A PAZ DO SENHOR!

LIÇÃO 09 – AS LIMITAÇÕES DOS DISCÍPULOS - 2° TRIMESTRE 2015(Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa)

AS LIMITAÇÕES DOS DISCÍPULOS
     Texto Áureo Lc. 9.40  – Leitura Bíblica  Lc. 9.38-50


 Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
A cristã está sujeita a altos e baixos, isso porque a condição humana é inconstante. Mas nem todos os cristãos estão conscientes dessa realidade, principalmente os adeptos do triunfalismo. Não existem supercrentes, é o que veremos na aula de hoje, ao analisar as limitações dos discípulos de Jesus. Dentre essas limitações destacamos:  a dúvida e a primazia, os valores invertidos e a necessidade do perdão.

1. A DÚVIDA E A PRIMAZIA
O liberalismo teológico tem incentivado à dúvida, para alguns estudiosos a dúvida é necessária à fé. No entanto, esse não é o posicionamento escriturístico, existem várias passagens bíblicas que censuram a dúvida (Mt. 14.31; 21.21; Lc. 9.41; Tg. 1.4-8). A dúvida faz parte da condição humana, os discípulos duvidaram, não apenas Tomé (Mt. 28.17). A dúvida pode ser explicada como uma condição existencial, e uma demonstração de falta de confiança em Deus, sobretudo na Sua Palavra (Rm. 10.17). Por isso motivo, ao contrário do que postula o neoliberalismo teológico, os cristãos devem assumir que duvidam, mas devem se envergonhar disso, e o orar ao Senhor, pedindo que os ajude nos momentos de incredulidade (Mc. 9.27).  Outra limitação demonstrada pelos discípulos, foi a intenção de ter primazia sobre os demais, debatendo entre eles a respeito de quem seria o maioral (Lc. 9.46,47). A mania de grandeza persegue o ser humano desde a queda (Gn. 3.5). Os discípulos não queriam ser apenas discípulos, eles estavam interessados na posição que teriam no reino. Várias vezes discutiram entre si a respeito desse assunto. Por isso Jesus os repreendeu, certa feita colocou uma criança no meio deles, e disse que quem quisesse ser o maior que fosse como uma delas (Lc. 9.45-50). Em outra oportunidade radicalizou, ao cingir os lombos com uma toalha, e lavar os pés dos seus discípulos (Jo. 13). A mania de grandeza está atingindo muitos ministérios, as divisões são perceptíveis em muitos arraiais evangélicos. O sentido do ministério como serviço está se desvirtuando, a hierarquia eclesiástica está destruindo muitos obreiros. Alguns deles iniciaram bem intencionados, mas não se conformam mais com a posição, há até aqueles que querem ser quase deus.

2. O PERIGO DA INVERSÃO DE VALORES
A inversão de valores entre os discípulos de Jesus é algo preocupante, por descaracterizar o significado do verdadeiro discipulado (Mt. 16.24). Há crentes, e até pastores, que defendem que a riqueza deve ser o alvo primordial do ministério, por causa disso muitos estão indo à ruina (I Tm. 6.10). De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma, o que poderá dar o homem em troca da sua alma? (Mt. 16.26). Muitos vivem demasiadamente ansiosos na modernidade, não consegue mais se satisfazer com o que têm. A doutrina bíblica do contentamento está sendo substituída pela ganância (I Tm. 6.6-8; Fp. 4.10-13; Hb. 13.4,6). Essa busca desenfreada pelo ter está levando até mesmo os cristãos a viveram debaixo da tutela da ansiedade (Lc. 12.22-34). Jesus foi contundente ao afirmar que ninguém pode servir a dois senhores, ninguém pode ser servo do Senhor, e ao mesmo tempo de Mamom, o deus-mercado (Mt. 6.24). Isso porque onde estiver o tesouro do ser humano, ali também estará seu coração (Mt. 6.21). As doenças psicossomáticas, que tem assolado muitas vidas, são decorrentes de um estilo de vida desequilibrado. A modernidade nos tornou consumidores, eternamente insatisfeitos com o que temos, buscando sempre mais, a fim de manter o círculo de um capitalismo selvagem. A alternativa do cristão diante desse estilo de vida é confiar cada vez mais em Deus, depositar sua esperança não nas coisas que são da terra, mas nas que estão no alto (Cl. 3.1,2).

3. A NECESSIDADE DO PERDÃO
Outra limitação dos discípulos de Jesus é a indisposição para perdoar, mas esse sentimento negativo pode conduzir o cristão à destruição espiritual (Hb. 12.15). Inicialmente, é preciso destacar que somos alvos da graça maravilhosa de Deus, Ele nos alcançou quando nós não merecíamos, sendo ainda pecadores, provando Seu amor para conosco (Rm. 5.8). Porque Ele nos amou, devemos também amar nossos irmãos, e expressar esse amor através de atos perceptíveis (Jo. 3.16; I Jo. 3.16). Jesus contou uma parábola a respeito de um homem que devia uma quantia vultoso, cuja dívida foi perdoada, mas esse mesmo homem, não agiu de igual modo a ser procurado por um servo que devia uma quantia menor. Quando soube do ocorrido, o homem que havia perdoado a quantia maior puniu aquele que não fez o mesmo, por não ter agido também com graça (Mt. 18.21-35). O perdão de Deus não tem limites, o número sete não é restritivo na passagem de Lc. 17.3,4, trata-se de uma elaboração metafórica, Jesus destaca a misericórdia de Deus, que não põe limites para perdoar o pecador arrependido. Perdoar os outros, de acordo com Mt. 6.15, é a única condição para ser perdoado por Deus, se alguém pretende ser alcançado pelo perdão de Deus, deve está disposto, mesmo contra vontade, a perdoar os outros. Isso porque não adianta alimentar o sentimento de rancor, isso acarretará em maior mal. Existem pessoas que estão sofrendo desnecessariamente porque ainda não foram capazes de liberar perdão. O perdão dará oportunidade ao outro de seguir adiante, e o mais importante, a nós mesmos dias melhores no Senhor (Is. 40.31).

