo do tempo de Jesus, conversar com uma mulher era considerado um ato vergonhoso (Jo 4.27). Mas Jesus conversou, ensinou, curou, libertou e valorizou as mulheres como homem algum jamais o fez. Lucas nos mostra que as mulheres tiveram uma participação expressiva na implantação do Reino de Deus. Graças a Deus pelo trabalho das mulheres na Seara do Senhor [Comentário: As mulheres tinham uma importância maior na vida e ministério de Jesus do que normalmente se reconhece. A maioria das pessoas concentra as atenções em Maria, sua mãe, entretanto os relatos bíblicos mostram algo bem mais amplo. Revelam um relacionamento com um grupo específico de mulheres que estavam entre seus seguidores mais íntimos. Mostram sua preocupação em comunicar-se com todas as mulheres, usando linguagem que as incluía. Claramente rejeitava uma porção de estereótipos da sua época, e se dirigia às mulheres fundamentalmente como pessoas. Jesus inaugura uma experiência do Reino que recupera as pessoas, restituindo-lhe sua integridade e sua dignidade.]. NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8)”,
Francisco Barbosa
Campina Grande-PB
Maio de 2015