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LIÇÃO 07- PODER SOBRE AS DOENÇAS E MORTE - 2° TRIMESTRE 2015(Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa)
PODER SOBRE AS DOENÇAS E MORTE
Texto Áureo Lc. 7.16 – Leitura Bíblica Lc. 4.38,39; 7.11-17
Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD
INTRODUÇÃO
O Evangelho segundo Lucas destaca o poder de Deus sobre as doenças e a morte. Na aula de hoje nos voltaremos para esse importante assunto. Inicialmente estudaremos essas duas realidades no contexto bíblico. Em seguida, enfatizaremos esses temas especificamente na teologia lucana. Ao final, mostraremos que o Deus da Bíblia continua tendo poder sobre doenças e a morte.
1. DOENÇAS E MORTE NA BÍBLIA
As doenças e enfermidades resultam do pecado, por causa da desobediência dos primeiros pais, herdamos essa condição (Gn. 3.19; Rm. 5.12). Apesar dos esforços da sociedade moderna, no intuito de evitar que as doenças cheguem, e que a morte seja postergada, essas são inevitáveis (Hb. 9.27). Em algumas passagens bíblicas há fundamento para a existência de enfermidade como consequência do julgamento divino (Dt. 28.21; Jo. 5.14), ou mesmo por Satanás, quando permitido por Deus (Jó. 2.7). Mas essa realidade não pode ser generalizada. Nem todas as doenças são decorrentes de algum tipo de pecado, esse foi justamente o equívoco dos amigos de Jó (Jó. 42.7). Ao contrário do que defendem alguns movimentos, a Bíblia não se opõe à consulta aos médicos (Jr. 8.22; Mt. 9.12; Lc. 4.23). Mas devemos também buscar a cura divina, confiar que o Deus da Bíblia ainda cura (II Rs. 20.1-3; Tg. 5.14; Hb. 13.8). Em relação à morte, conforme já apontamos anteriormente, teve seu início a partir do pecado de Adão (Gn. 3.19; I Co. 15.21,22), sendo, portanto, consequência do pecado (Gn. 2.17; Rm. 5.12). A morte representa o final dos projetos humanos na terra (Ec. 9.10), e o distanciamento dos bens terrenos (I Tm. 6.7), a morte nivela todas as pessoas (Jó. 3.17-19). Cristo foi o Único a vencer a morte (Rm. 6.9; Ap. 1.18). Por isso Ele mesmo aboliu a morte (II Tm. 1.10), sendo esta a última inimiga a ser vencida (I Co. 15.26). Por isso não temos mais motivos para temer a morte, pois Cristo a venceu na cruz (Hb. 2.15). Mesmo aqueles que morreram ressuscitarão, para viverem eternamente com Cristo (I Ts. 4.13-18).
2. DOENÇAS E MORTE NO EVANGELHO DE LUCAS
No Evangelho segundo Lucas, Jesus é Aquele que tem poder sobre as doenças e a morte. Há passagens em sua narrativa que explicam o poder do Senhor sobre a doença e a morte. Em Lc. 4.38, Jesus curou a sogra de Simão, que estava enferma com muita febre, de modo que essa pode começar a servi-LO. Indo a cidade chamada Naim, Jesus encontrou uma mãe angustiada, com a morte de seu único filho, sendo esta também viúva. Jesus, movido de íntima compaixão, a consolou, em seguida tocou o esquife, e ressuscitou o seu filho (Lc. 7.11-13). Em Lc. 8 lemos a respeito de Jairo, um oficial da sinagoga, que sofria com a doença e possibilidade de morte da sua filha, de apenas doze anos (Lc. 8.40). Mesmo sendo uma autoridade, Jairo se humilhou aos pés de Jesus, implorando para que Ele resolvesse sua situação (Lc. 8.40-42). Ao mesmo tempo, uma mulher que estava próxima de Jesus, tinha uma doença, que causava sangramento, e que duravam doze anos (Lc. 8.43). A situação dessa mulher era de desespero, ela já havia gastado muito dinheiro com os médicos, nenhum deles havia conseguido curá-la (Mc. 5.26; Lc. 8.43). Aquela enfermidade a tornava impura, por causa do cerimonial de purificação judaico. Mesmo assim, ela decidiu tocar em Jesus, e encontrou cura nEle. Jairo também recebeu a providência divina diante da doença da sua filha, ainda que o pensamento humanista da época, dizia que o Mestre não deveria ser incomodado, pois a menina já estava morta (Lc. 8.49,50). Mas Jesus, que tem poder sobre as doenças e a morte, ressuscitou a menina (Lc. 8.51-53).
3. PODER DE DEUS DIANTE DAS DOENÇAS E MORTE
Jesus continua tendo todo poder sobre as doenças e a morte, milagres ainda podem acontecer nos dias atuais. Por isso, os crentes podem clamar ao Senhor, pedindo cura das enfermidades, os presbíteros da igreja devem ungir e orar pelos enfermos (Tg. 5.15). Na Antiga Aliança o Deus de Israel era reconhecido como o Jeová-Rafah, ou seja, o Senhor-que-Cura (Ex. 15.26). Jesus de Nazaré foi ungido por Deus, para curar as pessoas, inclusive àquelas que eram oprimidas pelo Diabo (At. 10.38). O salmista reconhece que o Deus de Israel é Aquele que cura as pessoas de todas as enfermidades (Sl. 103.2,3). As curas são possíveis porque Jesus, o Servo Sofredor de Jeová, foi ferido pelas nossas enfermidades (Is. 53.5; Mt. 8.16,17; I Pe. 2.24). A cura pode ser recebida através da oração da fé (Sl. 30.2), ainda que somente sejam curadas as pessoas a quem Deus soberanamente decide curar (II Co. 12.9). Os crentes devem ser estimulados a buscar a cura divina através da oração (Mt. 14.15,16). A fé em Jesus, não a fé na fé, como apregoa a Teologia da Saúde, é a causa da cura (At. 3.16). É preciso saber também que a cura, às vezes, não acontece imediatamente, precisamos “andar” um pouco mais, e ter paciência (Lc. 17.12). Isso acontece porque o desenvolvimento do nosso caráter, a produção do fruto do Espírito é mais importante que a cura divina (Gl. 5.21,22). A ressurreição, ainda que não seja comum em nosso meio, pode acontecer. Vários irmãos e irmãs têm testemunhado essa experiência em suas vidas.
CONCLUSÃO
A cura das doenças, e a ressurreição dos mortos, é algo que ainda pode acontecer nos dias atuais. Mas esses acontecimentos, que devem ser buscados pelos crentes, e submetidos à soberania de Deus, apontam para uma dimensão escatológica. Isso porque aqueles que são curados das doenças, ou mesmo ressuscitados, passarão pela morte, a menos que sejam arrebatados. Mas quando Deus cura ou ressuscita alguém, está apontando para o futuro, no qual não haverá mais morte nem dor (Ap. 21.3,4).
LIÇÃO 07- PODER SOBRE AS DOENÇAS E MORTE - 2° TRIMESTRE 2015(Luciano de Paula Lourenço)
INTRODUÇÃO
A doença é uma consequência do juízo divino sobre a humanidade, feita ao primeiro casal, por causa do pecado. Herdamos do primeiro casal a natureza pecaminosa e passamos a viver numa terra amaldiçoada em virtude da iniquidade. Nascidos à imagem e semelhança de Adão (Gn 5:3), concebidos em pecado (Sl 51:5), não temos como deixar de possuir um corpo que está marcado para tornar à terra, como também uma natureza que, adquirida a consciência, nos leva a pecar contra Deus. Paulo afirma: “como por um homem entrou o pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram” (Rm 5:12). Mas Jesus Cristo veio para tratar do problema do pecado e das suas consequências (Is 53:4-7; 6:1,2).
Quanto à morte, ela é a situação mais difícil que o ser humano pode enfrentar. Ela é o terrível legado que herdamos dos nossos primeiros pais, que desobedeceram ao Criador no Éden (Gn 2:15-17; 3:19; Rm 5:12). É o pagamento indesejado que recebemos por ter pecado (Rm 6:23). É o fim para o qual caminhamos a passos largos (Ec 12:1-7). Mais do que isso, é o inimigo implacável que vem em nosso encalço para, no inevitável dia do encontro, nos deixar prostrados (Lc 12:20). É o último inimigo a ser aniquilado (1Co 15:26). Contudo, para o verdadeiro cristão, a morte é “lucro”. Sabe por quê? Porque Jesus venceu a morte. Para o apóstolo Paulo a morte não era uma tragédia. Ele chegou a dizer: ”Para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro”(Fp 1:21). Para ele, morrer é partir para estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor (Fp 1:23). Ele desejava, preferencialmente, estar com o Senhor - “Desejamos, antes, deixar este corpo, para habitar com o Senhor”(2Co 5:8). Somente aqueles que têm o Espírito Santo como penhor (2Co 5:5) podem ter essa confiança do além-túmulo. O penhor do Espírito é uma garantia de que caminhamos não para um fim tenebroso, mas para um alvorecer glorioso. Caminhamos não para a morte, mas para a vida eterna, para habitação de uma mansão permanente.