CONCLUSÃO


Os discípulos de Jesus não são supercrentes, são pessoas comuns que têm suas limitações. Mas esses devem se dedicar à vida espiritual, a fim de não sofrerem as influências negativas dos valores deste mundo (I Jo. 2.15). Como discípulos de Cristo, devemos viver em humildade, considerando sempre os outros maiores que a si mesmo (Fp. 2.3), não se deixando levar pela avareza (II Pe. 2.3), muito menos pela ganância (Tt. 1.11), antes cultivando o perdão, que é uma característica dos seguidores de Jesus (Lc. 23.34; At. 7.60), não esquecendo que sem o Senhor, nada podermos fazer (Jo. 15.5).

LIÇÃO 08– O PODER DE JESUS SOBRE A NATUREZA E OS DEMÔNIOS - 2° TRIMESTRE 2015(EBD Tube)

O Quê? DA LIÇÃO 08 - MILAGRES COM HUMANIDADE - 2° TRIMESTRE 2015(EBD Tube)

LIÇÃO 08– O PODER DE JESUS SOBRE A NATUREZA E OS DEMÔNIOS - 2° TRIMESTRE 2015(PR. GUILHERMEL)

O PODER DE JESUS SOBRE A NATUREZA E OS DEMÔNIOS
Lição 8 - 24 de Maio de 2015
Texto Áureo: Lucas 8.25 E disse-lhes: Onde está a vossa fé? E eles, temendo, maravilharam-se, dizendo uns aos outros: Quem é este, que até aos ventos e à água manda, e lhe obedecem?
Leitura Bíblica em Classe: Lucas 8.22-25,35-39

Introdução: Muita gente desconhece ou não quer acreditar que o Diabo tem poder e age tanto no reino físico como no reino espiritual. Enquanto ele permanecer como o deus desse século ou príncipe desse mundo a sua obra maligna estará em pleno andamento, até que ele seja parcialmente neutralizado no final da grande tribulação e totalmente neutralizado no final do reino milenar. As suas ações adversas e oposicionistas continuarão principalmente contra todos que professam o nome de Deus. O seu poder sobre a natureza é visto na provação de Jó quando provocou um vento destruidor derrubando a casa onde estavam os seus filhos que morreram em consequência desta destruição. Jó 1:19. Jesus desde o seu nascimento teve o Diabo como seu opositor e adversário. Ele agiu perseguindo, tentando, usando os religiosos, usando Pedro e muitos outros. Em todo lugar que Jesus se encontrava, ele estava sempre presente para prejudicar o Seu ministério. Antes de Jesus embarcar nessa aventura, Ele havia pregado para uma grande multidão e esta multidão certamente instigada por ações do Diabo queria proclamar Jesus como rei. A intenção do Diabo era que essa notícia chegasse às autoridades romanas, as quais poderiam identificar Jesus como um revolucionário e mandar prende-lo. Para evitar cair nesse laço diabólico Jesus apressou-se em embarcar e retirar-se daquele local com destino a região de Gadara que ficava do outro lado do mar da Galileia. Legiões de demônios dominavam aquela região usando o corpo de um homem que foi possuído por eles. Indo Jesus naquela direção o Diabo temendo que isso acontecesse procurou usar de meios para afundar a embarcação onde todos pereceriam sem chegar ao seu destino. Era a única forma encontrada pelo Diabo para impedir Jesus de chegar a outra margem do mar. 
1 - SE O DIABO ENFURECER A NATUREZA SÓ JESUS TEM PODER DE ACALMAR  
a) Quem segue a Jesus deve saber que há oposições inesperadas - Lucas 8.22 E aconteceu que, num daqueles dias, entrou num barco com seus discípulos, e disse-lhes: Passemos para o outro lado do lago. E partiram.
Partiram para o outro lado do mar sem saber o que os esperava naquela região de Gadara. Desconheciam também que haveria oposições e impedimentos para que essa travessia transcorresse em calmaria e tivesse sucesso. Como sabemos e quem não sabe deve saber, é que o diabo sempre será um opositor constante para prejudicar e barrar aqueles que estão militando a boa milícia da fé e combatendo o bom combate. Com os preguiçosos, negligentes e irresponsáveis o Diabo não se preocupa e nem persegue, para que eles achem que está tudo bem e continuem seguindo na obra com esse comportamento. Porém com os que fazem diferença procurando estar em obediência ao Senhor, o Diabo vai agir com seus vários modus operantes e assim impedindo que tenhamos sucesso em servir no reino de Deus. 
b) Quem segue a Jesus não é só calmaria, há também tempestades - Lucas 8.23 E, navegando eles, adormeceu; e sobreveio uma tempestade de vento no lago, e enchiam-se de água, estando em perigo.
Jesus como homem também precisava descansar depois de um dia exaustivo e, isso Ele fez com a maior tranquilidade, pois além de ter a presença do Espírito Santo na sua vida. Ele também tinha a promessa de que a sua morte seria na cruz do Calvário, e não afogado no meio do mar. Muitos podem dizer ser Deus que mandou o vento forte, mas será que Deus iria enfurecer a natureza ao ponto de afundar o barco que estava o Seu próprio Filho? É evidente que não. Quem na realidade queria impedir Jesus de chegar ao outro lado do lago era o próprio Diabo, e não o Senhor Deus. Quem era o opositor e adversário de Jesus? É lógico que era o próprio Diabo e não Deus. Quem tinha interesse de manter o domínio em Gadara? É lógico que era o Diabo e por isso ele iria defender o território a qual dominava com todos os meios que pudesse, inclusive usando o seu poder sobre a natureza. 
c) Quem segue a Jesus não pode se intimidar diante dos perigos - Lucas 8.24 E, chegando-se a ele, o despertaram, dizendo: Mestre, Mestre, perecemos. E ele, levantando-se, repreendeu o vento e a fúria da água; e cessaram, e fez-se bonança.
Como seguidores de Cristo somos sujeitos a enfrentar todos os tipos de adversidades e não podemos nos intimidar em qualquer situação que nos depararmos, pois se nos mostrarmos frouxos no dia da angústia ou das adversidades a nossa força será pequena. Crentes que se intimidam com qualquer situação ou lutas que chegam são presas fácil para o Diabo. Temos que entender que é maior o que está em nós do que aquele que está no mundo. Cristo nos deu autoridade e nos comissionou para usar o seu nome em qualquer situação adversa, e em qualquer enfrentamento com entidades malignas. 
d) Quem segue a Jesus deve estar seguro e crer no seu poder - Lucas 8.25 E disse-lhes: Onde está a vossa fé? E eles, temendo, maravilharam-se, dizendo uns aos outros: Quem é este, que até aos ventos e à água manda, e lhe obedecem?
Precisamos entender e tomar posse da promessa feita por Jesus aos seus seguidores. Nesta promessa Ele diz: (Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo). (João 16:33). Jesus venceu e nos deu garantia de vencer também, por essa razão também podemos declarar que somos mais do que vencedores em Cristo Jesus. Ele também garantiu que nunca nos abandonará ou nos deixará só: (e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. Mateus 28:20). Jesus repreendeu os seus discípulos pela falta de fé, e esse é um ingrediente necessário que não pode faltar na vida daqueles que querem estar envolvidos com a obra de Deus, pois sem fé é impossível agradar a Deus. 