I. DOENÇAS, PERDÃO E CURA
1. Culpa, perdão e cura. Certa vez, Jesus ensinava dentro de uma casa ou de um lugar coberto. O local estava cheio e, entre os presentes, estavam os fariseus e os doutores da lei, os escribas, vindo da Galiléia, da Judeia e até de Jerusalém. Então, chegaram algumas pessoas carregando um paralítico para ver o Senhor Jesus; na verdade, para ser curado por Jesus. Como não conseguiram entrar pela porta, dirigiram-se ao terraço, tiraram as telhas e desceram o paralítico no meio, bem diante de Jesus. O esforço daqueles homens foi tão grande que Jesus viu neles uma grande fé, a confiança no seu poder de curar. Jesus teve que reagir. Mas o curioso é que Ele não curou a paralisia. Em vez disso, disse: “homem, estão perdoados os teus pecados” (Lc 5:20). Para entendermos essas palavras precisamos recordar que, para os antigos, as doenças eram causadas pelos demônios e pelos pecados (veja João 5:14; 9:2). Ora, ao perdoar os pecados, Jesus estava curando o mal pela raiz, eliminando a causa e não simplesmente os sintomas. Mas diante disso surgiu uma outra questão: segundo as Escrituras, somente Deus podia perdoar pecados (veja Êx 34:6,7; Is 43:25; 44:22).
“Quem é esse que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus? ” (Lc 5:21). Esse foi o questionamento dos doutores da lei e dos fariseus. Jesus logo percebeu o que estavam pensando (João 2:25), e os desafiou (vide Lc 5:23,24). Foi exatamente assim que aconteceu. Jesus curou a causa e o sintoma. Libertou por dentro e por fora, no espirito e no corpo. Ou como disse o pr. José Gonçalves: “o Filho do Homem, demonstrou o seu poder tratando o problema da alma, removendo a culpa e depois cuidou do corpo, removendo a enfermidade”.
E Jesus fez isso de graça, ao passo que naquele tempo o perdão dos pecados era conseguido no templo, por meio de troca de ofertas e sacrifícios. Talvez seja até por isso que os doutores da lei e os fariseus estavam tão incomodados. Uma salvação gratuita vinha sendo anunciada e praticada. Mas não é isso também que vemos hoje em alguns movimentos religiosos? “Você só será curado, ou o seu problema só será resolvido depois de demonstrar a sua fé e o seu amor através da contribuição financeira”. Que lamentável! A transformação que Jesus faz é gratuita!
2. A ação de Satanás. A doença física é um fato incontestável, e a Escritura afirma que o primeiro motivo deste terrível mal sobre a humanidade foi a queda de Adão e Eva. O pecado é a razão pela qual o mal natural impera sobre a humanidade, todavia, nem toda enfermidade é consequência do pecado pessoal. Há debilidades físicas que são o efeito do pecado (2Cr 26:16-19; João 5:14; 9:1,2), outras procedem de causas naturais (Mt 8:2,3; 9:18-26), outras ocorrem de acordo com o propósito divino (João 9:2,3); outras derivam da permissão divina (Jó 1:10-12; 2Co 12:7-10), enquanto outras estão associadas à ação de Satanás (Lc 13:10-12; Mt 9:33,34; 17:18-21; Lc 13:11).
Veja o exemplo da mulher que andava encurvada (Lc 13:10-13). “E eis que estava ali uma mulher que tinha um espírito de enfermidade havia já dezoito anos; e andava curvada e não podia de modo algum endireitar-se” (Lc 13:11). A curvatura da espinha dorsal dessa mulher foi causada por Satanás. Ela vivia presa há dezoito anos pelo demônio. Mas Jesus se compadeceu dela, chamou-a, libertou-a do demônio. Demonstrando o seu amor, Jesus impôs as mãos sobre essa mulher, curou-a, restaurou-a. Restaurou-lhe a saúde e a dignidade, a despeito da oposição dos legalistas de plantão (Lc 13:14). A imposição das mãos não era essencial, pois Ele chegou a fazer outras curas sem usar esse gesto. Porém, as mãos ajudam o enfermo a ter fé. Podemos dizer que esse contato com Jesus é pessoal, porque Ele vem até nós por meio da fé.
Sabemos de outras partes da Bíblia que certas doenças são o resultado de atividade satânica. Os furúnculos de Jó eram infligidos por Satanás. O espinho na carne de Paulo era um mensageiro de Satanás para esbofeteá-lo. Ao Diabo não é permitido agir assim num crente, sem a permissão do Senhor. E Deus predomina sobre qualquer doença ou sofrimento para a sua própria glória.
Muitos gostam das obras de Jesus, mas não abrem o coração para que Ele os liberte de um mal que é tão grande quanto o daquela pobre mulher: o mal do pecado e da escravidão de Satanás. Você já aceitou Jesus como seu Senhor e Salvador? Ou ainda está preso pelo peso da religiosidade falsa ou pelo poder demoníaco do pecado? Saiba que Jesus pode e quer libertar você. Recebe-o em sua vida!
3. Os salvos podem adoecer? Sim. O fato de que a saúde faz parte do plano de Deus para a salvação não significa que a doença venha a ser erradicada da vida de todo aquele que aceita a Jesus Cristo como Senhor e Salvador da sua vida. Assim como o fato de ser salvo não nos livra da morte física, consequência praticamente inevitável do pecado e que acomete tanto os salvos quanto os ímpios, assim também não estamos imunes à doença. Jesus cura os enfermos, este é um sinal de que Ele venceu a morte e o inferno, de que Ele é o Salvador do mundo, mas daí a se dizer que todo salvo não fica doente há uma grande distância.
A Bíblia está repleta de exemplos de homens e mulheres de Deus que, apesar de terem uma vida de comunhão com o Senhor, adoeceram e, por vezes, até morreram doentes, sem que esta doença significasse qualquer desvio espiritual ou pecado por parte do servo do Senhor. O ser humano se desgasta, pois, o seu corpo é corruptível (2Co 4:16). Um dia, os salvos se revestirão de incorruptibilidade (1Co 15:54). Por enquanto, embora Jesus tenha poder para nos curar, segundo a sua vontade (1Jo 5:14; Mt 6:9,10), estamos sujeitos às enfermidades. Mas, os pregadores da saúde perfeita sempre 'exigem' a cura e dizem “que o Senhor cura sempre, pois a saúde é um direito do crente”. Se a saúde é um direito do crente, por que ele fica doente? Por que Paulo, Timóteo e Trófimo não foram curados (2Co 12:7-9; 1Tm 5:23; 2Tm 4:20)? Jó estava em pecado, quando adoeceu (Jó 1:1; 2:12,13)? A propósito, o profeta que maior número de milagres fez no Antigo Testamento, Eliseu, em que repousava porção dobrada do Espírito Santo que havia estado em Elias, diz-nos as Escrituras, morreu por causa de uma doença (2Rs 13:14). Em Salmos 41:3, está escrito: “O Senhor o sustentará no leito de enfermidade; tu renovas a sua cama na doença”. Isso prova que o cristão, salvo em Cristo, adoece som certeza!
II. RAZÕES PARA CURAR
1. A compaixão. Lucas mostra que uma das razões da cura dos enfermos no ministério de Jesus estava em sua capacidade de demonstrar compaixão. Para justificar isso Lucas descreve a cura do leproso descrito em Lc 5:12,13. Este leproso se aproximou tanto de Jesus a ponto do Senhor poder tocá-lo. Isso é digno de nota porque a lei ordenava: “[...] habitará só; a sua habitação será fora do arraial” (Lv 13:46). Esse leproso não se escondeu, mas correu na direção de Jesus. Ele furou o bloqueio, transcendeu, fez o que não era comum fazer. Ele contrariou os clichês sociais e quebrou paradigmas. Dispôs a enfrentar o desprezo, a gritaria ou mesmo as pedradas da multidão. Ele rompeu com declaração do fracasso imposto à sua vida. Ele estava fadado à morte, ao abandono, ao opróbio, à caverna, ao leprosário. Contudo, ele se levantou e foi ao Salvador. Ele esperou contra a esperança e não desanimou.
Qual foi a atitude de Jesus para com esse leproso? Jesus demonstrou uma compaixão profunda (Mc 1:41): “E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo!”. Jesus sentiu compaixão pelo leproso em vez de pegar em pedras para o expulsar da sua presença. Jesus sentiu profundo amor por esse pária da sociedade em vez de sentir náuseas dele. Todos tinham medo dele e fugiam dele com náuseas, mas Jesus teve profunda compaixão e o tocou.
O real valor de uma pessoa está em seu interior e não em sua aparência. Embora o corpo de uma pessoa possa estar deformado pela enfermidade, o seu valor é o mesmo diante de Deus. Jesus não considerava ninguém indigno, quer leproso, ou cego, surdo ou paralitico. Ele veio ao mundo para ajudar, curar e salvar. Alguém disse que “as pessoas não estão perdidas porque elas são muito más para serem salvas, mas estão perdidas porque não querem vir a Cristo para erem salvas”.
Mesmo que todos rejeitem você, Jesus se compadece. Ele sabe o seu nome, seu problema, sua dor, suas angustias, seus medos. Ele não o escorraça. Portanto, não corra de Deus, corra para Ele. Não fuja de Jesus, prostre-se aos seus pés. Ele convida: “vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11:28).
2. Manifestação messiânica. Lucas nos mostra outra justificativa do poder de Jesus sobre as doenças: a revelação da sua natureza messiânica. Veja o aspecto messiânico de Jesus na cura do cego de Jericó (Lc 18:38-42). Este não era somente cego, também era mendigo (Lc 18:35). Faltava-lhe luz nos olhos e dinheiro no bolso. Estava entregue às trevas e à miséria. Vivia a esmolar à beira da estrada, dependendo totalmente da benevolência dos outros. Um cego não sabe para onde vai, um mendigo não tem aonde ir.
Esse homem não era apenas cego e mendigo, também não tinha nome; ele era conhecido apenas por filho de Timeu (Mc 10:46). Desta feita, esse homem estava também com sua autoestima achatada. Portanto, não tinha saúde, nem dinheiro, nem valor próprio. Ele carregava não apenas sua capa, mas também seus complexos, seus traumas, suas feridas abertas.
Um detalhe importante deve ser destacado: aquela era a última vez que Jesus passaria por Jericó (Lc 18:37). Era a última vez que Jesus subiria a Jerusalém. Portanto, aquela era a última oportunidade de Bartimeu. Não há nada mais perigoso do que desperdiçar uma oportunidade. As oportunidades vêm e vão. Se não as agarrarmos, elas se perderão para sempre.
Bartimeu clamou: “Jesus Filho de Davi, tem misericórdia de mim” (Lc 18:38; Mc 10:47). O fato de esse cego mendigo chamar Jesus de “Filho de Davi” revela que ele reconhecia Jesus como o Messias. Este era um título messiânico. Não há nenhuma cura de cego no Antigo Testamento; os judeus acreditavam que tal milagre era um sinal de que a era messiânica havia chegado (Is 29:18; 35:5).
Apesar de cego, Bartimeu enxergou mais do que os sacerdotes, escribas e fariseus. Estes tinham olhos, mas não discernimento. Muitos que haviam testemunhado os milagres de Jesus estavam cegos a respeito da sua identidade, recusando-se abrir seus olhos para a verdade.
Bartimeu era cego no corpo, mas enxergava com os olhos da alma. Os olhos do seu entendimento estavam abertos. Ele viu coisas que Anás, Caifás e as hostes de mestres em Israel não viram.
Bartimeu compreendeu que Jesus, o Messias, tinha poder e autoridade para dar-lhe visão. Ele foi curado por Cristo (Lc 18:42). Saiu de uma cegueira completa para uma visão completa. Num momento, cegueira total; no seguinte, visão intacta. A cura foi total, imediata e definitiva.
Mas Jesus não apenas curou e cegueira física de Bartimeu, também perdoou os seus pecados, salvou a sua alma: “...a tua fé te salvou” (Lc 18:42). Jesus diagnosticou uma doença mais grave e mais urgente do que a cegueira física. Não apenas os olhos de Bartimeu estavam em trevas, mas também a sua alma. Ele foi buscar a cura para seus olhos, e encontrou a salvação da sua alma. Diz o texto lucano: “E logo viu, e seguia-o, glorificando a Deus” (Lc 18:43).
Bartimeu viu, com os olhos da alma, que Jesus era o Messias esperado, o Todo Poderoso Deus. Você tem os olhos da sua alma abertos? Pedro adverte: “para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória na revelação de Jesus Cristo; ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso, alcançando o fim da vossa fé, a salvação da alma” (1Pedro 1:7-9).
III. AUTORIDADE PARA CURAR
A saúde do homem é um objetivo perseguido por Deus quando do estabelecimento do plano da salvação. O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1:29), ao tirar o pecado, haveria, também, de tirar tudo aquilo que era consequência do pecado, ou seja, a morte física e o seu corolário, que é a doença. Não é por acaso que, durante Seu ministério terreno, Jesus tenha, por diversas vezes, curado enfermos, como comprovação de que Seu trabalho, sobre a face da Terra, era restaurar aquele estado anterior ao pecado, um estado onde a doença simplesmente inexistia (Mt 8:16,17; Mc 1:34; Lc 7:21). Na sua feliz síntese do ministério de Cristo, o apóstolo Pedro não deixou de lembrar que Jesus “… andou fazendo bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele” (At 10:38b).
Essa autoridade foi delegada à Igreja. Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hb 13:8) e prometeu estar conosco todos os dias até a consumação dos séculos (Mt 28:20), tendo, como uma de suas missões, a de cooperar com o trabalho evangelizador da Igreja (Mc 16:20), e esta cooperação se dá através da realização de curas, sinais e maravilhas, que confirmem a Palavra que é pregada.
A história da Igreja está repleta de exemplos de que, quando os crentes passaram a buscar a Deus de forma mais decidida, orando, jejuando e se santificando, Deus promoveu grandes avivamentos, sempre acompanhados de sinais e maravilhas, de que é prova, aliás, o avivamento pentecostal, que já tem mais de 100 anos de existência, embora, tenhamos de admitir, que nestes últimos dias da Igreja, pela falta de persistência, não vemos mais sinais e maravilhas como no passado. Todavia, Jesus continua a ser Aquele que foi dar saúde ao criado do centurião romano (Mt 8:7), o mesmo que foi anunciado por Pedro e que deu saúde para Enéias (At 9:34). O Seu propósito é fazer com que os milagres que ocorreram em seu ministério terreno continuem a acontecer durante a dispensação da graça, que só terminará com o arrebatamento da Igreja.
IV. A REDENÇÃO DO NOSSO CORPO
Vivemos no mundo sujeito às consequências do pecado, e a Terra foi maldita por causa do pecado do homem (Gn 3:17). Portanto, enquanto estivermos aqui estaremos sujeitos às doenças e à morte, todavia, quando o nosso corpo for revestido da incorruptibilidade aí sim, gozaremos para sempre uma vida de plena saúde.
Um dia não haverá mais doenças, nem lágrimas – “E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas” (Ap 21:4). No novo Céu e na nova Terra não haverá mais sofrimento. Não haverá mais enfermidades, defeito físico, cansaço, fadiga, depressão, lágrimas. Não haverá choro nas ruas da Nova Jerusalém. Este mundo é um vale de lágrimas. Muitas vezes encharcamos o nosso leito com nossas lágrimas. Choramos por nós, por nossos filhos, nossa família, nossos amigos. Entramos num mundo chorando e saímos dele com lágrimas, mas no Céu não haverá lágrimas. Deus é quem vai enxugar nossas lágrimas. Aleluia!
No Novo Céu e na Nova Terra não haverá luto nem morte (Ap 21:4). A morte vai morrer e nunca vai ressuscitar. Ela será lançada no lago de fogo e enxofre. Ela não poderá mais nos atingir. Seremos revestidos da imortalidade. No Céu não haverá vestes mortuárias, velórios, enterros, cemitérios. No Céu não há despedida. No Céu não há separação, acidente, morte, hospitais. Diante de uma esperança tão gloriosa da redenção do nosso corpo, o que poderíamos dizer? “Ora, vem, Senhor Jesus!” (Ap 21:20).
“A ressurreição de Cristo mediante o Espírito é a garantia de que seremos ressuscitados e transformados de tal maneira que nosso corpo ressuscitado será imortal e incorruptível (1Co 15:42-44,47,48,50-54). Nosso novo corpo será tão diferente do atual quanto a planta é diferente da semente (1Co 15:37).
O corpo ressurreto do crente também é descrito como ‘espiritual’ em contraste com o nosso corpo ‘natural’. Geralmente concorda-se que ‘espiritual’ não significa ‘consistente em espírito’, pois esse corpo não é imaterial, ou sem densidade. Os discípulos sabiam por sua própria experiência que o corpo ressurreto de Cristo era real e palpável – não era fantasma, mas diferente, ajustável tanto à terra quanto ao céu, e não limitado às atuais condições de tempo e de espaço. Por isso, nosso corpo ressurreto é chamado ‘celestial’” (HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal, 1 ed. Rio de Janeiro. CPAD, pp 615,616).
CONCLUSÃO
A cura divina não é um fim em si mesmo. Não se trata de uma promessa sem finalidade ou propósito a não ser a remoção da doença, mas o seu objetivo é a glorificação do nome do Senhor, a confirmação da palavra da pregação, a comprovação da presença de Deus no meio do seu povo. Jesus cura para que o nome de Deus seja glorificado e engrandecido. Todavia, muitas vezes, a glorificação do nome de Deus vem não pela cura física, mas, sim, pela morte de um justo. Não podemos querer saber os desígnios de Deus nem discutir porque Deus fez assim ou daquele outro modo, pois, se o fizermos, seremos como o caco de barro que discute o que deve fazer o oleiro. A grande segurança da fé em Cristo está na certeza de que, vivendo ou morrendo, o bem supremo de nossa vida é o Senhor, de modo que tudo é lucro, no dizer apostólico (Fp 1:21-27).
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Luciano de Paula Lourenço - Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
LIÇÃO 07- PODER SOBRE AS DOENÇAS E MORTE - 2° TRIMESTRE 2015(IEAD-PE)
INTRODUÇÃO
Nesta lição destacaremos que o Espírito do Senhor estava sobre Jesus, o Messias, a fim de lhe conceder poder
para a realização de sinais e prodígios em benefício dos pecadores. A profecia de Isaías, lida por Jesus na sinagoga, não se
referia a Isaías, nem ao povo de Israel, esta mensagem apontava diretamente para o Messias e suas atribuições, e ela teve
seu real cumprimento em Jesus, pois nenhum outro homem atende aos pré-requisitos deste vaticínio como Ele.