2 - O DIABO PODE PRENDER UMA ALMA, MAS JESUS TEM O PODER DE LIBERTAR
a) Só Jesus pode quebrar o poder do Diabo e libertar uma alma - Lucas 8.35 E saíram a ver o que tinha acontecido, e vieram ter com Jesus. Acharam então o homem, de quem haviam saído os demônios, vestido, e em seu juízo, assentado aos pés de Jesus; e temeram.
Apesar de toda oposição imposta pelo Diabo, o Senhor Jesus chegou a Gadara onde estava um homem possesso por uma legião de demônios. Esse era o motivo de toda oposição movida pelo Diabo, pois sabia que se Jesus chegasse nessa cidade não haveria força maligna alguma para impedir a libertação desse homem. Assim o Diabo ficou frustrado, pois todo esforço que empregou para impedir o encontro de Jesus com esse jovem foi inútil. Operando o Senhor quem impedirá e isso é uma grande verdade em todo embate com o Diabo, pois em todos eles o Senhor Jesus venceu. A libertação feita por Jesus nesse homem foi algo surpreendente, pois todos dessa cidade jamais poderiam imaginar que isso viesse acontecer. Como diz a palavra: (Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. João 8:36).
b) Quando Jesus liberta alguém não há como negar o seu poder - Lucas 8.36 E os que tinham visto contaram-lhes também como fora salvo aquele endemoninhado.
Naquele tempo nenhuma religião tanto a dos judeus como qualquer outra, tinha poder para libertar um endemoninhado. Qualquer um que tivesse a infelicidade de ser dominado e possuído por demônios ficava numa situação terrível, pois não havia possibilidade de ser liberto por quem quer que seja. Só Jesus tinha essa autoridade sobre os demônios e demonstrou isso em várias ocasiões, principalmente na vida desse homem que estava aprisionado por essas entidades malignas e com o seu destino traçado para a perdição e sofrimento eterno, até que Jesus mudou o quadro da sua vida expulsando todos os demônios que o dominavam. Como o povo não acreditava ou não esperava esse tipo de libertação que Jesus realizou, foi motivo de grande especulação e admiração que eles tiveram pelo ocorrido na vida desse homem, o qual sempre foi visto como um possesso e agora estava totalmente liberto e no seu juízo perfeito. 
c) Jesus não força a sua presença em lugares onde não é aceito - Lucas 8.37 E toda a multidão da terra dos gadarenos ao redor lhe rogou que se retirasse deles; porque estavam possuídos de grande temor. E entrando ele no barco, voltou.
Apesar do maravilhoso feito com a libertação do homem, Jesus se deparou com algo indignante que era a frieza espiritual desse povo, principalmente os que tomaram prejuízo com os porcos que se precipitaram no abismo com a legião de demônios. Deveriam estar felizes com o trabalho de libertação realizado por Jesus na vida do homem, mas a ganância material e prejuízo pela perda dos porcos falaram mais alto na vida deles. Tinham a bênção nas suas terras que era Jesus e o rejeitaram mandando que se retirasse daquela região. Como Jesus não força ninguém a recebê-lo saiu dali sem nada questionar. Se eles rejeitaram a bênção tinha muitos outros que com certeza não rejeitariam. 
d) Quem é liberto por Jesus deseja acima de tudo a sua presença - Lucas 8.38 E aquele homem, de quem haviam saído os demônios, rogou-lhe que o deixasse estar com ele; mas Jesus o despediu, dizendo:
O homem liberto por Jesus da sua possessão demoníaca expressou publicamente a sua gratidão ao Mestre, buscando também o desejo e a segurança de estar e caminhar junto com Ele. Certamente também havia o temor de que não estando na presença de Jesus os demônios poderiam voltar a dominá-lo. Porém ele precisava compreender que uma vez liberto e mantendo a sua fé e a sua vida focada em Cristo, nenhuma força ou poder maligno poderia dominá-lo novamente. (Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca. I João 5:18). Isso porque todos que são verdadeiramente de Deus, conta com uma proteção angelical, os quais nos guardam de todas as investidas do inimigo e isso é garantido pela sua palavra que diz: (O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra. Salmos 34:7). (Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. Salmos 91:11). 
e) É preciso deixar o bom conforto espiritual e ser útil a Jesus - Lucas 8.39 Torna para tua casa, e conta quão grandes coisas te fez Deus. E ele foi apregoando por toda a cidade quão grandes coisas Jesus lhe tinha feito.
Jesus não permitiu que o homem o seguisse, porém mostrou a ele que a sua permanência nessa cidade seria de grande importância pelo testemunho vivo que poderia dar a todos. Mesmo aqueles que mandaram Jesus se retirar poderiam refletir com mais tempo e enxergar na pessoa desse homem a grande obra de libertação feita na vida dele. É certo que todos os habitantes dessa cidade não davam nada por esse homem, o qual ainda mais os vivia aterrorizando. Agora vendo esse homem apregoar o seu testemunho incontestável o povo teve que enxerga-lo de outra forma, da qual nunca imaginaram ver. Muitos ignoram o poder libertador do Senhor sobre qualquer tipo de pessoa. Há indivíduos que alguns acham ser um caso perdido e que não qualquer possibilidade de ser transformado, e que a sua vida não tem mais jeito. Só que Jesus pode surpreender a muitos que não creem e dizem que determinada pessoa não tem mais jeito. Quando alguém é alcançado pelo seu poder libertador de Jesus, Ele tira lá do charco de lama e lodo e o transforma em nova criatura e mostra que tem jeito. 

Elaborado pelo Pastor Adilson Guilhermel Th.M.

LIÇÃO 08– O PODER DE JESUS SOBRE A NATUREZA E OS DEMÔNIOS - 2° TRIMESTRE 2015(Luciano de Paula Lourenço)

INTRODUÇÃO

Durante seu ministério, Jesus mostrou o seu poder sobre a doença, a morte, a natureza e os demônios. Embora Deus tivesse se utilizado de outros profetas para realizar sinais e prodígios que envolveram a agitação das leis naturais, como a passagem do mar vermelho por intermédio de Moisés (Ex 14:15-26), ou a passagem pelo rio Jordão por Elias (2Rs 2:8), ou, ainda, o flutuar do ferro de um machado por Eliseu (2Rs 6:5-7), Jesus a todos superou, a ponto de Seus discípulos, em um destes milagres, ter exclamado: “…quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem? ” (Mc 4:41). Enquanto Moisés passou o mar em seco (Ex 14:22), Jesus andou sobre as águas (João 6:19); enquanto Eliseu fez com que vinte pães satisfizessem cem homens (2Rs 4:42-44), Jesus, partindo poucos pães, por duas oportunidades, saciou a milhares de homens, fora mulheres e crianças (Mt 14:14-21, Mc 6:34-44, Lc 9:11-17, João 6:3-14; Mt 15:32-38: Mc 8:1-9). Vemos, pois, que Jesus demonstrou, com muito maior intensidade, o poder de Deus em sua vida, a comprovar que era distinto de todos os demais profetas, pois além de homem, era também Deus.

I. JESUS E AS FORÇAS SOBRENATURAIS

1. Poder sobre a natureza. O Novo Testamento narra vários episódios que pregam o poder de Jesus sobre a natureza. Um desses episódios encontra-se em Lucas 8:22-25. Mas, quero enfatizar aqui outro episódio que ocorreu, em que Jesus demonstrou o seu poder sobre a natureza. Está registrado em Mt 14:22-33.