I – JESUS E O INÍCIO DE SEU MINISTÉRIO
Lucas é o evangelho que foca a ação do Espírito Santo na vida de Jesus. Ele diz que Jesus foi concebido pelo
Espírito Santo (Lc 1.35); quando batizado nas águas o Espírito Santo desceu sobre Jesus (Lc 3.22); pelo Espírito ele foi
conduzido ao deserto (Lc 4.1); ao sair da tentação vencedor, Jesus saiu cheio do Espírito (Lc 4.14); e, acrescentou ainda
que Jesus foi ungido pelo Espírito Santo (Lc 4.16). No presente texto Lucas registra um fato que se cumpriu na vida de
Jesus e que deu início ao seu ministério com curas e prodígios. Jesus vai a sinagoga de Nazaré, onde ele se apresenta
publicamente a nação como o Ungido pelo Espírito de Deus. Convidado pelo maioral da sinagoga a ler as Escrituras,
Jesus se levanta, recebe o rolo e abre-o na passagem desejada. Ele lê a passagem, fecha o rolo, devolve-o ao assistente e
se senta para falar, enquanto todos os olhares permanecem fixos em sua pessoa (Lc 4.16-20). Isaías 61.1-2 fazia parte da
leitura indicada, e Jesus usou essa passagem como texto de seu discurso em que fez três anúncios surpreendentes:
1.1 Jesus, o cumprimento profético do AT (Lc 4.17,21). Após a leitura da Escritura, na sinagora em Nazaré, Jesus
asseverou que aquela profecia estava sendo cumprida nele. O AT contém centenas de referências ao Messias que viria. Por
meio dos profetas, Deus falou a cerca da vinda do Redentor do mundo (Gn 49.10; Nm 24.17; Dt 18.15; Sl 2.7,11; 45.6,7,11;
72.8; Dn 9.24; Ml 3.1). Em Isaías 61.1-2 “as palavras do profeta retratavam a libertação de Israel do exílio na Babilônia
como um Ano Jubileu (ano aceitável), quando todas as dívidas seriam canceladas, todos os escravos libertados, e todas as
propriedades voltariam aos seus donos originais (Lv 25). Mas a libertação do exílio na Babilônia não tinha trazido o
cumprimento que o povo tinha esperado; eles ainda eram um povo dominado e oprimido. Isaías estava profetizando uma
futura era messiânica, uma época em que alguém viria no Espírito do Senhor para fazer coisas maravilhosas”
(APLICAÇÃO PESSOAL, 2010, vol. 01, p. 343). Isaías em especial, intitulado o “profeta messiânico”, foi o profeta que
mais falou acerca do advento do Messias. Abaixo pontuaremos algumas dessas profecias:
PROFECIAS DE ISAÍAS SOBRE O MESSIAS REFERÊNCIAS
Nascimento virginal Is 7.14
Natureza humana e divina Is 9.6
Descendente de Davi e herdeiro do trono Is 11.1,2,10
Seu reino na terra Is 11.3-9
Sua pessoa e caráter Is 42.1-4
Sua unção e ministério Is 61.1-2
Seu sofrimento Is 50.6; 52.13-15
Sua morte vicária Is 53.1-12
Sua ressurreição Is 60.1-7
Sua aparição em glória Is 45.22,23
1.2 Jesus, o Ungido de Deus (Lc 4.18). A palavra portuguesa Cristo é a transliteração do adjetivo verbal grego, christos,
que significa “ungido”. Essa palavra hebraica, por sua vez, traduz o termo hebraico mashiach, que tem o mesmo sentido”
(CHAMPLIN, 2006, p.977). Em Israel, desde os tempos mais remotos, os sacerdotes, os reis e os profetas eram ungidos
(Êx 29.16; I Sm 9.16; I Rs 19.16). Essa unção servia de confirmação externa da escolha divina, que conferia a eles os seus
respectivos oficios. O título “Messias” foi usado para o Salvador do mundo no AT (Sl 2.2; Dn 9.25,26), e teve seu
cumprimento na pessoa de Jesus no NT, pois Ele é o Ungido de Deus (Lc 2.11,26; 24.26; Jo 4.25,26; At 2.36; 8.5; Rm
1.1; I Co 1.1). Somente Jesus possui a unção tríplice. Ele é: (a) Sacerdote (Hb 2.17; 3.1; 4.14,15; 5.10; 6.20; 7.26; 8.1;
9.11; 10.21); (b) Profeta (Dt 18.15; Lc 24.19; At 3.22-26); e, (c) Rei (Lc 1.33; Jo 18.37; Ap 11.15; 17.14; 19.16).
1.3 A finalidade da unção de Jesus (Lc 4.18,19). “Notem-se os cinco ofícios com que o Espírito Santo habilitou Jesus:
1) Evangelista, “pois me ungiu para evangelizar os pobres”. Uma das marcas mais notáveis da divindade do ministério
de Cristo, em grande contraste a qualquer outra obra no mundo, foi a de evangelizar “a toda criatura”, inclusive aos
pobres e desprezados. 2) Médico, “enviou-me a curar”. Jesus, ao voltar do deserto, iniciou Sua investida tríplice contra o
reino de Satanás (Mt 4.23): O diabo dominava os pensamentos dos homens, Jesus os livrara ensinando. O mesmo inimigo
escravizava os homens, Jesus os libertava pregando o Evangelho. Satanás afligia os corpos e as almas dos homens, Jesus
os curava. 3) Libertador, “a apregoar liberdade aos cativos”. Jesus é o verdadeiro Emancipador, rompendo o poder do
mal sobre a vida dos homens. 4) Iluminador, “dar vista aos cegos”. Sua obra de restaurar vista aos cegos servia como
símbolo de Ele restaurar a visão física e espiritual. 5) Restaurador, “anunciar o ano aceitável do Senhor” (II Co 6.2).
Cristo anunciava a chegada da era de grandes favores dos céus” (BOYER, 2011, p. 61 – acréscimo nosso).
II – MILAGRES DE JESUS REGISTRADOS POR LUCAS
Um fato bastante interessante é que apesar de Lucas ter formação médica (Cl 4.14), o evangelho que leva o seu
nome nos mostra que ele acreditava, no poder de Deus que atuou sobre Cristo para cura de enfermidades (Lc 5.17).
Vejamos os milagres registrados por Lucas:
Nº MILAGRES REFERÊNCIAS
01 Libertação de um endemoninhado em Cafarnaum Lc 4.33-35
02 A cura da sogra de Pedro Lc 4.38,39
03 A pesca maravilhosa Lc 5.1-7
04 A cura de um leproso Lc 5.12,13
05 A cura de um paralítico Lc 5.18-26
06 A cura do homem com a mão ressequida Lc 6.6-10
07 A cura do servo do centurião Lc 7.1-10
08 A ressurreição do filho de uma viúva Lc 7.11-17
09 Acalmou a tempestade Lc 8.22-25
10 A libertação dos gadarenos Lc 8.26-40
11 A cura da filha de Jairo Lc 8.51-56
12 A cura do fluxo de uma mulher Lc 8.43,44
13 A multiplicação de pães e peixes Lc 9.12-17
14 A expulsão de um demônio de um menino Lc 9.38-43
15 A libertação do endemoninhado surdo e mudo Lc 11.14
16 A cura de uma mulher que tinha um espírito de enfermidade Lc 13.11-13
17 A cura de um homem hidrópico Lc 14.1-6
18 A cura de dez leprosos Lc 17.12-14
19 A cura de dois cegos Lc 18.35-43
20 O servo do sumo sacerdote Lc 22.50.51
III – A CONTEMPORANEIDADE DOS MILAGRES DE JESUS
Os milagres de Jesus foram eficientes para provar sua messianidade (Mt 11.1-5; Jo 20.31). Ao curar enfermos,
expulsar demônios e operar maravilhas e grandes sinais, tinha como objetivo maior mostrar o grande amor de Deus pelos
pecadores, que deseja que todos se arrependam e cheguem ao pleno conhecimento da verdade (I Tm 2.4). É importante
destacar que os milagres continuam ocorrendo em nossos dias (Mc 16.17; Jo 14.12; At 2.39; I Co 12.7-10).
CONCLUSÃO
Sinais, curas e milagres ocuparam parte importante do ministério de Cristo Jesus, como sinal de sua messianidade
e demonstração da sua compaixão pelos pecadores. Este mesmo poder, permanece com a Igreja nos dias de hoje a fim de
que esta se desenvolva espiritualmente e possa conduzir muitas vidas a experiência da salvação.
Nesta lição destacaremos que o Espírito do Senhor estava sobre Jesus, o Messias, a fim de lhe conceder poder
para a realização de sinais e prodígios em benefício dos pecadores. A profecia de Isaías, lida por Jesus na sinagoga, não se
referia a Isaías, nem ao povo de Israel, esta mensagem apontava diretamente para o Messias e suas atribuições, e ela teve
seu real cumprimento em Jesus, pois nenhum outro homem atende aos pré-requisitos deste vaticínio como Ele.