Certa feita Jesus compeliu os discípulos que atravessam para o outro lado do Mar da Galileia (Mt 14:22). Os discípulos prontamente obedeceram a Jesus. Agora, o mínimo que eles esperavam era uma viagem segura e uma chegada certa. Todavia, mesmo obedecendo a Jesus, eles são colhidos por uma terrível e ameaçadora tempestade. Aqueles discípulos já haviam enfrentado outra tempestade no mar (Lc 8:22-25), mas Jesus estava com eles. Eles clamaram ao Mestre, que prontamente os socorreu. Mas agora eles estão sozinhos. O mar fica empolado. O vento rijo sopra com fúria. O barco é chicoteado pelas ondas. O pavor começa a inundar o coração deles. Eles remam com toda a virilidade e destreza, mas o barco não segue o rumo desejado. Eles fazem o máximo esforço, mas o barco ainda rodopia no meio do mar, no epicentro do perigo. Eles gritam por socorro, mas só ouvem o barulho da tempestade. Oram, mas só encontram como resposta o silêncio. Você já viveu a experiência de passar por uma tempestade, orar e só ouvir o silêncio de Deus? Você já passou por vales escuros e teve a sensação de que, quanto mais orava, mais as coisas se agravavam? Você já teve a sensação de clamar a Deus com todas as forças da sua alma sem obter resposta alguma? Creio que muitos passaram e estão passando por essa tensão em sua vida. Contudo, o silêncio de Deus não significa distância nem indiferença. Ele não deixa de velar por nós e de nos cercar com o seu cuidado quando está em silêncio. Creia, muitas vezes o silêncio de Deus é pedagógico. Sempre que ele fica em silêncio é porque nos quer ensinar verdades sublimes.

Jesus não estava indiferente ao clamor dos discípulos no mar da Galileia. Ele estava no monte orando por eles. Hoje, Jesus está à destra do Pai intercedendo por nós. Mesmo quando não ouvimos a sua voz, ele está intercedendo em nosso favor junto ao Pai.

E na quarta vigília da noite Jesus aparece caminhando sobre as ondas. A noite era escura. O mar estava bravio. O vento fuzilava com fúria, encrespando as ondas. O naufrágio parecia inevitável. Eles estavam diante de uma catástrofe iminente. De repente, um vulto estranho se movimenta sobre a tormenta, caminha com firmeza e segurança sobre a superfície das águas. Jamais alguém vira algo semelhante. Os discípulos se apavoram e gritam: "É um fantasma!". Os discípulos esperavam Jesus, mas não daquele jeito. Esperavam vê-lo noutro barco, chegando por um caminho convencional. Jesus mostra a sua autoridade e poder sobre aquilo que aflige os seus filhos. As ondas representavam o perigo real que conspirava contra os discípulos. O mar se tornara o grande gigante que os ameaçava. A turbulência das águas era um monstro indomável. Quando Jesus aparece, subjuga aos seus pés aquilo que amedronta os discípulos.

Jesus é maior do que os nossos problemas. Aquilo que é maior do que as nossas forças e nos mete medo, está literal e completamente debaixo dos pés de Jesus. Ele tem toda a autoridade e todo o poder no céu e na Terra. Quem está com Cristo está do lado mais forte, do lado do vencedor. Se Deus é por nós, quem será contra nós?

2. Poder sobre os demônios. Além do seu domínio sobre a natureza, Jesus tem poder sobre toda a sua criatura, inclusive sobre os demônios. Estes tremiam de pavor quando Jesus chegava. Veja o caso do endemoninhado gadareno (Lc 8:22-33). Logo que Jesus desembarcou em Gadara, o homem possesso correu cheio de medo, e prostrou-se aos seus pés para adorá-lo (Lc 8:28). Os demônios sabiam quem era Jesus; sabiam que Jesus é o Filho do Deus Altíssimo, que tem todo poder para atormentar os demônios e mandá-los para o abismo. Os demônios creem na divindade de Cristo, na sua total autoridade. Eles creem nas penalidades eternas – “.... Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo? ” (Mt 8:29).

Jesus libertou o homem gadareno da escravidão dos demônios (Lc 8:6-15). Jesus se manifestou para destruir as obras do diabo (1João 3:8). Até os demônios estão debaixo da sua autoridade. Mediante a autoridade da palavra de Jesus, a legião de demônios bateu em retirada e o homem escravizado ficou livre (Lc 8:33). Cristo é o atormentador dos demônios e o libertador dos homens. Aonde Ele chega, os demônios tremem e os cativos são libertos. Satanás tentou matar Jesus na tempestade quando estava indo em direção a Gadara, e agora tenta impedi-lo de entrar na região de Gadara. Mas em vez de intimidar-se com a legião de demônios, Jesus é quem espalha terror no exército demoníaco, porque Ele tem poder sobre os demônios.

II. JESUS E A REALIDADE DOS DEMÔNIOS

1. Uma realidade bíblica. A realidade dos demônios é ensinada no Novo Testamento. Só no Evangelho de Lucas encontramos dezenas de textos mostrando esta verdade (Lc 4:41; 6:18; 8:26-39; 9:42). Mas, os liberais, os céticos e incrédulos negam a existência e ação dos demônios. Para eles, o diabo é uma figura lendária e mitológica. Negar a existência e ação do diabo é cair nas malhas do mais ardiloso satanismo. Apesar da pura realidade bíblica sobre os demônios não se deve fazer apologia dos seus hábitos. Há segmentos chamados evangélicos que falam mais no Diabo do que anunciam Jesus; pregam mais sobre exorcismo do que arrependimento; vivem caçando demônios, neurotizados pelo chamado movimento de batalha espiritual. Isso não deve acontecer numa igreja que se diz cristã.

2. Uma realidade experimental. Na Palestina do primeiro século, bem como nestes últimos dias de dominação gentílica, a presença de pessoas oprimidas ou possuídas por demônios era e é uma realidade cotidiana. Lucas diz que Jesus libertou muitas pessoas de espíritos demoníacos (Lc 8:26-39; 9:37-43). Descrevo aqui, com mais detalhes, sobre o poder maligno que estava na vida de um jovem, narrado por Lucas (Lc 9:37-43). A casta de demônios fazia esse jovem ranger os dentes, convulsionava-o e lançava-o no fogo e na água, para matá-lo. Os sintomas desse jovem apontam para uma epilepsia, mas não era um caso comum de epilepsia, pois além de estar sofrendo dessa desordem convulsiva, era também um surdo-mudo. O espírito imundo que estava nele o havia privado de falar e ouvir.

A possessão demoníaca é uma realidade dramática que tem afligido muitas pessoas ainda hoje. Os ataques àquele jovem eram tão frequentes e fortes que o menino não crescia, mas ia definhando.

O Diabo não poupa nem mesmo as crianças. Aquele jovem vivia dominado por uma casta de demônios desde a sua infância (Mc 9:21). Há uma orquestração do inferno para atingir as crianças. Se Satanás investe desde cedo na vida das crianças, não deveríamos nós, com muito mais fervor investir na salvação delas? Se as crianças podem ser cheias de demônios, não poderiam ser também cheias do Espírito de Deus?

É válido ainda salientar que o poder demoníaco que estava sobre esse jovem agia com requinte de crueldade – “... o despedaça até espumar; e só o larga depois de o ter quebrantado” (Lc 9:39). Esse jovem era filho único (Lc 9:38). Ao atacar esse rapaz, o diabo estava destruindo os sonhos de uma família. Onde os demônios agem, há sinais de desespero. Onde eles atacam, a morte mostra sua carranca. Onde eles não são confrontados, a invasão do mal desconhece limites. Isso não é mito, é uma triste realidade.

III. JESUS E A OBRA DOS DEMÔNIOS

1. Jesus e a oposição dos demônios. O caso da libertação do endemoninhado de Gadara é um dos muitos relatos que mostra como os demônios se manifestam em oposição a obra de Jesus: “Quem tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Peço que não me atormentes” (Lc 8:28). As Escrituras Sagradas ensinam quais as obras principais de Satanás e seus demônios:“Matar, roubar e destruir”(João 10:10).

Veja a seguir, uma visão clara sobre o que Satanás pode fazer com as pessoas. Tomemos como base a situação degradante do endemoninhado gadareno (Adaptado do livro “MARCOS – O Evangelho dos Milagres. Hernandes Dias Lopes”).

a) Ele domina as pessoas, através da possessão (Mc 5:2,9). O gadareno estava possuído por espíritos imundos. Havia uma legião de demônios dentro dele - “E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo, o qual tinha a sua morada nos sepulcros, e nem ainda com cadeias o podia alguém prender”.

(1) uma pessoa possessa tem dentro de si uma entidade maligna (5:2,9). Esse homem não estava no controle de si mesmo. Suas palavras e suas atitudes eram determinadas pelos espíritos imundos que estavam dentro dele. Ele era um cavalo dos demônios, um joguete nas mãos de espíritos assassinos.

(2) uma pessoa possessa manifesta uma força sobre-humana (Mc 5:3,4) - “o qual tinha a sua morada nos sepulcros, e nem ainda com cadeias o podia alguém prender. Porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram por ele feitas em pedaços, e os grilhões, em migalhas, e ninguém o podia amansar”. As pessoas não podiam detê-lo nem as cadeias subjugá-lo. A força destruidora com que despedaçava as correntes não procedia dele, mas dos espíritos malignos que nele moravam.

(3) uma pessoa possessa tem frequentes acessos de raiva (Mt 8:28) - “...tão ferozes eram, que ninguém podia passar por aquele caminho”. O evangelista Mateus, narrando esse episódio, diz que os endemoninhados estavam a tal ponto furiosos, que ninguém podia passar por aquele caminho.

(4) uma pessoa possessa perde o amor próprio (Mc 5:3,5) - “o qual tinha a suamorada nos sepulcros. E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes e pelos sepulcros e ferindo-se com pedras”. Esse homem andava nu e feria-se com pedras. Em vez de proteger-se, feria-se a si mesmoEle era o seu próprio inimigo. O ser maligno que estava dentro dele empurrou-o para as cavernas da morte. A legião de demônios que estava nele tirou dele o pudor e queria destruí-lo e matá-lo. O diabo veio para roubar, matar e destruir. Ele é ladrão e assassino. Há muitas pessoas que hoje ceifam a própria vida, quando esses espíritos imundos entram nelas. Foi assim com Judas, Satanás entrou nele e o levou ao suicídio.

b) Satanás arrasta as pessoas para a impureza (5:2,3a). Gadara era uma terra gentílica, onde as pessoas lidavam com animais imundos. O espírito que estava naquele homem era um espírito imundo. Por isso, levou esse homem para um lugar impuro - o cemitério -, para viver no meio dos sepulcros.