I – JESUS E O INÍCIO DE SEU MINISTÉRIO
Lucas é o evangelho que foca a ação do Espírito Santo na vida de Jesus. Ele diz que Jesus foi concebido pelo
Espírito Santo (Lc 1.35); quando batizado nas águas o Espírito Santo desceu sobre Jesus (Lc 3.22); pelo Espírito ele foi
conduzido ao deserto (Lc 4.1); ao sair da tentação vencedor, Jesus saiu cheio do Espírito (Lc 4.14); e, acrescentou ainda
que Jesus foi ungido pelo Espírito Santo (Lc 4.16). No presente texto Lucas registra um fato que se cumpriu na vida de
Jesus e que deu início ao seu ministério com curas e prodígios. Jesus vai a sinagoga de Nazaré, onde ele se apresenta
publicamente a nação como o Ungido pelo Espírito de Deus. Convidado pelo maioral da sinagoga a ler as Escrituras,
Jesus se levanta, recebe o rolo e abre-o na passagem desejada. Ele lê a passagem, fecha o rolo, devolve-o ao assistente e
se senta para falar, enquanto todos os olhares permanecem fixos em sua pessoa (Lc 4.16-20). Isaías 61.1-2 fazia parte da
leitura indicada, e Jesus usou essa passagem como texto de seu discurso em que fez três anúncios surpreendentes:
1.1 Jesus, o cumprimento profético do AT (Lc 4.17,21). Após a leitura da Escritura, na sinagora em Nazaré, Jesus
asseverou que aquela profecia estava sendo cumprida nele. O AT contém centenas de referências ao Messias que viria. Por
meio dos profetas, Deus falou a cerca da vinda do Redentor do mundo (Gn 49.10; Nm 24.17; Dt 18.15; Sl 2.7,11; 45.6,7,11;
72.8; Dn 9.24; Ml 3.1). Em Isaías 61.1-2 “as palavras do profeta retratavam a libertação de Israel do exílio na Babilônia
como um Ano Jubileu (ano aceitável), quando todas as dívidas seriam canceladas, todos os escravos libertados, e todas as
propriedades voltariam aos seus donos originais (Lv 25). Mas a libertação do exílio na Babilônia não tinha trazido o
cumprimento que o povo tinha esperado; eles ainda eram um povo dominado e oprimido. Isaías estava profetizando uma
futura era messiânica, uma época em que alguém viria no Espírito do Senhor para fazer coisas maravilhosas”
(APLICAÇÃO PESSOAL, 2010, vol. 01, p. 343). Isaías em especial, intitulado o “profeta messiânico”, foi o profeta que
mais falou acerca do advento do Messias. Abaixo pontuaremos algumas dessas profecias:
PROFECIAS DE ISAÍAS SOBRE O MESSIAS REFERÊNCIAS
Nascimento virginal Is 7.14
Natureza humana e divina Is 9.6
Descendente de Davi e herdeiro do trono Is 11.1,2,10
Seu reino na terra Is 11.3-9
Sua pessoa e caráter Is 42.1-4
Sua unção e ministério Is 61.1-2
Seu sofrimento Is 50.6; 52.13-15
Sua morte vicária Is 53.1-12
Sua ressurreição Is 60.1-7
Sua aparição em glória Is 45.22,23
1.2 Jesus, o Ungido de Deus (Lc 4.18). A palavra portuguesa Cristo é a transliteração do adjetivo verbal grego, christos,
que significa “ungido”. Essa palavra hebraica, por sua vez, traduz o termo hebraico mashiach, que tem o mesmo sentido”
(CHAMPLIN, 2006, p.977). Em Israel, desde os tempos mais remotos, os sacerdotes, os reis e os profetas eram ungidos
(Êx 29.16; I Sm 9.16; I Rs 19.16). Essa unção servia de confirmação externa da escolha divina, que conferia a eles os seus
respectivos oficios. O título “Messias” foi usado para o Salvador do mundo no AT (Sl 2.2; Dn 9.25,26), e teve seu
cumprimento na pessoa de Jesus no NT, pois Ele é o Ungido de Deus (Lc 2.11,26; 24.26; Jo 4.25,26; At 2.36; 8.5; Rm
1.1; I Co 1.1). Somente Jesus possui a unção tríplice. Ele é: (a) Sacerdote (Hb 2.17; 3.1; 4.14,15; 5.10; 6.20; 7.26; 8.1;
9.11; 10.21); (b) Profeta (Dt 18.15; Lc 24.19; At 3.22-26); e, (c) Rei (Lc 1.33; Jo 18.37; Ap 11.15; 17.14; 19.16).
1.3 A finalidade da unção de Jesus (Lc 4.18,19). “Notem-se os cinco ofícios com que o Espírito Santo habilitou Jesus:
1) Evangelista, “pois me ungiu para evangelizar os pobres”. Uma das marcas mais notáveis da divindade do ministério
de Cristo, em grande contraste a qualquer outra obra no mundo, foi a de evangelizar “a toda criatura”, inclusive aos
pobres e desprezados. 2) Médico, “enviou-me a curar”. Jesus, ao voltar do deserto, iniciou Sua investida tríplice contra o
reino de Satanás (Mt 4.23): O diabo dominava os pensamentos dos homens, Jesus os livrara ensinando. O mesmo inimigo
escravizava os homens, Jesus os libertava pregando o Evangelho. Satanás afligia os corpos e as almas dos homens, Jesus
os curava. 3) Libertador, “a apregoar liberdade aos cativos”. Jesus é o verdadeiro Emancipador, rompendo o poder do
mal sobre a vida dos homens. 4) Iluminador, “dar vista aos cegos”. Sua obra de restaurar vista aos cegos servia como
símbolo de Ele restaurar a visão física e espiritual. 5) Restaurador, “anunciar o ano aceitável do Senhor” (II Co 6.2).
Cristo anunciava a chegada da era de grandes favores dos céus” (BOYER, 2011, p. 61 – acréscimo nosso).
II – MILAGRES DE JESUS REGISTRADOS POR LUCAS
Um fato bastante interessante é que apesar de Lucas ter formação médica (Cl 4.14), o evangelho que leva o seu
nome nos mostra que ele acreditava, no poder de Deus que atuou sobre Cristo para cura de enfermidades (Lc 5.17).
Vejamos os milagres registrados por Lucas:
Nº MILAGRES REFERÊNCIAS
01 Libertação de um endemoninhado em Cafarnaum Lc 4.33-35
02 A cura da sogra de Pedro Lc 4.38,39
03 A pesca maravilhosa Lc 5.1-7
04 A cura de um leproso Lc 5.12,13
05 A cura de um paralítico Lc 5.18-26
06 A cura do homem com a mão ressequida Lc 6.6-10
07 A cura do servo do centurião Lc 7.1-10
08 A ressurreição do filho de uma viúva Lc 7.11-17
09 Acalmou a tempestade Lc 8.22-25
10 A libertação dos gadarenos Lc 8.26-40
11 A cura da filha de Jairo Lc 8.51-56
12 A cura do fluxo de uma mulher Lc 8.43,44
13 A multiplicação de pães e peixes Lc 9.12-17
14 A expulsão de um demônio de um menino Lc 9.38-43
15 A libertação do endemoninhado surdo e mudo Lc 11.14
16 A cura de uma mulher que tinha um espírito de enfermidade Lc 13.11-13
17 A cura de um homem hidrópico Lc 14.1-6
18 A cura de dez leprosos Lc 17.12-14
19 A cura de dois cegos Lc 18.35-43
20 O servo do sumo sacerdote Lc 22.50.51
III – A CONTEMPORANEIDADE DOS MILAGRES DE JESUS
Os milagres de Jesus foram eficientes para provar sua messianidade (Mt 11.1-5; Jo 20.31). Ao curar enfermos,
expulsar demônios e operar maravilhas e grandes sinais, tinha como objetivo maior mostrar o grande amor de Deus pelos
pecadores, que deseja que todos se arrependam e cheguem ao pleno conhecimento da verdade (I Tm 2.4). É importante
destacar que os milagres continuam ocorrendo em nossos dias (Mc 16.17; Jo 14.12; At 2.39; I Co 12.7-10).
CONCLUSÃO
Sinais, curas e milagres ocuparam parte importante do ministério de Cristo Jesus, como sinal de sua messianidade
e demonstração da sua compaixão pelos pecadores. Este mesmo poder, permanece com a Igreja nos dias de hoje a fim de
que esta se desenvolva espiritualmente e possa conduzir muitas vidas a experiência da salvação.
LIÇÃO 07 - HONRARÁS PAI E MÃE - 1º TRIMESTRE 2015(Pastor Guilhermel)
HONRAR PAI E MÃE NÃO É UM PEDIDO, É UMA ORDEM DIVINA
Introdução: Deus disse ao primeiro casal da terra para serem fecundos e se multiplicassem, sendo que essa instrução aconteceu antes do pecado cometido por esse casal. Ao terem filhos o casal está dando continuidade à atividade criadora de Deus. E quando vêm os filhos é certo que eles têm direitos, mas também têm deveres e responsabilidades para com os pais e o principal requisito de tudo isso, é que sejam obedientes. Sendo um governo Teocrático Deus promulgou esta lei de honrar pai e mãe no sentido de serem honrados, respeitados, obedecidos e amparados na sua velhice. Isto porque naqueles tempos era importante e uma segurança para os pais terem muitos filhos, pois não havia recursos de aposentadoria quando não pudessem mais trabalhar. Assim era responsabilidade dos filhos cuidarem e sustentarem os seus pais até a morte destes. Se os filhos se omitissem disso como estava acontecendo nos tempos de Jesus, a situação dos pais seria de muito desespero e sofrimento. Embora muita coisa tenha mudado daqueles tempos para os dias de hoje, esta lei continua na sua íntegra e em pleno andamento quanto ao relacionamento entre filhos e pais. Esta lei esta enquadrada na lei da semeadura e da colheita, onde tudo o que o homem plantar com certeza um dia ele colherá, seja o bem ou o mal lembrando que ninguém irá escapar dessa lei, tanto o pecador como o crente, e mais peso ainda se for o crente.
1) FILHO QUE NÃO HONRA PAIS NUNCA SERÁ HONRADO NO SEU FUTURO - Êxodo 20.12 Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.
Os hebreus desde pequenos foram ensinados a respeitar os pais, como também os mais idosos independente de ser da família, ou não. Essa condição que Deus impôs aos hebreus deveria ser seguida rigorosamente, e o seu cumprimento serviria de exemplo e testemunhos para as próximas gerações também seguirem. Esse é um excelente exemplo a ser seguido em nossos tempos de uma forma racional e consciente, pois a forma como tratamos os pais e os mais idosos irão determinar como seremos tratados no futuro, pois colhemos aquilo que semeamos. O filho obediente deve estar submisso a repreensão, dos pais, fazer o que lhes for ordenado e evitar fazer aquilo que eles proíbem. Os pais esperam isso dos seus filhos, para que não venham a ser um tormento em suas vidas, e sim um consolo que fará a sua velhice ser mais fácil e feliz.
|
| 2) A CONDIÇÃO DE FILHO OBEDIENTE ESTÁ EM ACATAR ORDENS DOS PAIS - Efésios 6.1 VÓS, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Quem ordena a obediência aos pais é Deus e tudo que Deus ordena é condicional a obedecer e não obedecer. Quando entramos para o caminho da obediência estaremos de acordo com a vontade divina e tudo irá se desenvolver para que as suas bênçãos aconteçam em nossa vida. Ao contrário disso se não obedecermos ao que Deus ordena, as coisas caminharão de uma forma contrária não estaremos sob as suas bênçãos e sim sob os seus juízos, pois Deus não têm o culpado por inocente. São os nossos pais que determinam o que é justo ou injusto, pois isso vem sido ensinado de gerações a gerações sendo que esse principio foi estabelecido pelo próprio Deus quando promulgou a lei. Por isso, quando desobedecemos aos nossos pais, estamos desobedecendo e contrariando o próprio Deus.
3) SÓ OS FILHOS QUE AMAM E RESPEITAM OS PAIS É QUE OS HONRAM - Efésios 6.2 Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa;
Honrar os pais deve ser uma atitude interior e consciente dos filhos, que para ser efetivada quando se implica em amá-los, acatá-los de forma elevada, mostrando-lhes um espírito de respeito e consideração. Assim honrar os pais significa muitos mais do que uma simples obediência a eles, pois significa mostrar respeito e amor por eles, cuidar deles sempre que precisarem e também honrá-los com uma conduta de vida digna, para não fazê-los sofrer.
4) DEUS PROMETE AO FILHO OBEDIÊNTE, PROSPERIDADE E LONGEVIDADE - Efésios 6.3 Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.
A prosperidade na questão da obediência aos pais é resultado das promessas divinas envolvendo recompensas tanto temporais, como as espirituais. Esses são fatores encorajadores oferecidos por Deus no sentido de inclinar os filhos a estar no caminho da obediência. O filho deve aprender a obedecer a pai e mãe a despeito de quanto viva aqui nesta terra entendendo que a vida não é medida apenas pela extensão de tempo e sim da maneira como ela é vivida. Quem obedece aos pais, e seguem os seus ensinamentos evitam muitos pecados e perigos que o mundo oferece. Existem muitas coisas nocivas nesse mundo que podem ameaçar ou encurtar a vida de alguém. Assim os filhos devem obedecer a seus pais não apenas porque são seus pais, mas porque é uma ordenação divina.
|
| 5) É GRAVE MALDIZER OS PAIS, NA LEI A PUNIÇÃO ERA PENA DE MORTE - Marcos 7.10 Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e quem maldisser, ou o pai ou a mãe, certamente morrerá. A obediência forçada, relutante, interesseira, ou produzida pelo terror é imediatamente descartada. A obediência para ser válida diante de Deus envolve amor, alta consideração com demonstração práticas de respeito e consideração. Essa obediência envolve tanto para o pai como para a mãe, pois em questão de autoridade, ambos possuem igualdade de condições. (Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não deixe o ensinamento de tua mãe, Provérbios 1:8). Devemos reter os ensinamentos que os nossos pais nos deram e obedecê-los. Mesmo quando atingirmos a maturidade chegando à idade adulta, não podemos ignorar os conselhos e orientações vindas dos nossos pais.
6) O PRETEXTO FINGIDO PARA NÃO AJUDAR OS PAIS SÃO REPULSIVOS - Marcos 7.11 Vós, porém, dizeis: Se um homem disser ao pai ou à mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor;
O Corbã era um voto proferido a respeito de alguma oferta, era tão forte que quem fizesse tal voto era proibido de usar a coisa votada, qualquer que ela fosse para outra finalidade. Jesus combateu a hipocrisia dos hebreus nessa questão, pois estavam fazendo votos do Corbã com os recursos que poderiam ajudar seus pais, e assim através desse voto, se veriam desobrigados de ajudá-los. Assim de uma maneira insensível em relação aos pais desse expediente para usar os recursos em proveito próprio, pois o voto do Corbã caso não fosse cumprido, não implicava em penalidade, pois esses votos eram tão vagos que podiam interpretá-los como bem entendessem.
7) OS VOTOS PESSOAIS TRAMADOS A EXCLUIR OS PAIS É PECADO GRAVE - Marcos 7.12 Nada mais lhe deixais fazer por seu pai ou por sua mãe,
Assim o filho que quisesse evitar cuidar dos seus pais idosos, para usarem do dinheiro para si mesmo, declarava que esse dinheiro era um corbã, isto é, uma oferta pertencente ao templo. Havia também os que para evitar dar o dinheiro aos pais necessitados entregavam o dinheiro no templo. Jesus condenou essa prática, em qualquer de suas intenções.
8) TRADIÇÕES HUMANAS NÃO PODEM INVALIDAR MANDAMENTOS DIVINOS - Marcos 7.13 Invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas.
Pela tradição através dos tempos se viessem só as coisas boas pelos bons ensinamentos da Palavra de Deus seria uma maravilha. Porém, não somente vieram os bons ensinamentos, como também vieram os maus ensinamentos que se alastraram de uma maneira generalizada tomando proporções preocupantes quanto a esse tema. Essa era uma prática que ocorria nos tempos de Jesus na terra, a qual foi veementemente censurada e combatida por Ele. Têm muitos em nossos dias que professam honrar essa palavra, mas é só de boca, pois o seu coração está cheio de ambições próprias. Assim procura impor dogmas no sentido de dominar o povo e mantê-los sob as suas regras e doutrinas totalmente incondizentes com a Palavra de Deus. Nenhuma tradição humana ou dogmas podem invalidar a Palavra de Deus.
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Elaborado pelo Pastor Adilson Guilhermel Th.M. http://www.pastorguilhermel.com.br/escola.php
LIÇÃO 07 - HONRARÁS PAI E MÃE - 1º TRIMESTRE 2015(Professor Luciano De paula)
INTRODUÇÃO
Já estudamos os quatro primeiros mandamentos, os quais nos colocam numa relação direta com o nosso Criador, mostrando-nos a Sua natureza, Sua manifestação santa e o quanto Ele nos leva a sério, não permitindo nos relacionarmos com a sua pessoa através da mera reprodução de imagens elaboradas pelas mãos e a imaginação humana, e exigindo de nós um dia na semana para descanso das atividades labutais e maior dedicação em serviços e adoração a Ele. A partir do quinto ao décimo mandamentos, vamos nos dedicar a conhecer uma dimensão prática do Decálogo em relação ao nosso próximo.
O Quinto Mandamento do Decálogo afirma que os filhos devem honrar pai e mãe (Ex 20:12; Dt 5:16; Ef 6:2,3). A honra envolve o reconhecimento dos filhos de que seus pais são um dos fatores primordiais da sua existência e não se resume apenas na obediência, que é um fator importante, mas não exclusivo. Honrar pai e mãe envolve, também, zelar pela imagem social dos genitores, evitando que os pais sejam alvo de calúnias, injúrias e difamações na sociedade onde vivemos. Lamentavelmente, vemos que, em nos nossos dias, há um grande incentivo para que os filhos critiquem e denigram a imagem de seus pais no meio em que vivem. Aliás, dentro da filosofia mundana hoje reinante, é construtivo que o jovem ou o adolescente xinguem, difamem e desprezem seus pais perante os seus amigos e companheiros de grupo. Isto é uma clara afronta aos ditames das Escrituras Sagradas, que exortam os filhos a respeitar seus pais, ser-lhes obedientes e dar-lhes a devida dignidade.
I. O QUINTO MANDAMENTO
“Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.”.
"Honrar" traduz o vocábulo kabod e significa dar importância, dar significado, valorizar, venerar, ter apreço, prestigiar. Isso implica em consultar nossos pais, pedir a orientação deles e obedecer-lhes quando a vontade de Deus não é relativizada.
Este Mandamento é o primeiro que trata da relação da pessoa com o seu próximo e rege o primeiro relacionamento que a pessoa tem com outrem: a relação dos filhos com os pais. A melhor exegese deste mandamento é a exortação de Paulo encontrada em Efésios 6:1-3, onde ele destaca as responsabilidades de pais e filhos.