Os espíritos malignos levam as pessoas a se envolverem com tudo o que é imundo. Quem pratica o pecado é escravo do pecado. Há pessoas que hoje entram nos cemitérios e desenterram defuntos para fazerem despacho aos demônios. Isso é prática demoníaca.

A promiscuidade está atingindo patamares insuportáveis. A pornografia tornou-se uma indústria poderosa. A promiscuidade dos valores da geração contemporânea faz de Sodoma e Gomorra cidades muito puritanas.

c) Satanás torna as pessoas violentas (Mc 5:3,4) - “...e nem ainda com cadeias o podia alguém prender. Porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram por ele feitas em pedaços, e os grilhões, em migalhas, e ninguém o podia amansar”.

O endemoninhado constituiu-se um problema para a família e para a sociedade. O amor familiar e a repressão da lei não puderam domesticar aquela fera indomável. Ele era como um animal selvagem. Resistia a qualquer tentativa de controle externo. Os seus familiares não o suportaram mais e o expulsaram.

Há seres humanos que se transformam em monstros malfeitores, em feras indomáveis. Nem o amor da família nem o rigor da lei têm abrandado a avalanche de crimes violentos em nossos dias: são terroristas que enchem o corpo de bomba e explodem espalhando morte. São os vândalos que incendeiam ônibus nas ruas. São pistoleiros de aluguel que derramam sangue por dinheiro. São traficantes que matam e morrem para alimentar o seu vício abominável.

d) Satanás atormenta as pessoas (Mc 5:5) - e andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes e pelos sepulcros e ferindo-se com pedras”.

O gadareno estava perturbado mentalmente. Ele andava sempre, de noite e de dia gritando por entre os sepulcros. Não havia descanso para sua mente nem para seu corpo. Além da perturbação mental, ele golpeava-se com pedras. Vivia nu e ensanguentado, correndo pelos montes escarpados. Seu corpo emagrecido refletia o estado deprimente a que um ser humano pode chegar quando está sob o domínio de Satanás.

Há muitas pessoas hoje atormentadas, inquietas e desassossegadas, vivendo nas regiões sombrias da morte, sem família, sem liberdade, sem dignidade, sem amor próprio, ferindo-se a si mesmas e espalhando terror aos outros.

2. Jesus e a libertação de endemoninhados. Jesus veio para destruir as obras do Diabo (1João 3:8). Ele veio para que as pessoas tenham vida, e a tenham em abundância (João 10:10). Veja o exemplo do gadareno.

a) Jesus libertou esse homem da escravidão dos demônios (Mc 5:6-15). Diante de Jesus, todo joelho precisa se dobrar; até os demônios estão debaixo da autoridade de Jesus. Mediante a autoridade da palavra de Jesus a legião de demônios bateu em retirado e o homem escravizado ficou livre. Aonde Jesus chega, os demônios tremem e os cativos são libertos.

b) Jesus devolveu a esse homem a dignidade da vida (Mc 5:15) - e foram ter com Jesus, e viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido e em perfeito juízo, e temeram”.

Jesus restituiu a esse homem sua sanidade mental. Aonde Jesus chega, ele restaura a mente, o corpo, a alma. Esse homem não é mais violento. Ele não oferece mais nenhum perigo à família nem à sociedade. Não há outro poder que transforma além do poder de Jesus. Só Ele cura; só Ele restaura; só Ele salva. Ele continua transformando monstros em homens santos; escravos de Satanás em homens livres; abortos vivos da sociedade em vasos de honra. Glórias sejam dadas ao Seu santo nome!

CONCLUSÃO

Os demônios e sua força destrutiva é uma realidade. Todavia, o cristão que é cheio do Espírito Santo, que está em contínua comunhão com Deus, está guardado e não há porque temer as forças do mal (Rm 8:38,39; Lc 10:18,19; Ef 6:10-18). Temos plena confiança que Deus está no controle de tudo, e que Satanás não agirá sem a devida permissão de Deus. Creia nisso!

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Luciano de Paula Lourenço - Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

LIÇÃO 08– O PODER DE JESUS SOBRE A NATUREZA E OS DEMÔNIOS - 2° TRIMESTRE 2015(Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa)

O PODER DE JESUS SOBRE A NATUREZA E OS DEMÔNIOS
       Texto Áureo Lc. 8.25  – Leitura Bíblica  Lc. 8.22-39


Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
Em sequência ao assunto estudado na aula passada, destacaremos hoje a atuação de Jesus sobre a natureza e os demônios. A princípio, mostraremos que as forças sobrenaturais existem, não são apenas invenções humanas, conforme defende a filosofia moderna. Em seguida, enfatizaremos que Jesus, o Senhor dos senhores, tem poder sobre os principados e potestades, e que Ele é Aquele a quem a natureza obedece.