Este mandamento é o primeiro ligado a uma promessa e o segundo formulado positivamente. Eis porque Paulo ensina que é "o primeiro mandamento com promessa" (Ef 6:2). Quando é dito que é o “primeiro mandamento com promessa” está se referindo que este é o primeiro mandamento básico destinado aos filhos, e contém uma promessa que se aplica a eles. Quando os filhos obedecem ao mandamento de honrar os seus pais, demonstram uma atitude de amor e respeito e a levam para o seu relacionamento com Deus. Tal atitude cria uma comunidade que sustenta e protege os mais velhos. Em nível individual, quando cada pessoa cuida dos mais velhos, estes vivem mais, e os mais jovens ajudam a transmitir esses valores para a próxima geração.
Segundo Hans Ulrich Reifler, quem honra os pais tem a garantia de vida longa. O prolongamento dos dias pode ser entendido de três maneiras. Na interpretação histórica, vemos o exemplo de Josué e Calebe, os únicos que entraram em Canaã após quarenta anos de peregrinação, justamente por causa da obediência aos princípios espirituais dos pais. Na interpretação literal, entende-se que os dias são prolongados de maneira física (Pv 10:27). Esta verdade ainda pode ser vista hoje em dia: obedecer aos conselhos dos pais contra o alcoolismo e as drogas de fato pode prolongar nossos dias. Na interpretação espiritual, ter os dias prolongados é estar em comunhão contínua com o Senhor; a vida eterna é o prolongamento da vida e da comunhão até depois da morte.
II. OBEDIÊNCIA
1. Obediência. “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo” (Ef 6:1). O dever fundamental de todos os filhos é obedecer aos “pais no Senhor”. Não importa se os filhos ou os pais são crentes ou não. A relação pai-filho foi ordenada para toda a humanidade e não apenas para os crentes. O mandamento que determina obedecer “no Senhor” significa, em primeiro lugar, que a atitude dos filhos deve ser tal que, obedecendo aos pais, ajam como se estivessem obedecendo ao Senhor. Sua obediência deve ser como se fosse a Cristo. Em segundo lugar, significa que devem obedecer em tudo o que estiver de acordo com a vontade de Deus. Não é dito para obedecerem se seus pais mandarem cometer um pecado. Numa situação assim devem se recusar com educação e depois sofrer as consequências humildemente, sem retalhar. Em todas as demais situações devem obedecer. (1)
Quatro razões são dadas pelas quais os filhos devem obedecer.
a) “... porque isto é justo”. É um principio básico da vida familiar que os ainda imaturos, impulsivos e inexperientes se submetam à autoridade dos seus pais, que são mais velhos e mais sábios. Segundo o pr. Esequias Soares, “Deus já havia colocado a sua lei no coração de todos os homens, mesmo antes de se revelar a Moisés no Sinai (Rm 1:19; 2:14,15). Essa prática existe em todas as civilizações antes e depois de Moisés. Todos esses povos já reconheciam a importância de obedecer e respeitar aos pais como fundamento para uma sociedade estável. Sua inobservância sinaliza a decadência da estrutura social. Infelizmente, o que se vê na atualidade é inversão desses valores; os pais estão perdendo o direito de opinar e decidir sobre a vida dos filhos adolescentes por imposição até do Estado”.
b) As Escrituras assim ensinam – “Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa” (Ef 6:2). Aqui, Paulo cita Êxodo 20:12. Essa ordem para honrar os pais é o primeiro dos Dez Mandamentos que traz uma promessa específica de bênção. Apela aos filhos para que respeitem, amem e obedeçam a seus pais. Desobedecer aos pais é desobedecer a Deus, pois eles estão investidos de autoridade sobre a vida e receberam a responsabilidade do bem-estar dos filhos. A lei estabelecia a pena capital para o filho desobediente, o rebelde contumaz (Dt 21:18-21). A punição era severa para os casos de agressão física e moral, violência e desrespeito. Qualquer atitude de desonra era um grave insulto. Por isso, a lei impõe respeito e honra aos pais (Êx 20:12; Dt 5:16). Desonrar a pai e mãe é desonrar a Deus.
c) O bem-estar dos filhos depende disso – “...para que te vá bem...” (Ef 6:3). Penso no que aconteceria a um filho que nunca recebera instrução ou correção dos seus pais. Ele se tornaria insuportável pessoalmente e intolerável socialmente.
d) A obediência promove uma vida plena – “para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra” (Ef 6:3). Nos dias do Antigo Testamento o filho que obedecia aos pais desfrutava de uma vida longa. Hoje isso não é mais uma regra sem exceção. De fato, obediência filial nem sempre traz longevidade. Um filho respeitoso pode morrer jovem. Porém, de modo geral é verdade que a vida de disciplina e obediência é mais segura, saudável e longa, enquanto a vida de rebelião e imprudência muitas vezes termina em morte prematura.
2. A obediência dos filhos aos pais traz bênção de Deus para eles. Obedecer e honrar são coisas diferentes. Obedecer significa fazer aquilo que o outro diz para fazer; honrar significa respeitar e amar. Os filhos devem obedecer enquanto estiverem sob os cuidados de seus pais, mas devem honrá-los por toda vida. Mas como praticar a honra a nossos pais? Podemos reverenciá-los com palavras de apoio; ajudá-los financeiramente quando necessário. Devemos amá-los mesmo quando se tornam senis (Pv 23:22) e tratá-los bem em qualquer circunstância (1Tm 5:4).
Honrar pai e mãe melhora a qualidade de vida da família, sustenta os alicerces da sociedade, lança os fundamentos de um futuro casamento feliz e uma descendência bem-aventurada. Os filhos que honram aos pais são mais felizes, mais estáveis emocionalmente, mais bem sucedidos nos estudos, mais bem-aventurados na vida profissional e certamente são os que alcançam maior sucesso no casamento e na vida.
Os filhos que obedecem aos pais poupam-se de muitas dores, fogem de muitos caminhos perigosos e evitam muitas lágrimas. O caminho da desobediência, porém, é um caminho tortuoso, escuro, escorregadio e ladeado de abismos perigosos. A desobediência atrai maldição, deságua em traumas profundos, provoca feridas e gera a morte.
Deus espera que o coração dos filhos seja convertido ao coração dos pais. Deus espera que a família seja um lugar de vida abundante, de amor profundo, de diálogo respeitoso, de comunicação transparente, de companheirismo sincero e encorajamento recíproco.
Os filhos precisam ser amigos dos pais. Os pais precisam ter canais abertos de comunicação com os filhos. Os filhos precisam ter abertura e confiança para segredar aos pais seus conflitos, suas fraquezas e suas necessidades mais íntimas.
Peçamos a Deus que nos dê uma geração de filhos que ousem obedecer e honrar a seus pais, para que vejamos tempos mais venturosos na família, na igreja e na sociedade.
3. Exemplos bíblicos de filhos que foram rebeldes.
a) Hofni e Fineias. “Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial e não conheciam o Senhor”.“Belial”, um termo hebraico que literalmente significa “sem valor, imprestável”, mas que é aplicada no sentido de iniquidade. Isso significa que os filhos de Eli eram homens maus, rebeldes, obreiros degenerados na casa de Deus, que se aproveitavam da sua posição para obter ganho ilícito e praticar imoralidade sexual (1Sm 2:13-17,22). O pai deles, Eli, sumo sacerdote e juiz, não os disciplinou, nem os destituiu do sacerdócio (ler 1Sm 2:29).
Eli teve dificuldades para educar seus filhos Hofni e Fineias. Aparentemente, ele não tomou qualquer atitude para discipliná-los, ao tomar conhecimento de seus erros. Mas Eli não era só um pai que tentava lidar com seus filhos rebeldes; ele era o sumo sacerdote que ignorava os pecados dos sacerdotes sob sua jurisdição. Como resultado, o Senhor executou a disciplina necessária no lugar de Eli (1Sm 2:29-34). Ele foi culpado por honrar seus filhos acima de Deus, ao permitir que eles continuassem com seus modos pecaminosos.
Observando o juízo que o próprio Deus fez do sumo sacerdote Eli com relação à falta de cuidado com suas obrigações de pai - “e ele os não repreendia” (1Sm 3:13) -, notamos a indignação do Senhor contra o pecado do relaxamento e da negligência dos pais que agem de igual modo diante de tão grande e sublime tarefa. A Bíblia inteira destaca a necessidade da santidade e do temor a Deus, como seu padrão para quem lida com o seu povo (cf 1Tm 3:1-10).
b) Absalão. Absalão se tornou inimigo do próprio pai. Durante anos, agiu como um filho rebelde, desrespeitando o pai, Davi, o rei de Israel, e pior ainda, desrespeitando o próprio Senhor. Davi desejava a comunhão eterna com Deus, e certamente queria a mesma salvação para os seus filhos. Mas Absalão não deu valor à Palavra de Deus e não buscou as bênçãos espirituais que seu pai tanto ansiava. Absalão se mostrou um homem, rebelde, vão e carnal, e jogou fora a sua vida na busca por satisfação passageira.