1. AS FORÇAS SOBRENATURAIS
O mundo moderno está marcado pelas teorias cientificas, algumas delas decorrentes do racionalismo, produto da mente iluminista. Por causa disso, há aqueles que negam a existência da realidade sobrenatural, até mesmo de Deus. O ateísmo está na moda, as academias tentam dar explicações materialistas para todos os fenômenos. O mundo da Bíblia se tornou estranho para o homem distanciando da revelação. Em seu coração, o néscio diz que Deus não existe (Sl. 14.1), e por causa dessa incredulidade, muitos se entregam à devassidão. Reconhecemos, com base em Os Irmãos Karamazov de Dostoievsky, que nem todos os ateus são imorais, mas suas crenças podem conduzir outros à brutalidade. Não podemos reduzir a realidade à matéria, a natureza não é a única criação de Deus. Ele criou também os anjos, que são espíritos ministradores (Hb. 1.14). Na verdade o mundo visível surgiu do que não é visível, isso é o que nos revela a Palavra de Deus (Hb. 11.1). Em sua Epístola aos Efésios, Paulo adverte os crentes para que estejam preparados para enfrentar uma batalha espiritual, não contra a carne e o sangue, mas contra os principados e potestades das regiões celestiais (Ef. 6.12). Essa luta tem implicações cosmológicas, e teve seu princípio na rebelião de Satanás contra Deus (Is. 14.14), antes da criação da humanidade. Quando Jesus veio para terra, Ele enfrentou os demônios, alguns deles associados a algumas enfermidades (Lc. 4.31-44). O Senhor expulsou muitos demônios que oprimia a vida das pessoas (Lc. 11.14).

2. OS DEMÔNIOS SÃO UMA REALIDADE
Os demônios continuam atuando neste planeta, as pessoas parecem esquecer essa realidade. Como Jesus fez no deserto (Lc. 4.1-13), precisamos também estar preparados para enfrentar as hostes da maldade. Não podemos esquecer que este mundo jaz no maligno (I Jo. 5.19), e que o Deus deste século cegou o entendimento das pessoas (II Co. 4.4). Precisamos, portanto, nos munir com todas as armas espirituais, para resistir no dia mau (Ef. 6.10-12). No Evangelho segundo Lucas a autoridade de Jesus sobre os demônios é atestada em várias passagens (Lc. 4.41; 6.18; 9.42; 10.17,18). Não apenas esse Evangelho, mas toda a Bíblia, confirma a existência de forças sobrenaturais que se opõem ao Reino de Deus (Lc. 11.18). Por outro lado, não podemos fazer apologia ao Diabo, algumas igrejas ditas evangélicas exploram demasiadamente a doutrina dos demônios. Os demônios devem ser expulsos, tal como fez Jesus (Lc. 8.28), a Igreja continua tendo a missão de destruir as obras do Diabo (I Jo. 3.8; Mt. 10.1; Lc. 9.1). Mas nenhuma igreja foi chamada para fazer espetacularização das forças demoníacas. Ainda que essas atitudes deem ibope, não têm respaldo das Escrituras, os excessos podem resultar em escândalo para o Evangelho. Há igrejas que falam mais a respeito do Diabo do que de Jesus. Alguns pregadores, para causar frenesi na audiência, se referem ao demônio nove vezes, a cada dez palavras que pronunciam. A glória deve ser dada a Cristo, Sua cruz deve ser o assunto na pregação (I Co. 2.1-5), diante dEle as hostes satânicas se rendem (Lc. 8.28).

3. O PODER SOBRENATURAL DE JESUS
O poder sobrenatural de Jesus não foi demonstrado apenas sobre os demônios, mas também sobre a natureza. Isso mostra que o Senhor não está limitado às leis físicas, por isso pode ir além delas, não necessariamente contra elas. Um dos seus primeiros milagres, conforme registrado no Evangelho segundo João, foi o de transformar água em vinho (Jo. 2.1-11). Esse episódio não foi uma mágica, ou mesmo um truque como querem suspeitar alguns céticos, mas a atuação do poder do Espírito Santo no ministério de Jesus. Ele também acalmou uma tempestade, causando espanto aos  Seus discípulos para essa manifestação poderosa (Lc. 8.22-25). O poder de Jesus sobre a natureza deve nos tranquilizar em relação ao futuro, sabemos que Ele está no comando das situações, mesmo que não compreendamos. É importante esclarecer que a natureza, no estado atual em que se encontra, depois do pecado de Adão e Eva, carece de redenção (Rm. 8.22). Por esse motivo, testemunhamos de vez em quando algumas catástrofes, que revelam essa condição da natureza. No futuro, quando Cristo vier reinar, a natureza será reestabelecida ao seu estado, não havendo mais terremotos ou enchentes (Is. 11). Jesus demonstrou também aos Seus discípulos o Seu poder sobre a natureza quando andou sobre as águas (Mc. 6.45-52). Na ocasião chamou a atenção dos discípulos para que tivessem fé a fim de que os milagres acontecessem. Os dons espirituais, inclusive o da fé para realizar maravilhas está à disposição dos crentes, faz-se necessário que eles deem o devido valor.

CONCLUSÃO


Poderíamos elencar muitos outros milagres realizados por Jesus, que comprovam sua messianidade, sobretudo o domínio sobre a natureza. Ele multiplicou pães (Mt. 15.32-38), secou uma figueira (Mc. 11.11-14,20-25), possibilitou uma pesca maravilhosa (Lc. 5.1-11), entre outros. A realização desses milagres, e o poder de Jesus sobre os demônios, inspiram nossa confiança, e reconhecimento que Ele tem todo o poder no céu e na terra (Mt. 28.18). Podemos então descansar diante das adversidades da vida, sabendo que o Senhor está no comando do barco.