Quando Davi soube da morte de Absalão, toda a esperança por aquele filho rebelde morreu. Até aquele momento, ainda alimentava a esperança, como fazem todos os pais de filhos desobedientes, do arrependimento e volta de Absalão. Mas a morte é o fim. Não teria outra chance. Não existe reencarnação, nem purgatório, nem qualquer outra segunda chance após a morte: “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hb 9:27). A notícia da morte de Absalão sinalizou, para muitos em Israel, o fim do conflito e sofrimento que ele causou. Para Davi, trouxe as profundas emoções de um pai que perdeu um filho, para sempre.
É comum, especialmente diante da morte triste de um filho como Absalão, procurar explicações para justificar sua trajetória à destruição. Muitos culpam a sociedade, os pais ou o próprio Senhor. Sem dúvida, outros seres humanos, e até os próprios pais, frequentemente contribuem ao fracasso de um filho. Mas tais fatores não podem servir como desculpas ou justificativas. Apesar de qualquer circunstância de sua vida e independente das falhas dos outros, Absalão foi desobediente e rebelde. Ele tomou as decisões que o levaram ao fim trágico. Teve muitas oportunidades durante vários anos para arrepender-se e reconciliar-se com seu pai, mas não o fez. Poderia ter se humilhado diante de Deus, diante Davi, e diante do povo de Israel, mas não venceu seu próprio orgulho e egoísmo.
III. SUSTENTO
1. O cuidado. Os filhos devem cuidar dos pais idosos e conceder a eles o devido respeito e honra. Os filhos adultos têm a responsabilidade de sustentar seus pais, quando necessário. E isso não se limita apenas ao aspecto material, mas também ao aspecto social e emocional. Muitos pais são explorados, humilhados, esquecidos ou até deixados no isolamento dos asilos e pensionatos pelos filhos.
Honrar pai e mãe é muito abrangente e envolve cuidar dos pais, principalmente na velhice: "Ouve a teu pai, que te gerou, e não desprezes a tua mãe, quando vier a envelhecer" (Pv 23:22). O termo "filho meu", frequentemente empregado em Provérbios, em geral se aponta para o aconselhamento de um mestre a seus discípulos, mas aqui se refere aos pais naturais.
2. Oferta Corbã. O Quinto Mandamento deveria ser observado igualmente pelos líderes religiosos - o sumo-sacerdote e os sacerdotes. Mas não foi isso que Jesus denunciou em Marcos 7:9-13:
9. E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição.
10. Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe e: Quem maldisser ou o pai ou a mãe deve ser punido com a morte.
11. Porém vós dizeis: Se um homem disser ao pai ou à mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor,
12. nada mais lhe deixais fazer por seu pai ou por sua mãe,
13. invalidando, assim, a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas.
À revelia da Lei, os líderes religiosos criaram uma tradição dizendo que a pessoa que consagra a sua vida a Deus, quer dizer, ao serviço do Templo, os bens pelos quais poderiam socorrer os seus pais em suas necessidades não poderiam ser desviados do Templo. Com a desculpa de que "eram fiéis a Deus" tornavam-se infiéis aos seus pais.
Como diz o pr. Esequias Soares, “essa doutrina dos fariseus era uma afronta a Deus e à sua Palavra (Mc 7:13). Eles violavam a lei sob um manto de santidade, exibindo uma religiosidade externa e falsa”.
“Ninguém precisa sacrificar a família pela causa do evangelho. Quem cuida do pai e da mãe já está fazendo a obra de Deus; o cuidado da família deve ser prioritário, só depois é que vem a Igreja (1Tm 5:8). Esse é o pensamento cristão, que muitas vezes, infelizmente, é invertido entre nós”.
3. Exemplos de Jesus. Citamos alguns exemplos para mostrar como Jesus dava toda atenção a este assunto tão fundamental: o cuidado dos filhos com os seus pais.
Primeiro exemplo, a história da ressurreição do filho da viúva de Naim (Lc 7:11-17). A viúva já não possuía o sustentáculo principal da família, o esposo. Com o falecimento do único filho, perdia também a última esperança de sobrevivência digna. A ressurreição desse filho não foi apenas um sinal da autoridade messiânica de Jesus e uma clara indicação da futura ressurreição de Cristo e dos cristãos. Ela também mostra como Jesus restaura um lar em crise. Lucas formulou certo quando escreveu: "... e Jesus o restituiu a sua mãe" (Lc 7:15).
Segundo exemplo, maravilhoso é a cura de uma mulher enferma que havia sofrido de uma hemorragia por doze anos e gastara tudo com médicos (Lc 8:42-56). Jesus a curou e a restituiu ao lar.
Terceiro o exemplo, o de Jesus na cruz. Era um dia de contrastes: o dia era o mais triste da história da humanidade, o dia era o mais glorioso da história da humanidade; Jesus morria, Jesus vencia; humilhado, mas glorificado; cercado de ódio por todos os lados, transbordando de amor por todos os poros. Ao pé da cruz está Maria sofrendo indescritivelmente ao ver seu filho morrendo. Ali uma espada traspassou a sua alma. A espada era invisível, mas não o seu efeito. Na cruz Jesus confia sua mãe ao seu discípulo João. Ali Jesus revelou seu amor cheio de cuidado por sua mãe. Ali Jesus ensina que os filhos precisam cuidar dos pais. Jesus o fez porque José já havia morrido e seus irmãos não criam nele, e além do mais João era sobrinho de Maria.
IV. ENTRE A LEI E A GRAÇA
Graças ao Novo Concerto não vivemos mais por coerção da lei, que exigia pena capital a todos aqueles que fossem rebeldes e desobedientes aos pais (Êx 21:15,17; Lv 20:9; Dt 21:18-21). Porém, não significa que os filhos podem fazer o que quer, não. O âmago do Mandamento ainda está em pleno vigor; desobedecer o mandamento implica em perder bênçãos essenciais de Deus. O cristão está debaixo da graça e é guiado pelo Espírito Santo para as boas obras que "Deus preparou para que andássemos nelas" (Ef 2:10). Cabe a cada um de nós não desperdiçar o privilégio e a oportunidade de honrar pai e mãe para não perdermos as bênçãos de Deus.
1. Autoridade dos pais. O ensino da Palavra de Deus é a base para a formação espiritual, moral, emocional e social dos filhos. Os filhos precisam saber o valor da Palavra de Deus; compreender que a autoridade de Deus, a autoridade da Igreja, a autoridade dos pais e a autoridade humana, provêm de Deus, quando legitimamente executadas. Isso é importante para que não se cometam desrespeito e rebeldia contra a autoridade constituída.
Os pais estão investidos de autoridade divina sobre os filhos, logo, desobedecer aos pais implica desobedecer a Deus, que é um pecado grave. A autoridade dos pais sobre os filhos é uma autoridade delegada pelos céus e não uma lei imposta pela convenção ou conveniência da cultura humana. Portanto, resistir a autoridade dos pais é resistir a autoridade de Deus.
2. O sistema mosaico. Segundo o pr. Esequias Soares, o Quinto Mandamento, “originalmente, era exclusividade de Israel, pois menciona a herança da terra de Canaã. A segunda parte do referido mandamento traz a promessa divina de vida longa aos que honrarem aos pais: "para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá" (Êx 20.12). Deuteronômio diz a mesma coisa, mas de forma ampliada: ‘como o SENHOR, teu Deus, te ordenou, para que se prolonguem os teus dias e para que te vá bem na terra que te dá o SENHOR, teu Deus’ (Dt 5.16).
A frase ‘como o SENHOR, teu Deus, te ordenou’ mostra que Moisés está se referindo à revelação no Sinai que ocorreu cerca de 40 anos antes. Em seguida, vem a dupla promessa de vida longa e sucesso na terra prometida. Essa promessa é específica e indica que o quinto mandamento originalmente se restringia aos israelitas durante o tempo da teocracia. Isso estão claro e explícito no texto, que afirma que tais bênçãos hão de vir ‘na terra que te dá o SENHOR, teu Deus’, uma referência inequívoca à terra dos cananeus, a Terra Prometida. Fazia parte do concerto a segurança e o bem-estar da nação, a longevidade e o sucesso (Dt 5.33; 6.2,3; 22.7). Essas bênçãos são as mesmas que se tomaram promessa padrão para quem amar a Javé e permanecer no concerto do Sinai” (Lv 26.3-13; Dt 7.12-16; 28.1-14).
3. Adaptado sob a graça. Segundo o pr. Esequias Soares, “como Israel violou o concerto do Sinai, o profeta Jeremias anunciou a vinda de um Novo Concerto (Jr 31:31-34). Deus cumpriu a promessa (Hb 8:8-12). Isso muda muita coisa. O apóstolo Paulo deliberadamente combina as palavras do quinto mandamento nos textos do Decálogo, em Êxodo e Deuteronômio - "Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra" (Ef 6.2,3). Aqui, a terra prometida desaparece; trata-se da terra não especificada no Decálogo - "que te dá o SENHOR, teu Deus". A Igreja, o povo de Deus do novo concerto, é uma comunidade universal, uma congregação supranacional de estrangeiros e peregrinos (1Pe 2.11). O nosso lar não é aqui (Fp 3.20). Hoje essa promessa é abrangente”.
CONCLUSÃO
Os pais devem ser amados e respeitados pelos seus filhos. Honrá-los implica numa família perene, que não se desfará, numa sociedade com padrões morais virtuosos e permanentes, e a certeza de que a vida será respeitada.
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Luciano de Paula Lourenço - Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
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